PR NÃO TEM CONTROLE SOBRE AS PUBLICAÇÕES DOS VEÍCULOS

Mais uma vez voltamos a falar sobre esse assunto, mas acredito que seja importante esclarecer alguns pontos. Quando recebemos alguma solicitação de jornalista para falar sobre determinado assunto, repassamos a pauta para o cliente avaliar se é viável participar ou não. Esse processo se intitula como apuração, ou seja, o profissional lista as principais empresas ou empreendedores que querem falar sobre o assunto, marca a primeira entrevista e colhe as informações que considera interessantes.

O próximo passo é elaborar a matéria. Nessa etapa, diversas situações podem acontecer. Alguns exemplos: a jornalista pode ter utilizado você como fonte, mas o editor acabou cortando da matéria por não ter espaço suficiente (já tivemos muito esse retorno); ou o profissional ter optado por utilizar fontes mais atrativas, inovadoras, ou que nunca tenha saído no veículo.

Entendo que muitos empreendedores tiram um tempo da sua agenda para atender algumas solicitações, e ficam “frustrados” quando a matéria sai sem a entrevista. Porém, é preciso entender o outro lado da moeda. Não conseguimos “obrigar” os jornalistas a publicarem matérias quando eles realizam uma entrevista ou encontro de relacionamento, por exemplo. Isso é até uma falta de respeito com a liberdade de expressão do profissional.

Por fim, acredito que é de extrema importância os empreendedores participarem de todas as entrevistas, independente de garantia de matéria ou não. É uma forma do jornalista conhecer o negócio da sua empresa e sempre quando for escrever um material sobre o seu mercado de atuação, utilizar você como fonte. Pense nisso!

*Por Juliana Gusmão

A IMPORTÂNCIA DA AUTONOMIA PARA MELHORAR RESULTADOS EM COMUNICAÇÃO

Tudo para “ontem”, comunicação que “pivota” a todo momento, estratégias novas que surgem de uma hora para outra. De maneira simplificada, essa é a rotina de uma agência de PR focada em startups. Não paramos um segundo e tentamos ao máximo nos adequar às rotinas e necessidades de nossos clientes.

É aqui que chegamos ao tema desse artigo. Quando temos que tocar muitas atividades ao mesmo tempo e com diversos enfoques (temos clientes que vão desde agronegócio até logística, passando por alimentação saudável), é preciso que os atendimentos entendam a importância de terem autonomia para tocar pautas e fazer as demandas caminharem.

Chamar seus gestores para um papo, para novas sugestões e caminhos para melhorar os resultados é uma coisa, agora depender deles para tocar atividades do dia a dia é complicado e cria gargalos que impactam negativamente os resultados no final do mês.

Por isso, se você é um atendimento de PR, entenda que seu papel é fundamental e estratégico (para a agência e para a sua carteira de clientes) e por isso tenha autonomia na entrega de resultados e sugestão de novas ações. Pode ter certeza que todos sairão ganhando: seus gestores, por ter uma pessoa qualificada no cargo; o cliente, que recebe resultados mais assertivos; e claro, você, que ganha reconhecimento e notoriedade na carreira de assessor.

PS: apenas um toque rápido – não confunda autonomia com ausência de feedbacks (já falamos quão essencial é esse item) 😉

*Por Renniê Paro

ACONTECEU COMIGO – CAUSO DE PR!

Estou há alguns anos no mercado de assessoria de imprensa e posso dizer que já passei por inúmeras situações. Você está no seu dia a dia de trabalho e tentando por meses agendar um bate-papo presencial com um dos principais jornalistas de um grande veículo nacional. Encontro agendado e o cliente ficou super feliz de poder mostrar o crescimento da sua empresa e as ações que pretende realizar nos próximos meses.

No dia do tal encontro, tudo parecia correr bem, quando um dos porta-vozes desvia a conversa para assuntos paralelos, que não condizem com o que foi negociado com a jornalista. Diversos furos de reportagens foram passados durante o bate-papo, o que prejudicaria a imagem da empresa caso o jornalista optasse por utilizar as informações na imprensa.

Naquele momento, o sentimento era de constrangimento por não conseguir interromper a empolgação do porta-voz – que infelizmente acaba acontecendo em algumas situações. Para resumir, a conversa durou aproximadamente 1h20 minutos ao todo, mas não foi nem por 20 minutos que a jornalista escutou sobre a empresa e seus objetivos no mercado.

Por fim, resolvi retratar essa situação para mostrar que nem sempre “tudo é um mar de rosas”. Temos que lidar diariamente com o humor dos clientes e falta de “limites”, seja em uma reunião, entrevista ou encontro de relacionamento. Cabe ao assessor ter jogo de cintura para saber contornar essa situação e “colocar panos quentes” quando for necessário.

*Por Juliana Gusmão

MUITO CUIDADO COM A FORMA COMO COMPARA SUA EQUIPE COM OUTRAS AGÊNCIAS

Olha, não é para me gabar não, mas a PiaR tem hoje uma equipe f…!!
E isso não foi do dia para a noite. Passamos por poucas e boas na construção do time que temos hoje e tivemos que fazer inúmeros ajustes, tanto de seleção, quanto de processos internos que impactassem diretamente a performance da equipe.

O grande ponto aqui é que, como gestores, devemos tomar certos cuidados ao compararmos nossa equipe com as de outras agências de PR. Primeiro porque cada empresa é única, portanto também é sua cultura, gestão e entrega de resultados. Segundo, porque ficar perseguindo o concorrente nunca é um hábito saudável e terceiro que abrir jornais/revistas e falar “Como a agência x consegue isso e a gente não? Acho que nossa equipe é ruim” não é a melhor estratégia de motivação, concorda?!

Este ano tive o prazer de participar do RD Summit e, como abordei no texto sobre o evento, pude aprender muitas formas de engajar e motivar a equipe. Isso porque, sem essas pessoas, a empresa simplesmente não existe. Então, gestores, a era da pressão e resultados por medo acabou definitivamente (e nem adianta bater o pé).

É preciso ter coerência, transparência e principalmente propósito se quer que seu time jogue a favor da agência! Só assim, todos saem ganhando: a empresa, os colaboradores e, claro, o cliente final. Pense nisso 😉

*Por Renniê Paro

QUAIS REDES SOCIAIS ATIVAR QUANDO SUA STARTUP ESTÁ COMEÇANDO?

Sabemos que a rotina de uma startup é uma loucura. O começo dela então, nem se fale. Mil coisas para resolver, decisões para tomar e no meio de toda essa correria, estratégias sem fim. Um dos muitos questionamentos nesse momento é: precisamos estar nas redes sociais? Em quais? Uma pesquisa da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Governo Federal, revelou que 92% das pessoas que usam a internet estão nas redes sociais. Então, sobre estar ou não nas mídias sociais já temos a resposta. Agora, por qual delas optar? São tantas que fica difícil não se perder na hora de escolher a melhor para o seu negócio, não é mesmo?

A verdade é que o segredo está em um único fator: descobrir onde está seu público. Não existe uma resposta exata para os diversos tipos de negócios e tudo depende muito do tipo de consumidor que você quer atingir, mas as empresas que descobrem e apostam nas redes que seus clientes usam, saem na frente. “Ah, mas meu público está em diversos canais sociais, e agora? ” – Agora mantenha a calma. Não precisa fazer tudo de uma vez, até porque você precisa de estrutura e principalmente conteúdo para alimentar as plataformas que escolher, então não precisa ter pressa de apostar em todas ao mesmo tempo. Planeje-se! Invista em uma, conheça e potencialize seus resultados dentro dela e depois vá expandindo para os outros canais gradativamente.

É válido lembrar que você pode diversificar os conteúdos ou tratar de assuntos de diferentes formas para testar a rede escolhida, mas sempre respeitando aquilo que o seu público aceita. Aproveite esse período de início para identificar qual a melhor maneira de chegar até ele e como a informação que você disponibiliza é consumida.  Assim, quando entender melhor esse mecanismo, compartilhar um conteúdo interessante pode ser o fator determinante para aumentar o número de seguidores, o que permitirá que a sua empresa ganhe mais visibilidade.

*Gabrielle Ramos é jornalista formada desde 2012 na Universidade Nove de Julho, com especialização em Marketing Digital pela E-commerce School e Mídias Sociais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Com 08 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Coordenadora de Planejamentos Estratégicos e Mídias Sociais na PiaR Comunicação.