CRONOGRAMAS MENSAIS, SEMESTRAIS OU ANUAIS. QUAIS AS DIFERENÇAS?

Na rotina de assessoria é muito comum as agências adotarem algumas práticas para dar um direcionamento para as demandas. Mas qual seria a melhor forma para que tudo ocorra dentro dos conformes – cronogramas mensais, semestrais ou anuais? Como saber a diferença e entender o que melhor se encaixa para as ações da sua startup/empresa?

No cronograma mensal, por exemplo, as ações são planejadas para serem tocadas por um período de médio prazo, com divulgações que já estão previstas. Ou seja, geralmente há materiais como artigos, sugestões de pauta ou lançamentos mais pontuais. Quando propomos trabalhar um cronograma semestral ou anual, precisamos ter em mente que teremos que ter materiais suficientes para trabalhar por um longo período e onde podem acontecer N mudanças e imprevistos. Isso demandaria mais tempo para o desenvolvimento e, consequentemente, no meio do caminho teríamos que alterar algumas estratégias para não deixar os assuntos ultrapassados.

Na PiaR, por exemplo, os cronogramas que desenvolvemos para os clientes são mensais. Adotamos essa prática porque entendemos que o ecossistema de startups muda a todo momento e está em constante evolução, e essas alterações requerem planos rápidos, elaboração de estratégias mais concisas e agilidade nas demandas.

A verdade é que cada assessoria adota a maneira que acha mais apropriada para cada cliente. Já tivemos experiências com os cronogramas semestrais e posso dizer que, na prática, os resultados não são efetivos porque muitas demandas se perdem devido ao timing. Hoje o mundo está cada vez mais rápido e a população ávida por informações e novidades. Por isso, quanto mais direto e rápido for seu plano de ação, mas chances temos de ver o que realmente tem fit com os veículos de comunicação e com o público leitor.

Por isso senhores clientes, não se assustem caso seu atendimento sugira mudar uma pauta no meio do caminho ou propor uma nova abordagem ou estratégia para uma divulgação. Estamos ligados a tudo que acontece no setor e oferecemos uma flexibilidade na composição das atividades do cronograma, justamente para acompanhar o amadurecimento e a evolução do mercado de startups.

*Por Juliana Gusmão

O QUE VI NO RD SUMMIT – PARTE II

Sim!! Teremos outro post sobre o RD SUMMIT! E sabe porquê? Porque foram muitas horas de conhecimentos, insights e uma experiência única de marketing digital, tendências e vendas. Durante os três dias de evento, aprendi mais que em alguns anos de faculdade e pós-graduações que fiz.

Para começar, posso dizer que algumas chaves nortearam as palestras que assisti (porque infelizmente não dá para ver tudo). Gestão de pessoas, engajamento de colaboradores, otimizar processos internos e preocupação com o cliente.

O que me chamou atenção logo de cara foi a frase de abertura de Ann Handley quando ela falou que é possível transformar processos chatos em algo divertido e que provoque empatia no público-alvo. Um relatório, por exemplo, não precisa ser entediante e desinteressante. Logo em seguida fui ver a palestra de Renato Curi, e ele começou logo com um dado curioso: você sabia que 58% do desempenho de colaboradores está ligado com a inteligência emocional? Daí a importância de entendermos como ela funciona e conseguirmos aplica-la de forma que nossa performance seja melhorada. Para isso, é preciso desenvolver quatro competências: autoconsciência (entenda os gatilhos dos seus comportamentos); pratique a meditação (ela ajuda a aumentar o foco); use o bom humor (faz toda a diferença no seu dia a dia e do das pessoas ao seu redor); e empatia é regra para quem quer criar times engajados.

Logo depois, parti para uma palestra ótima de Customer Sucess (RULE!).  Paulo Idicibus nos conta que CS não é pós-vendas! É uma área essencial para a sobrevivência de um negócio. É preciso entender que quem define o que é (ou não) é o cliente, e não você! Por isso, não se limite ao básico, vá além e surpreenda seu parceiro. Como ele mesmo frisou “NADA substitui falar com o cliente”.

Quando for iniciar um bom networking, comece com a palavra PORQUE!! Allen Taylor começou sua palestra dessa forma! E porquê (rs) isso é imprescindível para um bom negócio? Porque só assim é possível entender a pessoal com quem você está falando e, dessa forma, entregar resultados, de fato, eficientes.

Segundo André Bernet, um colaborador que não cumpre prazos é fraco. Essa frase fez total sentido para mim. Aqui na PiaR trabalhamos com startups e isso significa “tudo muito rápido”. De nada adianta dar mil e uma ideias maravilhosas de pautas e ações, se não consegue cumprir nem ao menos uma sem atrasos. Cumprir datas é entregar resultados!

Outro ponto quente dessa palestra foi quando André disse que eles trabalham com “clientes que tenham atitudes vencedoras”. O que isso significa? Em termos simples, que está cheio de contratantes por aí que querem milagres, por preços muito abaixo do mercado e, por outro lado, agências que se prestam a essa situação. E isso tem que acabar! Se você nivela por cima seus colaboradores, suba a régua sobre seus clientes também 😉

Ainda sobre gestão, Caroline Maffezzolli apontou que 50% das pessoas largariam o emprego para se livrar de seus chefes. Esse número mostra que é preciso uma mudança de mindset por conta dos líderes e gestores, visando um real engajamento e sentimento de pertencimento dos colaboradores. Assim, aumenta-se a retenção de talentos e ganho de performance. Afinal, “Não queremos as melhores pessoas. Queremos O MELHOR das pessoas”.

Reuniões eternas, planos mirabolantes, líderes operacionais e delegação centralizada. Esses são as principais barreiras para o desenvolvimento de equipes de alta performance, tema da palestra de Christian Barbosa. E ele ressalta que antes é preciso entender que o ambiente não muda, quem muda são as pessoas, portanto aposte nelas. E uma dica importante foi: crie uma ferramenta de centralização das informações. Assim é possível que toda a equipe tenha acesso as informações cruciais e possam criar uma verdadeira troca de conhecimentos.

Vi também outras palestras sobre o quão importante é o processo de contratação de pessoal e como isso impacta o dia a dia das empresas (e seu sucesso). Toni Barros me mostrou que a tendência do Mindfullness chegou para ficar e o quanto é importante (em tempos de multitarefas) desenvolver a habilidade de “atenção plena” ao que se está fazendo.

Para finalizar (senão fico escrevendo por mais dez dias aqui rs), ressalto duas palestras. Manuela Lenzi mostrou, na prática, como encantar o cliente e entregar resultados nos primeiros 60 dias (dica: pare de inventar e entregue o básico o quanto antes) e Pablo de Meglio indicou o caminho para montar relatórios que realmente sejam vistos e analisados pelos clientes (o que poucos fazem rs).

Como disse antes, foi um período rico de conhecimentos e que me ajudou muito a abrir a visão para novas formas de alcançar resultados. Portanto, aguardem novidades nos processos e entregas da PiaR no próximo ano 😉

*Por Renniê Paro

A NOVA FASE DA PIAR

Fala galera!

Hoje tem novidade!

Todos que já falaram comigo ou com alguém da PiaR sabem que a gente acredita que fazer assessoria de imprensa é algo vital para toda e qualquer empresa, seja startup, PME ou multinacional.

E que, como reforçamos em todo canto, é um processo de longo prazo. Tanto é que, desde que fundei a PiaR, tenho por política não trabalhar com contratos menores do que seis meses. Todos os clientes que trabalham com a PiaR estão com contratos assinados com duração mínima de 6 meses.

É uma forma de mostrar que assessoria de imprensa precisa ser pensada para dar resultado lá na frente, e que nossa rotina é de construção lenta, porém sólida, do relacionamento com jornalistas. Eu, inclusive, era ainda mais radical e minha primeira oferta sempre foi de um contrato anual, amostra de tempo que considero ideal para análise completa da performance de PR.

Mas, ao longo desses quatro anos, não conseguimos oferecer nosso trabalho para 168 empresas (sim, eu contei todos os “prospects perdidos”). São startups que queriam ser clientes da PiaR, mas que não tinham como se comprometer com um contrato longo e, ao mesmo tempo, com o custo disso.

Sempre fui muito incisivo sobre o prazo de contrato, mas o fato é que não dá mais para ser quadrado, ser resistente a mudanças, quando o mercado te mostra que conceitos antigos precisam ser adaptados para o mercado moderno.

Briguei comigo mesmo, com conselheiros e com minha equipe porque não abria mão desses conceitos em troca de um faturamento maior.

Tinha receio de prejudicar a experiência de startups com assessoria de imprensa e, com isso, ajudar a contaminar ainda mais um mercado cheio de players que vendem o que não entregam.

Somado a isso, temos o fato de que não aceito o fato de assessoria de imprensa tornar-se “produtizável”, ou seja, não dá para colocar caixinhas nas ferramentas que utilizamos e nem vender nosso serviço como se fosse um celular pré-pago.

Aí cheguei ao meu ponto de inflexão: mas, e se tudo fosse transparente, se a gente acelerasse ao máximo a entrega em 3 meses para que as startups ficassem apaixonadas pelo nosso trabalho? E se a gente mostrasse que dá pra fazer PR por três meses só pra comprovar que é um serviço que as startups não podem abrir mão?

Todo mundo ganha: a startup que contratou, a PiaR, e o próprio segmento de assessorias, que tem mais clientes experimentando um serviço de qualidade.

Por isso, a novidade é essa: dividimos nosso serviço em dois planos. O primeiro chama Rocket, e oferece essa experiência mais intensa, mas mais enxuta de assessoria de imprensa. O segundo chama Orbit, que é o que já oferecemos hoje para os mais de 40 clientes que atendemos.

“Ah, Bruno, mas todas as startups vão querer o Rocket e não o Orbit”. Pode ser, mas eu acredito que não. Hoje as startups entendem que assessoria de imprensa é algo perene, para sempre; que construção de marca se faz o tempo todo; e que sair na mídia exige que você tenha um parceiro que te entenda. Ou seja: com o Rocket atendemos pura e simplesmente a situação financeira das startups – e essa situação por si só já separa as que têm mais maturidade das que ainda estão começando. O fit, no meu entendimento, é perfeito.

“Ah, mas os clientes que estão trabalhando com você há tanto tempo vão querer baixar os preços deles”. Pode ser, mas não acredito nisso também. Afinal, se estão com a PiaR há tanto tempo é porque a relação custo-benefício está ótima, estamos performando e os atendemos bem. Por que fariam um downgrade de plano se o que tem hoje se encaixa na realidade de cada um?

E por isso colocamos uma regra: o Rocket pode ser contratado apenas uma vez. Caso a startup queira continuar com a PiaR, ela automaticamente entra em órbit no plano Orbit, que aí sim tem contrato mínimo de seis meses.

Para resumir: queremos sim ter mais clientes, mas sabemos que isso significa mudar nossa oferta atual. Fui vencido e convencido pela realidade – e me espelho nos inúmeros amigos startupeiros que me ensinam diariamente que resiliência é a fórmula de sobrevivência dos mais fortes e competentes.

Poderia ter feito tudo isso em 2015 e 2016, anos de crise, extremamente difíceis para todo mundo. Estaria justificado pela necessidade econômica. Mas não. Agora é o momento.

Com isso, a PiaR entra em uma nova fase, sem perder sua essência, suas crenças, seus valores e, fundamentalmente, seus parceiros de sempre.

Vem trabalhar com a gente!

*Por Bruno Pinheiro

REDES SOCIAIS – O QUE VI NO RD SUMMIT

Esse ano tive a incrível oportunidade de acompanhar de pertinho o maior evento de marketing digital e vendas da América Latina, o RD Summit. Foram três dias intensos: muito conteúdo, muita gente bacana e muito aprendizado. Pensando nisso, resolvi compartilhar com vocês um pouquinho dessa experiência.

Para começar, a primeira palestra que vi foi com Mikkel Svane, CEO da Zendesk, falando sobre como entregar uma experiência memorável ao cliente. E se eu pudesse resumir o conteúdo em uma palavra, ela seria: simplicidade. Temos uma mania louca de querer criar e fazer coisas supercomplexas e acabamos nos esquecendo que o simples funciona, e muito bem! Em seguida, ouvi Flávia Gamonar, Co-fundadora do OQMOM, contar sua incrível experiência com o LinkedIn. Para quem acha que a rede é fraca ou que não tem retorno, preciso avisar: vocês estão muito enganados! A Flávia é prova viva de que o LinkedIn, tanto pessoal quanto coorporativo, é essencial para um trabalho de mídias sociais de excelência. Alimente a plataforma com conteúdo de relevância e traga cada vez mais pessoas para perto de você e do seu negócio. Aposte nisso 😉

Depois foi a vez de Bernhard Schultze, CEO da SEO Marketing, deixar o universo de Search Engine Optimization muito mais simples em nossas cabeças. Confesso que sempre achei o assunto um pouco complexo e não tinha muita certeza se realmente funcionava, mas depois dessa palestra, aprendi três principais pontos para conseguir fazer um bom SEO (relevância + usabilidade + segurança).  Obrigada Bernhard, pelo tempo de qualidade!

O segundo dia foi uma surra de conteúdo para SM! E começou com uma galera sensacional falando sobre ativismo e impacto social como ferramenta de marketing. Fiquei simplesmente apaixonada pelo trabalho que a Smile Flame e a Usina do Hambúrguer fazem. Se vocês não conhecem, vale a pena pesquisar e, por que não, investir na causa. Sua startup pode muito mais do que só inovar, pode ajudar o próximo! Em seguida, passei 40 minutos em uma enxurrada de tendências para 2018, vindas fresquinhas da SMWSP e trazidas pelo Edney Souza, professor e consultor da Interney. Ana Tex, Founder da Ana Tex Marketing Digital, nos trouxe um conteúdo riquíssimo sobre como vender mais nas redes sociais. Vocês já devem ter percebido que o comportamento do consumidor mudou com todas as tecnologias e inovações que temos hoje e se quiser fazer com que suas vendas decolem, não pode ignorar esses novos canais que são as redes sociais, principalmente o Instagram.

Mais tarde tive a oportunidade de ter aula, acredito que posso dizer assim, com duas pessoas incríveis: Camila Porto e Camilo Coutinho – uma sobre anúncios no Facebook e outra sobre estratégias para o Youtube. Camila, Owner da Camila Porto Marketing Digital, deu dicas valiosas para criarmos anúncios impossíveis de serem ignorados.  E Camilo, além de ótimas lições sobre a plataforma, ainda provou ao vivo que qualquer pessoa é capaz de fazer vídeos, sobre qualquer assunto. É só colocar a mão na massa!

Chegamos ao último dia, carregados de muita informação. Mas vocês acham que estávamos cansados? Que nada! Queríamos mais! E foi mais um dia cheio de feras da comunicação: Marcio Abelha, Gerente de Programa do Facebook, e Alicia Rodriguez, Founder da SoMeChatEs, falando sobre plano de conteúdo.  Para fechar o evento com chave de ouro, Pablo Di Meglio, Diretor de Estratégias da Go Social, nos ensinando como otimizar e entregar ótimos relatórios aos clientes.

Queria muito poder compartilhar com vocês tudo o que aprendi no RD Summit mas é impossível resumir em um post a quantidade de conteúdo que trouxe na minha mala, na volta para São Paulo. Uma dica que quero deixar é: se programe e vá ao próximo! E vá preparado, de mente aberta, para sair de lá um novo profissional, de energias e ideias renovadas. Vale muito a pena!

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.

CUIDADO AO SE COMPARAR COM SEUS CONCORRENTES

Nesses últimos anos, o que mais vimos por aqui foram clientes reclamando que seu concorrente saiu em uma grande mídia, ou que recentemente ele foi destaque em um programa de TV ou rádio. A pergunta que fica é a seguinte – você sabe o que por que ele está se destacando tanto? Pergunto isso porque é normal o cliente achar que só ele é o maior ou melhor do mercado, mas esquece de avaliar, de fato, como está seu segmento de atuação e quando se dão conta, o concorrente, que antes era bem pequeno, já o ultrapassou em termos de números e conquistou uma fatia enorme do mercado.

O que quero dizer com isso tudo? Que prestar atenção no movimento dos seus concorrentes é fundamental, mas também vale uma reflexão. Para conseguir um espaço bacana em uma grande mídia não é necessário falar mal dos concorrentes ou se comparar com eles, e sim reunir o máximo de dados para mostrar a evolução do segmento, e que você e as outras empresas crescem mesmo em um ano de economia ruim.

Já parou para pensar que o seu maior concorrente pode ter saído no Valor Econômico porque recebeu um aporte milionário? Nesse caso, não teria como você participar da pauta, concorda? Ou em uma matéria que falava de fusão, crescimento, lançamento de novos produtos, etc… assuntos que na maioria das vezes o cliente não percebe, mas só de ver a manchete no jornal, já causa um tremor imenso.

Todos esses toques são importantes, porque no meio da fúria da exposição do outro, os clientes são capazes de fazer “loucuras” para aparecer. Opa, vale destacar aqui que não são todos, mas um número bom ainda se incomoda, e muito, com a velocidade que os concorrentes vêm ganhando o mercado e esquecem de pensar e estratégias para conseguir se igualar ou até mesmo se destacar ainda mais. Pense nisso!

*Por Juliana Gusmão