O QUE NUNCA FAZER EM PR

Resolvi escrever esse texto, pois percebemos que muitos empreendedores ainda comentem “erros” que consideramos gravíssimos em PR. Já passamos por inúmeras situações e saias justas por aqui, e acredito que a melhor forma de orientar nossos clientes e o ecossistema é educando o mercado e mostrando o que não se deve fazer em assessoria de imprensa.

  • Não existe OFF: antes de tudo, se a informação não pode ser divulgada, não comente com o jornalista durante a entrevista ou encontro. Há tempos que o OFF não existe e se você falar sobre algum dado sigiloso ou faturamento/crescimento que não pode ser divulgado, seu assessor não terá como garantir que o profissional não use essa informação;
  • Nunca peça a matéria para olhar antes de ser publicada: sim, é muito comum os empreendedores exigirem olhar a matéria antes de ser publicada. Seria lindo se pudéssemos, mas essa prática não existe e fere totalmente a liberdade de expressão do jornalista. Por isso, nunca faça!;
  • Pedir perguntas antes das entrevistas ou o roteiro de uma gravação de TV/rádio: não, isso não se faz. Mesmo porque, se pedíssemos isso para o jornalista, corríamos o risco de fechar uma porta importante em um grande veículo e porta-voz pode perder totalmente a credibilidade. Gravações de TV ou rádio acontecem de repente, e é muito difícil ter um roteiro detalhado;
  • Exigir foto durante a entrevista – pode parecer estranho, mas já aconteceu do porta-voz dar uma entrevista e durante o bate-papo com o jornalista exigir a publicação da matéria com a foto. Acho importante deixar claro que não podemos e nem devemos fazer isso. Vale lembrar que sempre encaminhamos a foto do empreendedor (a), mas não conseguimos garantir que ela seja publicada por diversos motivos – espaço para publicidade, editor reduzir a matéria, repórter decidiu escrever a matéria sem foto ou usar de outro porta-voz, entre outras inúmeras situações;
  • Não fale mal dos seus concorrentes: nunca, em hipótese alguma, faça isso. Além de criar uma situação constrangedora, pode incentivar o jornalista a escrever matérias tendenciosas sobre o mercado de atuação de vocês. Procure manter o foco sempre na sua empresa e, se for o acaso de oferecer outros players do mercado, aí sim você os menciona;
  • Jamais aceite uma entrevista e no dia desmarque por não saber falar sobre o assunto: é minha gente, isso também já aconteceu. Às vezes, no calor da emoção por ter conseguido um espaço em um grande veículo, o empreendedor acaba aceitando a entrevista. Porém, minutos antes dela ser realizada, ele se dá conta de que não tem bagagem suficiente para falar sobre o assunto pautado. Esse fato, além de criar uma situação constrangedora com o jornalista que reservou um tempo da sua agenda (corrida) para entrevista-lo, pode fechar uma porta importante e o veículo nunca mais dar uma notícia sobre a empresa. Sim, isso acontece muito.

Enfim, aqui estão somente algumas situações que já passamos e podemos dizer com todas as letras, nunca faça isso em PR. Procure sempre seguir as orientações do seu assessor e, se tiver qualquer dúvida, estou à disposição para esclarecê-las. 😉

*Por Juliana Gusmão

ACONTECEU COMIGO – OPS, O JORNALISTA/CLIENTE CANCELOU O ENCONTRO NO DIA

Pensa em uma situação “chata”. Essa é uma história sobre uma delas.

Na carreira de assessora de imprensa desde 2006, já passei por poucas e boas e presenciei de tudo um pouco (e claro que sempre tem mais por vir rs). Assessores passando a perna em pautas de outros assessores; profissionais que venderam exclusivas para dois jornalistas concorrentes ao mesmo tempo; cliente pedindo para ler a matéria antes dela ser publicada; jornalista que falou que a pauta era X e na hora da entrevista mudou de ideia e perguntou Y…enfim, muitas aventuras.

Uma que já aconteceu comigo, e aposto que com muitos colegas de trabalho, é quando agendamos um encontro entre cliente e jornalista e uma das partes cancela. É claro que não somos intolerantes e sabemos que imprevistos acontecem com todo mundo, mas existem casos que devemos tomar cuidado e ter mais carinho.

Já aconteceu comigo, por exemplo, de fazer o cliente pegar um avião e vir de outro Estado para São Paulo só para encontrar um jornalista e ele simplesmente não apareceu. Eu e o cliente sentados no restaurante, olhando um para a cara do outro, sem saber o que fazer. E se ao invés de um cliente estivessem reunidos três?!

Pois é! Uma situação que nunca vou esquecer e espero não passar de novo. Esse caso aconteceu com um jornalista de fora do país e pode ser que por isso a “política” seja outra. Mas que foi chato foi. Alguns clientes levaram na boa, no maior “tudo bem, acontece”…outros nem tanto (e eu entendo também).

Infelizmente em nossa profissão acontecem eventos dos quais não temos o controle total e é preciso ter jogo de cintura e até mesmo bom humor para saber sair bem de uma dessas.

O que deixo de lições para todo mundo desse “causo” é: não seja ansioso ao marcar encontros; entenda a real importância deles para ambas as partes e (jamais) faça seu cliente sair correndo de onde estiver para um encontro “surpresa” 😉

*Por Renniê Paro

PERDEMOS ENGAJAMENTO. QUAIS PODEM SER OS PROBLEMAS?

Acredito que esse seja um dos assuntos mais falados entre os profissionais de mídias sociais, o famoso engajamento. Mas você sabe o que é? É todo tipo de envolvimento, interação ou relacionamento com a marca, que vai além do número de seguidores ou curtidas em uma rede social. Essa métrica determina o nível de envolvimento do público com o conteúdo.

O mais comum é acharmos conteúdo sobre o que fazer para aumentar esses números, mas, e quando as redes que gerenciamos começam a perder engajamento? Alguma coisa não está funcionando bem e você precisa urgentemente descobrir o que é. Como fazer isso? Por meio das métricas. Por um longo tempo se acreditou que uma boa medição para a audiência da sua página era o número de fãs conquistados, mas isso vem mudando ao longo do tempo e já sabemos que ter uma grande quantidade de pessoas que curtiram sua página não é necessariamente sinônimo de um bom engajamento.

Vamos lá, primeiro passo: percebeu que houve uma queda nas interações? Faça comparativos e tente entender o que foi que fez sua página deixar de performar. Houve mudança nos horários de postagem? Diminuição na frequência de posts? Houve alguma polêmica? Enfim, encontre o que mudou e que de certa forma não agradou os fãs. Agora fique calmo e pense no que vai fazer. Caso tenha sido um motivo simples de resolver, mande bala! Caso não, respire fundo, reúna sua equipe e pense antes de agir. Muitas empresas tentam remendar as situações e acabam piorando ainda mais. Em momento nenhum, aja por impulso. Lembre-se de que suas redes são sua vitrine e que as pessoas precisam não só enxergar seu negócio, como se identificar com ele.

Aí você pensa: não mudamos nada e mesmo assim perdemos engajamento. É fácil encontrar o erro nessa afirmação. Para quem tem um tempo nesse meio, sabe que estar atualizado e em constante mudança é fundamental para o negócio. “Ah, mas nossa empresa é a mesma, como vamos mudar o conteúdo? ” Não é sobre como mudar o conteúdo, mas sim, em como apresenta-lo de maneira diferente. Quando você estuda constantemente seu público-alvo, fica muito fácil de entender isso. As pessoas mudam, a internet muda constantemente e você precisa acompanhar o ritmo.

Enfim, com certeza existem N motivos para sua página ganhar ou perder engajamento e a chave para descobrir e resolver esse tipo de problema é sempre analisar: público, conteúdo e ações. Lembre-se, pode ser fácil fazer um usuário clicar em curtir, mas o verdadeiro desafio é fazê-lo ficar, interagir e confiar em sua marca.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.

GRUPOS DE WHATS PODEM AJUDAR A COMUNICAÇÃO FLUIR MELHOR

Sei que pode parecer invasivo esse texto, mas nos últimos meses percebemos que a adoção do whatsapp como ferramenta de trabalho tem nos ajudado bastante a aumentar a produtividade e resolver algumas pendências. Sabemos que o dia a dia dos empreendedores é muito corrido e, por isso, algumas demandas acabam ficando para trás.

Com a comunicação centralizada também no aplicativo, conseguimos criar grupos compostos por todos os integrantes da equipe. Essa prática facilita a resolução de demandas que têm o deadline curto, aprovação de materiais importantes, “puxões de orelha” (que às vezes são inevitáveis), resolução de dúvidas, entre outros pontos.

Sei que algumas pessoas vão me questionar sobre o uso de outras plataformas, como o Slack, por exemplo. Até uns dias atrás, não éramos adeptos a essa ferramenta, mas hoje sentimos a necessidade de estarmos também conectados juntos com os nossos clientes nesse ambiente. Entendemos que essas práticas facilitam a troca de informações, pautas e também corrobora para a troca de conhecimento entre todos.

Com a era da conectividade, fica inevitável ficar de fora desse universo. E porque não usar essas ferramentas a nosso favor? Acredito que todos têm a ganhar, nós assessores por ter mais agilidade nos processos e facilidade de contatar vocês empreendedores, e vocês clientes, pela possibilidade de não perder nenhuma pauta importante por simplesmente não ter tido tempo de ler um e-mail ou atender o celular.

Esse é o momento de refletir e de adotar novas práticas de trabalho. Pense nisso!

*Por Juliana Gusmão

PR ESTÁ NO FINAL DO FUNIL DE VENDAS (INBOUND)

Sim, sim e sim…vamos falar de Inbound Marketing novamente. Porque é preciso! Não vou me estender explicando o conceito ou suas aplicações, pois sei que muitos aqui já estão carecas de saber e mandam muito bem em seus negócios 😉

O ponto aqui é que tenho visto muitas startups que chegam até nós para fazer Assessoria de Imprensa e, logo no primeiro mês de entregas, se “decepcionam” com os resultados. Isso acontece não porque os clippings (matérias onde colocamos os clientes) são poucas ou de baixa qualidade. Tem ocorrido uma série de “legal, mas não me gerou nenhum lead novo” e é aí o problema.

No inbound marketing existem algumas fases, como Atrair, Converter, Fechar e Encantar, e os empreendedores acham que nosso papel e atuação está na primeira (atração), quando na verdade está na última (encantamento). Branding, reputação e endosso são as palavras chaves para que você entenda o que entregamos.

Depois da atração, conversão e vendas (papel do marketing aliado ao setor comercial), nós de PR entramos. Nosso foco é que o consumidor seja impactado por sua marca nos mais relevantes veículos de seu interesse e com isso se torne um embaixador da marca, defendendo-a com unhas e dentes.

Isso só acontece quando conseguimos tornar a sua empresa a melhor referência no segmento de atuação, criando o tão desejado encantamento e conquistando fãs para a empresa. Por isso, digo e repito: é importante sim aliar as estratégias de inbound marketing com PR para que caminhem juntas em prol de um objetivo maior, mas cada um com seu papel 😉

*Por Renniê Paro