COLETIVA DE IMPRENSA – FAZER OU NÃO FAZER? EIS A QUESTÃO

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* Por Gabrielle Ramos

Coletiva de imprensa não tem mistério nenhum: um grupo de jornalistas se reúne em um determinado lugar para entrevistar alguém. Geralmente isso acontece quando tem algo muito importante a ser anunciado, por isso é convocada uma coletiva onde todos os formadores de opinião mais importantes estarão reunidos.

O problema é que com a diminuição de pessoas nas redações, consequentemente os jornalistas têm menos tempo para pararem seus trabalhos e passarem horas fora. A não ser que seja algo de extrema relevância, ultimamente eles têm optado por formas mais rápidas e objetivas de receber as novidades. Entenda, não é proibido fazer uma coletiva de imprensa, mas dependendo do que você pretende anunciar, pode ser que muitos prefiram receber o material depois e precisamos concordar em uma coisa: coletiva vazia não é legal.

Em plena era digital, em um mundo em que a comunicação tem se centralizado quase toda na internet, outras opções talvez sejam mais viáveis, caso você precise anunciar algo grandioso. Vamos listar algumas delas:

Ao vivo sim, mas sem sair do lugar: hoje existem inúmeras foras de transmitir eventos pela internet. Aplicativos para smartphones, programas e plataformas, onde você pode convidar um grupo ou deixar até mesmo em aberto para quem quiser assistir sua transmissão. Fácil e simples!

Diminua o grupo: Em vez de tentar reunir um grande número de pessoas da imprensa, convide apenas 3 ou 4 jornalistas para um café ou um almoço e então faça o anúncio. Mas pense bem se o que você tem a dizer a eles é mesmo relevante para o veículo que você selecionou – hoje em dia ninguém tem tempo a perder, nem mesmo você.

Follow up com lista de selecionados: Faça uma lista com os veículos que você pretende falar, mas não muitos, apenas os mais importantes para o momento e ligue para bater um papo com eles. Claro, sempre pergunte antes qual o melhor momento para vocês conversarem com calma e dê uma prévia do assunto, assim ele poderá adiantar se interessa ou não.

Considere sempre se vale reunir muita gente, o quanto você vai gastar (sim, coletiva tem custos!) e se o esforço e risco valem a pena. Caso contrário pense em opções mais objetivas e simples para todos, inclusive para você e sua empresa.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 na Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é responsável por Planejamentos Estratégicos e Conteúdo na PiaR Comunição.

 

RESULTADOS IMEDIATOS OU CONSTRUÇÃO DE MARCA?

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*Por Renniê Paro

Sabemos que quando se tratam de startups, tudo é para ontem. Equipes enxutas, foco em aprimoramento de tecnologias e experiência do usuário e rápida escalagem. Essas são as características das empresas que se enquadram nesse modelo de negócios. Diante desse dinamismo, é fácil se pressupor que seus fundadores e CEOs são ávidos por resultados imediatos em todas as áreas. Mas será que isso é estratégico quando falamos de PR?

Se você perguntar para qualquer assessor de imprensa, ele falará que comunicação trata-se de um verdadeiro trabalho de formiguinha e que muitas vezes “sair correndo” pode ser prejudicial para a sua marca. Como já falamos outras vezes aqui, uma agência de PR pode fazer uso de diferentes ferramentas, como press releases, artigos, sugestões de pautas e muitas outras e, reforçando, essas ferramentas não são estratégias e é nelas que você deve prestar atenção quando se trata de comunicação.

Recebemos diariamente contatos pedindo para acelerarmos os motores de divulgação e entendemos perfeitamente essa necessidade, porém, como especialistas em comunicação, um de nossos papeis é orientar e equilibrar a ansiedade de resultados rápidos, mas sem tanta consistência, com estratégias mais elaboradas e que possam de fato gerar resultados efetivos nas duas pontas que costumamos atuar: geração de leads e awareness.

Quero deixar aqui então um exercício de reflexão para vocês: em qual momento sua startup está e qual o seu objetivo atual? Você quer volume ou qualidade? Você quer estar em todos os lugares, mesmo que neles não fale diretamente com seu público-alvo ou quer estar em poucos e bons, onde a persona que te lê poderá se tornar um possível cliente? Vamos pensar sobre isso juntos?

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.

 

 

IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO 360 GRAUS

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Você sabe o que é uma comunicação 360 graus? É quando todas as áreas de comunicação da sua empresa estão interligadas com a assessoria de imprensa. Como assim? Marketing, Propaganda, Publicidade, Relações Públicas e Jornalismo pensando e trabalhando alinhados em prol da empresa. Mas por que isso é importante? Vamos lá!

Há algum tempo, as áreas de comunicação das empresas eram apenas responsáveis por atingir um único alvo: o consumidor final. Porém, com o passar do tempo, essas mesmas áreas foram conquistando mais e mais espaço – passaram a ser os principais responsáveis não só pela imagem do negócio como também, as portas para novas oportunidades, parcerias e os principais canais de descoberta de como os consumidores se comportam e reagem a produtos e campanhas.

Desde então as áreas de comunicação, unidas, passaram a ser os mediadores de todo um ciclo que envolve desde o desenvolvimento de produtos e campanhas até a sua distribuição e sobre as impressões do cliente. Daí a importância de todos os comunicadores da empresa estarem 100% atentos, coletando informações “fulltime” para aperfeiçoar o serviço oferecido com base na experiência do consumidor.

Quando devidamente integrada, a comunicação de uma empresa pode fazer toda a diferença no mercado diante da concorrência. Quando a startup encontra uma maneira de uni-los e fazer com que isso vire um ciclo positivo, com certeza ela conseguirá detectar o que precisa ser melhorado, não só internamente, mas também alinhado com o que o consumidor espera. Com isso sua startup terá uma estratégia de comunicação integrada forte, consolidada, adequada e pronta para atender o seu negócio.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 na Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é responsável por Planejamentos Estratégicos e Conteúdo na PiaR Comunição.

COMUNICAÇÃO E GESTÃO DE CRISE

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Crise não é só coisa para grandes empresas – startups podem passar por isso. E essa palavra é assustadora, não é mesmo? Mas fique calmo – se ela aparecer por ai, sua assessoria de imprensa está aqui para cuidar de tudo. Primeiro ponto: você precisa saber que de nada adianta construir uma marca forte no mercado, se você não souber lidar com possíveis problemas diante da imprensa. Uma crise mal resolvida pode levar todo o seu trabalho por água abaixo.

Pensando nisso, resolvi listar alguns pontos importantes que toda empresa deve saber antes de enfrentar uma crise:

Mantenha a calma: seu telefone vai começar a tocar sem parar, suas redes sociais vão bombar, vai parecer o início da terceira guerra mundial, mas tenha calma. Primeiro: não converse diretamente com a imprensa. Passe as ligações e os e-mails para sua agência e deixe que ela acompanhe cada entrevista para que não haja ‘ruídos de comunicação’.

Alinhe o discurso: Converse com sua assessoria e alinhe todo e qualquer ponto antes de falar com a imprensa. Jamais use um discurso e depois outro – isso fará com que a crise se agrave cada vez mais. O ideal é que assim que o problema estourar você fale imediatamente com o seu assessor para que ele te oriente e te diga como agir diante da situação.

Centralize a comunicação: Mesmo que em seu negócio mais de uma pessoa responda pela empresa, o ideal é que vocês escolham um único porta-voz que responda as solicitações da imprensa. Quando diferentes pessoas falam com jornalistas, é muito mais fácil que o assunto seja distorcido. Procure sempre centralizar para que não haja esse tipo de problema.

 Jamais responda a provocações: A internet deu voz ao público e isso nem sempre é bom. Diante de uma crise, podem surgir provocações por meio de redes sociais – tenha cuidado! Caso você tenha uma equipe de social media, oriente-os para que eles respondam apenas críticas construtivas e sempre de maneira muito bem educada. Em hipótese alguma entre em discussões com os internautas e muito menos use linguagem imprópria. Não deixe o sangue quente falar mais alto, isso com certeza lhe trará outros problemas ainda maiores.

Crises acontecem e precisam ser levadas a sério e tratadas com cuidado. Lembre-se sempre de que não é preciso se desesperar, apenas converse e alinhe o discurso com sua assessoria e deixe que eles cuidem de tudo para você, eles com certeza sabem o que estão fazendo.

 *Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 na Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é responsável por Planejamentos Estratégicos e Conteúdo na PiaR Comunição.

MEDIA TRAINING É IMPORTANTE? SIM!

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Vamos lá. Você contrata uma agência de PR, começam as reuniões de imersão, briefing e elaboração de textos (sejam eles releases, notas, artigos, entre outros – já falamos sobre isso aqui). Depois de um tempo, sua equipe de comunicação consegue a oportunidade para que o porta-voz de sua empresa dê uma entrevista sobre o tema em questão.

Data marcada, jornalista na sua frente e logo na primeira pergunta a resposta começa com um “É…então, eu acho que…”. A entrevista segue e a segunda resposta chega com um sonoro “Isso aí eu não faço ideia”. Vida que segue e quando a entrevista é finalizada você pergunta “Quando você terminar de escrever, você me manda para eu ler como ficou a entrevista?”. Resultado – FIASCO!

Tudo isso poderia ter sido evitado caso sua agência de PR tivesse feito um Media Training com o porta-voz da empresa. Esse processo nada mais é que um treinamento para que o representante de sua marca possa se comunicar e relacionar de maneira correta e eficiente com a imprensa. Nele serão abordados os temas que os jornalistas costumam falar, como você deve se comportar, como responder (não o que responder, que fique claro) e também como se sair bem em saias justas.

É possível ainda simular situações e entrevistas para que o porta-voz possa se habituar com o comportamento da imprensa em geral. É claro que este é um processo estratégico e importante para todas as empresas e não se aprende nada de um dia para o outro. Por isso, podemos citar alguns pontos interessantes:

  • Respostas com “é…”, “acho que “ transmitem insegurança ou não conhecimento sobre o que está sendo falado. O jornalista precisa ver em você um profissional seguro e com total domínio em seu tema;
  • Caso não tenha certeza sobre algo ou não tenha, de cabeça, a informação solicitada, basta dizer que não está de posse desses dados, mas que buscará em seus documentos e enviará para o jornalista – e envie de verdade!
  • Nunca, em hipótese alguma, peça para ler o texto de um jornalista antes da publicação! Este material é de total autoria do jornalista e deve ser isento de intervenções de terceiros, ainda mais da fonte.

Enfim, poderia citar outras situações em que o media training seria essencial para evitar problemas e transmitir com clareza e objetividade os valores que sua empresa ou produto entregam para o mercado. Pense nisso 😉

*Por Renniê Paro