PR + SOCIAL + CONSULTORIA: ESSE CASAMENTO DÁ CERTO?

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Apesar de serem da comunicação, as áreas de PR, Social Media e Consultoria sempre caminharam de forma independente. Esse formato funcionou por um período, mas os tempos mudaram. Hoje, as marcas que querem se comunicar da melhor forma com seus stake holders (e aqui incluo jornalistas, consumidores, fornecedores, parceiros e investidores), devem entender que a comunicação 360º deixou de ser apenas o título de um projeto e passou a ser realidade para as agências.

O antigo blábláblá de ‘fazemos uma comunicação 360º – sóquenão’ não cola mais e as startups deveriam observar esse movimento com mais atenção. Manter um bom relacionamento com a imprensa é essencial para o seu negócio, claro! Mas por que não expandir a comunicação para seus fãs também nas redes sociais e, até mesmo, conquistar novos consumidores.

O que vale aqui, quando se fala em comunicação integrada entre PR e Social Media é entender que, apesar de serem canais distintos, a linguagem, bem como seus valores e missão para com os clientes, devem seguir uma linha homogênea. Afinal, o consumidor não é bobo e notará caso para a imprensa você fale “A” e em suas redes sociais o discurso seja “B”.

A consultoria também faz parte desse processo. Mesmo antes de contratar uma agência de PR ou Social Media, o papel de um consultor pode ser essencial para te ajudar a projetar como será a comunicação de sua startup, criando um storytelling que o conduza ao sucesso.

Por fim, respondendo à pergunta do título, sim. Esse casamento dá muito certo e, na verdade, essa união é essencial para que uma startup possa se sobressair e mostrar suas inovações e valores nos mais diferentes canais onde seu público-alvo possa estar. Pense sobre isso 😉

*Por Renniê Paro

TIER 1, 2, 3 – VOCÊ SABE O QUE É E ONDE SUA MARCA DEVE ESTAR?

*Por Juliana Gusmão

Com certeza você já escutou sua assessoria dizer “conseguimos uma publicação tier 1” ou “temos uma entrevista importante para um veículo tier 2”, ou até mesmo, “para a divulgação desse material, o foco será nos veículos tier 3”. A pergunta que fica é a seguinte, você sabe qual é o significado de cada um e onde sua marca deve estar?

É muito simples! Aqui na PiaR, por exemplo, nós dividimos os tiers da seguinte forma – mapeamos como Tier 1 os veículos de grande circulação, como Folha de S. Paulo, Estadão, Exame.com, UOL, Valor Econômico, programas de TV, entre outros; como Tier 2, aqueles regionais como, O Globo, Estado de Minas, Extra, O Tempo, entre outros; e como Tier 3, os veículos de nicho ou específicos de cada segmento como o Propmark, Meio & Mensagem, Ti Inside, Startupi, E-commerce Brasil, Cliente SA, etc. Claro que essa divisão varia de assessoria para assessoria.

Quando falamos sobre estratégia de divulgação, isso depende muito de cada cliente e das informações que teremos em mãos. Por exemplo, a empresa recebeu um aporte no valor de R$ 20 milhões ou fechou uma parceria milionária com uma grande empresa de seu setor – a melhor estratégia para essa divulgação é tentar os cadernos de negócios dos grandes veículos, ou seja, tier 1. Assuntos como lançamento de novos serviços, contratações de executivos importantes, expansão do negócio ou artigos de opinião – podem ser divulgados em veículos tier 2 e 3, dependendo do público que a empresa deseja impactar.

Para finalizar, aqui vai uma dica importante – sair em grandes veículos requer informações importantes, como números ou dados de mercado. Por isso, procure passar um briefing com dados completos para sua assessoria de imprensa avaliar o que é ou não relevante divulgar na imprensa e qual a melhor estratégia a seguir – seja ela em veículos tier 1, 2 ou 3. A união entre os dois lados é essencial para que o trabalho de PR dê certo, impacte o maior número de pessoas e traga retorno para a empresa.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com 3 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Comunicação na PiaR Comunicação.

 

MÉTRICAS EM PR. O QUE FAZER?

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*Por Renniê Paro

Não sei vocês, mas quem trabalha com PR (e comunicação de modo geral) sofre demais com um problema que, aparentemente, não tem solução. Como mostrar em números os resultados de um trabalho que consiste em criar endosso, reputação e branding?

Existem no mercado algumas métricas, mas que não têm convencido muito os clientes – e nem a nós mesmos. A tal centimetragem, onde medimos o tamanho da matéria e falamos para o cliente que se ele tivesse que pagar por aquele espaço seria X mil reais, até fazia sentido há alguns anos. Porém, o perfil dos clientes mudou e, claro, suas exigências.

Dentro de uma startup, o que mais importa são seus números, ou seja, métricas que mostrem o quanto o negócio está validado no mercado em que está inserido. Por isso, a área de PR entra nessa dança dos números, mesmo sendo uma ciência humana – e sem essa de “sou de humanas, não faço contas”.

O que tenho observado (e me matado de pesquisar, sem sucesso até o momento) é que precisamos encontrar uma fórmula onde possamos mostrar por X+Y que vale a pena o investimento em PR. Ah, quero deixar claro aqui que atrelar o resultado a geração de leads ou assinaturas de contrato de novos clientes não é justo, ok? O foco do serviço de assessoria não é a geração de leads, e sim de auxílio no bom posicionamento de sua marca.

Então deixo aqui um pedido de ajuda. Você já pensou em alguma fórmula que pudesse metrificar os serviços de PR? Compartilha suas teorias com a gente 😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Comunicação na PiaR Comunicação.