DISPARADOR NÃO É MULETA, FOLLOW UP AINDA É IMPORTANTE!

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Acredito que o tema desse artigo é muito importante e retrata alguns pontos que venho observando nas atividades de assessoria de imprensa. Com o avanço da tecnologia, muitas ferramentas de disparo de release foram desenvolvidas prometendo 100% de eficácia no envio e abertura dos materiais pelos jornalistas. Porém, não é que desconfio da eficiência delas, mas acredito que para ter realmente um resultado efetivo é preciso usufruir também de outras ações, como por exemplo, o follow up (bastante esquecido por alguns assessores).

O que percebo é que muitos profissionais de comunicação têm caído no comodismo e, ao invés de criar estratégias de divulgação, apenas colocam o texto no disparador e pronto, consideração que a divulgação foi realizada. Eu discordo totalmente dessa postura e acredito que muitos coordenadores, gerentes e donos de agências também. O que quero dizer é que as ferramentas de disparos nos ajudam sim, mas os follow ups também são tão importantes quanto, senão até mais, do que somente disparar um material para milhões de jornalistas.

Entenda que esse texto não é uma crítica e muito menos para falar mal dos disparadores, apenas estou fazendo um contraponto do que eu acho importante para conquistar resultados efetivos para os clientes. Tenho certeza que se todos, ou a grande maioria, mudassem a postura e não usassem as ferramentas como “muletas”, os resultados seriam bem mais qualificados.

E aí, que tal unirmos forças, usar com moderação o disparador e abusar do follow up? Tenho certeza que seus resultados irão melhorar gradativamente, seu trabalho será mais assertivo e seu cliente ficará feliz. Vamos juntos nessa?

*Por Juliana Gusmão

Alinhamento de expectativas (será que dá para fazer tudo que o cliente espera?)

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NÃO!
Eu sei que pode parecer uma forma rude de começar um texto, mas preciso ser objetiva sobre a pergunta colocada no título. Caso você contrate uma assessoria de imprensa ou agência de social que diz sim para todo e qualquer pedido que você faça, é melhor desconfiar.

Já falei em outros posts que entendemos que todo empreendedor é apaixonado por sua startup, mas quando você contrata uma agência de PR é preciso que você entenda que contratou especialistas em comunicação e que devem ter um olhar um pouco mais crítico sobre as possíveis divulgações.

Novas funcionalidades, aportes sem números, dados “vazios” e outras informações rasas não rendem publicações. Tentar forçar encontros de relacionamentos também não são boas práticas. Sabemos que alguns clientes podem pedir isso (não seja um deles rs), mas se seu atendimento topar, ficará claro que ele não se importa muito com a relação com nossos parceiros jornalistas.

Outra coisa muito ruim é dar um “by pass” no seu assessor e ligar para o jornalista direto para tentar convencê-lo a mudar o viés da matéria apenas para ser favorecido. E por favor, nunca, em hipótese alguma, peça para ver a matéria antes dela ser publicada ou ir ao ar.

Poderia ficar aqui listando uma série de outros pedidos absurdos, mas acho que esses exemplos são o suficiente. Por isso, antes de cobrar sua equipe de comunicação, pense se o que você quer realmente faz sentido. E, reforço, se a agência de PR que te atende disser “amém” para tudo, desconfie! A chance da sua empresa ficar queimada com jornalistas é grande. 😉

*Por Renniê Paro

VAMOS BOMBARDEAR OS USUÁRIOS DA NOSSA PÁGINA?” É… NÃO!

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Primeiramente, vamos deixar uma coisa clara nesse texto: nada do que escrevemos ou recomendamos aqui, é necessariamente uma regra. Quando o assunto é sobre redes sociais, não há nada que seja engessado e que você não possa adaptar da melhor maneira para atender as necessidades de seus canais.

Vamos falar sobre a frequência de conteúdo? O que acontece com muitas empresas que dão start em suas redes sociais é que os resultados são geralmente mais rápidos que qualquer outra ferramenta. Isso ‘empolga’ em uma primeira impressão e aí os donos das empresas querem fazer milhões de posts e atingir seus seguidores a qualquer custo. O problema é que, como diria meu pai, tudo que é em excesso é ruim. Com as redes sociais não é diferente. No começo seus seguidores podem até gostar e curtir seus materiais, mas com o passar do tempo, acaba ficando maçante.

“Ah mas nós só postamos conteúdos relevantes” ou “Nós selecionamos nosso público e só quem tem interesse vai ser atingido” – Tudo bem, seu conteúdo pode ser o mais relevante e você pode selecionar o quanto quiser seu público – pense que uma das ideias dessas redes é ser rápido e ágil. Dependendo do que você postar, pode passar batido ou até mesmo ser ignorado por desinteresse ou até mesmo por falta de tempo. E quanto mais você posta, mais chances de passar batido. Quando você espaça seus materiais, você cria o interesse do público em voltar ali para acompanhar as novidades.

Outro ponto importante que precisa ser estudado com cuidado é que, se seu negócio tem um público muito específico, por meio de planejamento e estudos, você consegue saber o horário e qual melhor dia da semana para fazer suas postagens. Ou seja, o que realmente importa nesse universo online, não é a quantidade de coisas que você divulga e sim a qualidade e se isso está atingindo o público certo.

Lembrando que, como dissemos acima, isso não é uma regra e é claro, cada caso é um caso – aqui, estamos focando em PME’s e Startups, que produzem conteúdo para redes sociais. Cabe a você e sua equipe de mídias sociais planejarem a melhor estratégia para o seu negócio.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 na Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.

POR QUE O CLIENTE PRECISA ESTAR PRESENTE NO DIA A DIA?

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A resposta para a pergunta acima é muito simples, porque nós assessores precisamos de insumos para deixar a empresa sempre em evidência nas mídias. Sem o OK final de vocês, nenhum material é divulgado para a imprensa. O que eu quero dizer é que além dos materiais comuns que acostumamos trabalhar, as sugestões de pauta têm dado muito certo e para isso, dados, pesquisas, novidades, entre outras informações, são importantes para que possamos pensar fora da caixa e oferecer novas sugestões e ideias para os veículos.

Percebo que muitos clientes não entendem o fato da agência de PR ficar sempre “em cima” pedindo novas informações, mas digo, isso é muito importante e enriquece o nosso trabalho. Temos histórias de clientes que sumiram durante um ou dois meses e tivemos que nos virar nos “30” para conseguir emplacar algo bacana.

Participar do dia a dia da sua assessoria de imprensa pode ser mais produtivo do que você imagina. Afinal, a expertise do trabalho da imprensa está conosco, mas os dados e informações relevantes, são vocês clientes que poderão nos ajudar. Fora que a rotina fica muito mais organizada e a dinâmica de trabalho melhora 100% quando o cliente está envolvido nas ações de PR.

Por isso, vamos unir forças para que o trabalho seja eficaz e traga um resultado satisfatório para ambas as partes. Dessa forma, conseguimos cavar oportunidades importantes, o cliente fica sempre em evidência e nada fica perdido ou pendente. E aí, vamos nessa?

*Por Juliana Gusmão

O futuro das assessorias em uma época de redações enxutas

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Segundo um estudo realizado pelo portal Comunique-se, com base nos arquivos da plataforma e site Volt Data Lab, em 2016, mais de 500 profissionais de imprensa foram demitidos. Essas demissões foram realizadas muito por conta do encerramento de atividades de veículos e em diferentes estados.

O site Fato Online (Brasília), Jornal da Paraíba (Paraíba), Jornal Hoje em Dia (Minas Gerais) e o Jornal de Brasília (Brasília) são apenas alguns exemplos de veículos que deixaram de existir. Com essas demissões em massa e as redações mais enxutas, a pergunta que fica é: como será o futuro das assessorias de imprensa?

Em uma época de inteligência artificial e máquinas que são verdadeiras “caça-cliques” é preciso que as assessorias se adaptem (se não quiserem morrer). Acredito que muito mais que releases, pautas e encontros de relacionamento, nosso papel como assessores será de especialistas em Business Intelligence e Big Data, cruzando dados de perfis dos veículos com seus jornalistas e nossos clientes.

Tarefa fácil?! Nem um pouco!

Mas o ideal é que, já que não podemos ir contra a evolução da tecnologia, que a usemos a nosso favor! Por quê não criar softwares que nos ajudem a levantar esses perfis e cruzar dados? Dessa forma, todos saem ganhando =)

*Por Renniê Paro