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PRESENTINHOS QUASE NUNCA SÃO BEM-VINDOS

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Há muito tempo, existia uma prática no mercado de Assessoria de Imprensa que consistia no envio de “presentinhos e agrados” para os jornalistas que fossem importantes para as empresas. O processo era simples: a equipe de PR elaborava uma lista de jornalistas/veículos interessantes, levantava os endereços das redações e enviava, via motoboy ou pessoalmente – sim, pessoalmente – brindes ou qualquer coisa que remetesse à sua empresa.

Porém, como tudo na vida, as coisas mudam e, claro, na comunicação isso não é diferente. Essa prática, além de ter caido em desuso, tem pegado super mal para empresas e startups em geral. O envio de “agradinhos” ficou conhecido por jabá e é proibido em muitas redações, pois pode representar que a empresa quer “comprar” o jornalista, que deixará de ser imparcial na apuração de suas matérias.

Você quer que o jornalista saiba o quanto ele é importante e como você admira seu trabalho? Simples: mantenha contato próximo (sem ser invasivo) e passe informações concretas e relevantes para ele, sempre que as tiver em mãos. A matéria-prima do jornalista é conteúdo, e é com isso que ele se sentirá “especial”.

Claro que existem exceções. Caso sua startup esteja fazendo uma campanha diferente e faça sentido enviar algum produto, é sim possível fazer uma ação de envio de gifts que despertem o interesse ou a atenção do jornalista, mas não crie expectativas de que por meio disso surgirão matérias sobre sua startup.

Em resumo: o bom senso deve prevalecer! Nunca encha o jornalista de presentinhos, muito menos sem um motivo realmente relevante. E jamais, em hipótese alguma, credite a isso a possibilidade de surgirem matérias sobre você. Na verdade, “um agrado” pode acabar sendo um verdadeiro tiro no pé.

*Por Renniê Paro

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