JORNALISMO E DADOS – UM CASO DE AMOR

Com toda certeza do mundo você já ouviu seu assessor pedindo dados – números de mercado, faturamento, porcentagem de crescimento, entre outros. Entenda, isso é muito importante para conseguirmos cavar boas oportunidades nos grandes veículos.

Foi-se o tempo em que uma Folha de S. Paulo escrevia uma matéria somente sobre uma startup. Se você parar para analisar, as abordagens de agora são sobre um mercado de atuação, com números e com players que ilustram determinado segmento.

O Valor Econômico, por exemplo, não tem esse nome à toa. Para sair lá é necessário apresentarmos números relevantes. Sem isso, temos mais dificuldades de conseguir um espaço relevante, se comparado com as empresas que abrem seus dados. Pode parecer implicância da nossa parte, mas divulgar um aporte sem falar sobre o valor não faz muito sentido, concorda?

Entendo que há muitas burocracias, contratos que envolvem algumas cláusulas de silêncio sobre os valores, mas se você quer sair em veículos como Exame, Valor, Estadão, Folha de S. Paulo e IstoÉ Dinheiro, algum número você terá que abrir. São critérios editoriais de cada veículo, e isso não conseguimos alterar. Lógico que podemos tentar outras formas. Se por exemplo, não se pode abrir o faturamento exato, podemos mencionar que a empresa cresceu 100% no período X; ou que a startup tem a expectativa de aumentar seu faturamento em 80% até o final do ano.

Enfim, há formas e formas de passarmos os valores. O que não se pode é ignorar e não mencionar nenhum dado relevante. Já tivemos casos aqui na agência de uma empresa perder uma grande oportunidade na Exame.com por não abrir o faturamento, nem mesmo uma porcentagem aproximada.

Outro ponto importante são os dados de mercado, esses sim enriquecem uma pauta sobre determinado setor. Costumamos usar para mostrar o crescimento de uma área de atuação e colocar o cliente como fonte para falar sobre o assunto. Isso tem funcionado bastante.

Por fim, vale o recado: números são importantes para a maioria dos grandes veículos, principalmente os que falam sobre negócios. Se você tem a expectativa de sair em alguns deles, vale repensar sua estratégia e tentar, pelo menos, abrir alguns dados. Pense nisso!

*Por Juliana Gusmão

COMO MENSURAR O TRABALHO DE SUA ASSESSORIA DE IMPRENSA?

Se você tem uma resposta simples, objetiva e clara para essa pergunta, por favor, me conta! Desde que entrei na PiaR, procuro e pesquiso por algum caminho ou fórmula que pudesse nos ajudar e mostrar o valor de nosso trabalho. Comunicação é uma área complicada de se medir, mas se Publicidade e Redes Sociais conseguem entregar ROI, nós também precisamos achar uma resposta.

Ano passado, mais especificamente, conversei com muitos colegas assessores, em outras agências, e cada um entrega resultados de uma forma e ninguém consegue responder à pergunta do título desse texto. Não há, pelo menos até agora, uma conta (estou falando de matemática mesmo) para provar o nosso valor.

Muitos profissionais ainda apostam no modelo de Centimetragem, que mostra para o cliente quanto ele iria desembolsar se tivesse que pagar pelo espaço conquistado em um veículo de maneira espontânea. Aqui não acreditamos muito nesse formato, pois são linguagem e objetivos de comunicação totalmente diferentes entre si.

Mas então, como justificar o FEE que o cliente paga?

Ouvindo que ele tem a dizer sobre qual é seu Propósito de Felicidade com PR. O que ele espera ao contratar nossos serviços? Qual seria a matéria que faria seus olhos brilharem? É isso que temos tentado na PiaR! Cansamos de trabalharmos no ‘achismo’ do que seria interessante para o cliente A ou B e passamos a ouvir o que ele tem a dizer sobre nós.

Claro, esse não é um caminho fácil ou leve de se seguir, mas acreditamos que é uma boa fórmula de crescermos juntos e mostrarmos o quanto podemos ser relevantes e estratégicos para uma marca. Aqui na PiaR, quem dita as regras do jogo é o cliente, nós apenas damos a embalagem para conseguirmos, juntos, alcançar os objetivos.

E aí, já sabe qual é o seu Propósito de Felicidade? Conta para nós 😉

*Por Renniê Paro

EVENTOS – O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA TER UM BOM APROVEITAMENTO?

Agora sim podemos dizer que o ano começou pra valer. Em 2018, temos diversos eventos importantes e interessantes para acontecer, tanto em São Paulo, como em outras regiões do país. Por isso, o primeiro ponto é ficar sempre antenado a tudo que acontece em seu mercado de atuação e se programar!

Mesmo que você não tenha a intenção de participar como palestrante ou com um stand, aconselhamos marcar presença para assistir ou até mesmo para conversar com alguns empreendedores. Entendemos que essa é uma ótima oportunidade para realizar um bom networking, trocar experiências e agregar conhecimentos.

Quando o assunto é sua participação como palestrante, por exemplo, devemos tomar cuidado com alguns pontos. Com toda certeza seu assessor de imprensa estará no local para te acompanhar. Nesse caso, o profissional tem a função de te orientar no que for preciso. Antes de qualquer evento, fazemos uma ronda de pauta com os principais veículos para saber se eles estarão presentes e quais assuntos pretendem abordar. Dessa forma, poderemos alinhar uma possível entrevista com o empreendedor no local.

Entenda que esse processo é feito antes do evento acontecer. Durante a ocasião, não aconselhamos que seu assessor fique “perturbando” o jornalista com possíveis pautas ou até mesmo chamando-o toda hora para entrevistar seu cliente. Claro que um breve bate-papo com o profissional é super viável para se colocar a disposição, mas se ele não demonstrar interesse sobre o assunto, a insistência pode causar um mal-estar desnecessário.

O que é preciso entender é que seu assessor não está ali para ficar caçando jornalistas, e sim para dar assistência e orientação durante sua participação no evento. Por fim, vale ressaltar que não deixamos de cavar boas oportunidades nessas ocasiões, o ponto sensível está na forma como isso é feito. Se há bom senso de ambos lados, todos saem ganhando. 😉

*Por Juliana Gusmão

COMO USAR SEU CONCORRENTE COMO ALIADO EM COMUNICAÇÃO?

Um processo cada vez mais comum nas redações de veículos do Brasil é a produção de reportagens com dois ou mais “personagens” que ilustram a notícia. Isso quer dizer que, dificilmente, uma única empresa será um exemplo daquilo que os jornalistas estão escrevendo.

Por inúmeros motivos, o perfil das reportagens também evoluiu e é absolutamente normal que jornalistas falem sobre empresas concorrentes para ilustrar uma matéria de mercado. É motivo para ficar bravo com sua assessoria? Não. É motivo para agir com inteligência.

Se os veículos de comunicação falam sobre você e seu concorrente para abordar um mercado, que tal oferecer ao jornalista aquilo que seu competidor não pode? Números, dados, inteligência de mercado, big data, análise crítica e informações inéditas podem ajudar no processo de convencimento de que seu espaço e relevância na reportagem merece ser maior. E isso fará com que você seja lembrado como uma fonte confiável e referência no segmento.

Resumindo: atualmente, é muito difícil que você e seu concorrente não estejam na mesma reportagem sobre seu mercado de atuação. O que te difere é a sua disposição em construir uma relação sólida com jornalistas, abrindo mão do ego em detrimento de oferecer a um formador de opinião o que ele tem de mais valioso: notícias relevantes, análises aguçadas, ângulos inéditos.

*Por Bruno Pinheiro

O RÁDIO AINDA NÃO MORREU!

Se eu for contar aqui quantas vezes ouço “Quero sair na TV”, vamos perder alguns bons dias falando sobre isso. Também há um grande número de empreendedores que preferem sair em matérias online (com foco em gerar backlinks – o que nem sempre é possível e já explicamos o porquê algumas vezes aqui). E há, claro, os veículos impressos, que ainda são os favoritos!

Sentiu falta de alguém aí nessa lista?! Sim, o rádio! Essa mídia nasceu no Brasil, oficialmente, no dia 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do País, com a transmissão da fala do presidente Epitácio Pessoa, na inauguração da radiotelefonia brasileira.

Esse meio tem o poder de alcançar um público fiel e cativo que muitos empresários ignoraram quando montam suas estratégias de comunicação. É preciso deixar de lado o preconceito sobre o rádio, o achando arcaico e fadado a sumir.

Segundo uma lista do Ministério das Comunicações, em 2011 existiam 9.973 licenciados a executar os serviços de radiodifusão nas áreas educativa e comercial e 4.377 rádios comunitárias outorgadas. Claro que de lá para cá esses números devem ter aumentados. Além disso, existem hoje rádios por meio de streaming que ampliam ainda mais a atuação desse meio.

Por isso, acho que vale um exercício de reflexão sobre a importância do rádio para as divulgações de PR. É preciso estudar melhor esses veículos, quais são seus programas, que linguagem mais usam e como nós, assessores, podemos contribuir para que o rádio se torne cada vez mais relevante no dia a dia de empresários e startups brasileiras.

Ainda não tinha pensado sobre isso? Acho que já passou da hora 😉

*Por Renniê Paro