PRIMEIRA OU TERCEIRA PESSOA? DEPENDE DO QUE VOCÊ QUER EM SOCIAL MEDIA

Adivinhem: vou começar o texto dizendo que tudo depende da linha que você quer seguir nas suas redes sociais. “Mas você só saber dizer que tudo depende?” – Sim. Porque realmente não existe uma fórmula exata para se trabalhar em mídias sociais. O que funciona para uma empresa, pode não funcionar para outra. Enfim, por isso bato tanto na tecla do planejamento e da estratégia. São esses dois fatores que definirão o resto das ações em suas redes.

De qualquer forma, vamos falar hoje sobre qual pessoa utilizar. Primeira ou terceira? Faça um exercício: como o seu negócio está apresentado nas redes sociais? É o nome da sua empresa que está na página? É um personagem que representa o negócio? Pois bem, dependendo de quem leva o nome da sua marca, você pode pensar em qual pessoa utilizar.

Pense, quando a sua marca estiver em destaque, o aconselhável é falar pela empresa, em terceira pessoa. Não é estranho quando lemos uma empresa se referindo como ‘eu’? Acaba passando uma ideia de que uma única pessoa representa a marca. Eu diria até que transmite uma ideia meio egoísta, afinal, você tem um time/equipe ou faz tudo sozinho?

Mas, se a sua página é pessoal, representa uma única pessoa, fica estranho tratar como terceira. Ora, pensem na página de uma pessoa famosa, seja ela artista, empreendedora, enfim, ficaria estranho escrever no coletivo, afinal, as pessoas enxergam esse perfil como a figura representada nela, mesmo que hajam outras criando conteúdo para ela. Viram como tudo depende? Por isso a parte da estratégia é tão importante antes de começar qualquer coisa. Isso tudo tem que ser pensado antes de começar qualquer tipo de ação.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.

POR QUE PASSAR UM DIA EM CADA CLIENTE É IMPORTANTE PARA MELHORAR O FLUXO DE TRABALHO?

Você sabia que quanto mais perto você ficar do seu cliente, melhor será o fluxo trabalho? Sei que muitos devem se achar próximos somente por encaminhar e-mails ou fazer as calls semanais, mas além disso, passar um dia no escritório de cada um muda completamente a percepção do cliente em relação ao nosso trabalho, além de ajudar a criar novas estratégias e ideias para o plano de comunicação dos próximos meses.

Que os executivos são mega ocupados isso nós sabemos. Por isso, mais um motivo para você acompanhar seus passos e ficar por dentro de todas as novidades da empresa. Com a correria do dia a dia, é muito comum que os empreendedores esqueçam de passar informações importantes para sua equipe de PR. Mas pode ser que em uma conversa com o responsável pela área de marketing da startup, por exemplo, você consiga ter insights diferentes ou até mesmo criar novas pautas.

Além de melhorar seu relacionamento com cada um, esse passo ajuda entender como o negócio funciona na prática. Outro ponto importante é que com a aproximação, a percepção do trabalho realizado é completamente outra. Dessa forma, o cliente não se sente no escuro, por mais que você passe feedbacks diários. Ele passa a se sentir mais seguro, pois você está correndo atrás para se aprofundar nos assuntos da empresa e buscar novos insumos para conseguir fazer com que ele saia em mídias relevantes.

Por fim, quando for organizar seu “to do list”, procure reservar um tempinho para visitar seu cliente. Tenho certeza que o trabalho irá fluir bem mais, você terá novas ideias e pautas para trabalhar durante os meses e seu cliente ficará satisfeito com sua postura e aproximação. Pense nisso! 😉

*Por Juliana Gusmão

PENSE GRANDE! SAIA DO CONVENCIONAL DA COMUNICAÇÃO

Os últimos meses têm sido de porrada atrás de porrada para mim. Não exatamente de broncas dos meus queridos clientes, mas puxões de orelhas bem válidos e transparentes (como devem ser) que me fizeram refletir sobre como temos entregado os resultados de PR.

A gente finaliza o mês com um relatório de clippings bem gordinho, cheio de resultados muito bons e qualificados para o cliente, comemoramos internamente e a resposta chega como um balde de água fria: “esse mês foi legal”. Eu sei que pode soar desanimador, mas na verdade isso me mostra que isso é o ‘mais do mesmo’, o ‘feijão com arroz’, o ‘isso qualquer um faz’.

Parando para pensar, acho que o que falta é agirmos como Especialistas em Comunicação, e não apenas como Assessores (não desmerecendo, jamais). Fazer a ponte com jornalistas para enviar artigos, releases e convidar para encontros é o mínimo que temos que fazer. Mas, e o máximo?

Ainda não tenho certeza, mas um caminho pode ser pensar em ações que vão além da imprensa ou que chegam aos jornalistas de formas diferentes. Como? Simples: seu cliente é uma startup de comida congelada saudável? Porque não enviar um kit para a redação experimentar? Seu cliente é um app de beleza? Promova um dia de bem-estar em uma editora.

Enfim, acho que temos que sair do automático, pensar LITERALMENTE fora da caixa e ir além do básico! Somos especialistas em comunicação e temos que provar nosso valor (que temos, e muito). O que vocês têm feito ou visto de diferente por aí?

*Por Renniê Paro

POST ORGÂNICO X PAGO

Acredito que esse seja um dos assuntos mais polêmicos desde que utilizamos o Facebook como ferramenta de trabalho. Muitos acreditam que hoje em dia, somente os posts pagos ou patrocinados funcionam e ainda há quem acredite somente na força do post orgânico. Mas enfim, qual dos dois é a melhor solução para o seu negócio?

Vamos começar do início: qual a real diferença entre eles? O alcance pago é medido por aquelas pessoas que foram impactadas pela sua marca por meio de anúncios e campanhas feitas na rede que tiveram investimento de dinheiro. O alcance orgânico nada mais é do que pessoas que foram atingidas por ações realizadas pela empresa, sem nenhum tipo de verba. E ainda temos o alcance viral, que pelo nome já se pode deduzir que esse é o grupo de pessoas que é atingido pelo famoso “boca a boca”, tanto online como offline.

Definidos os grupos, vamos falar agora sobre a efetividade deles.  Antes de mais nada, precisamos lembrar de uma coisa importante: os dois se complementam. O ideal mesmo é que você sempre aposte em ambos (o terceiro acaba sendo uma consequência dos dois primeiros). “Ah mas qual é melhor ou qual tem mais resultados efetivos?”; “Se eu apostar só em alcance orgânico não vou ter sucesso?”; “Se minha empresa patrocinar tudo ou tiver várias campanhas, então vamos ser a mais bem sucedida?” Calma, respire fundo. Lembre-se de que quando se trata de rede social, você SEMPRE tem que ter uma estratégia muito bem definida.

E uma notícia um pouco ruim para os fãs do orgânico: o Facebook, por meio de algoritmos, fez uma diminuição no alcance orgânico com base em uma pesquisa de comportamento e preferências dos usuários. Mas fiquem calmos porque isso não quer dizer que ele morreu ou não funcione mais. Como falamos, o ideal é que você aposte nas duas frentes e assim consiga atingir seu público-alvo. O segredo aqui, na verdade, não é só sobre investir ou não, mas sim no que você vai investir. O seu conteúdo tem que ser o destaque. Não adianta nada sair patrocinando qualquer coisa e achar que isso trará resultados (lembrem-se sempre da estratégia, ela é fundamental). Se engana quem acredita que essa seja a solução. Falando em redes sociais temos que lembrar: é o conjunto que vai fazer sua página alavancar ou não (Estratégia + bom conteúdo + patrocínio).

Vamos continuar batendo nessa tecla de que o trabalho com mídias sociais pode até parecer fácil, afinal, todos nossos contatos (ou quase) estão lá e passamos a maior parte do nosso tempo conectados. Mas, quando falamos profissionalmente a postura deve ser outra. Estamos falando de comunicação na internet, portanto, não podemos pular etapas importantes, como a de um bom planejamento, estratégias sólidas, pesquisas, entre outros e esperar que o resultado seja o melhor possível.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.

POR QUE SE APROFUNDAR NOS ASSUNTOS DE TODOS OS CLIENTES DA AGÊNCIA É IMPORTANTE?

Estar antenado a tudo que acontece na agência onde você trabalha é muito importante. Conhecer os clientes, não só os seus, é uma tarefa que TODOS os assessores devem exercer. Digo isso porque pode ser que um dia, em uma venda de pauta com qualquer jornalista de um grande veículo, ele decline sua pauta por estar focado em uma matéria sobre o mercado de bitcoin, por exemplo. Automaticamente, você sabe que sua colega atende uma empresa que é referência no mercado e aproveita a conversa para tentar encaixa-lo.

Percebo que isso é cada vez mais recorrente dentro das agências de PR. O fato é que aquele atendimento que está por dentro de todos os clientes, quando lê o jornal e vê uma matéria bacana sobre determinado segmento, pode ajudar o colega a desenvolver novas pautas ou até mesmo sugerir o nome de novos jornalistas, o que tem acontecido muito nas redações. Acredito que se somos uma equipe, o trabalho individualizado não cabe nesse quesito.

Aqui na PiaR, por exemplo, prezamos pela qualidade dos resultados. Em um mês em que a demanda está menor ou abaixo do esperado, a sugestão ou ideia do seu colega de trabalho pode ajudar a emplacar uma matéria interessante em um grande veículo ou portal.

Por fim, se você não é daqueles que faz questão de entender os clientes que a agência tem, sugiro mudar a postura e começar a se inteirar de tudo. O bom assessor é aquele que pensa fora da caixa e corrobora para o crescimento da empresa, seja vendendo pauta sobre o cliente ou até mesmo emplacando matérias para o cliente de outra pessoa. Ser multitarefa é essencial para colher bons frutos lá na frente. Pense nisso! 😉

*Por Juliana Gusmão