NÃO INVENTE DADOS, NEM ALTERE NÚMEROS DE SUA EMPRESA

Durante esses anos trabalhando com assessoria de imprensa, já vi muito empreendedor passar dados que não condizem com a realidade da sua startup. Minha opinião? Não faça! Isso porque o jornalista investiga e apura todas as informações, lê bastante e qualquer divergência entre os dados pode causar um mal-estar para você e também para sua empresa.

Uma dúvida muito comum: mas não abrimos faturamento e também não mencionamos nosso crescimento, como podemos prosseguir? Sabemos que muitas empresas não conseguem divulgar essas informações, mas quando falamos com veículos de negócios, onde esses dados são importantes, temos que encontrar alternativas para não perder a oportunidade. Abordar uma porcentagem ou algo aproximado pode ser a saída.

Já tivemos situações em que o empreendedor deu uma entrevista para o Valor Econômico e mencionou o crescimento da empresa. Semanas depois, o mesmo jornalista conversou com ele novamente para tirar uma dúvida sobre um ponto da entrevista e o dado já não era mais o mesmo, o que causou um estranhamento e questionamento por parte do jornalista.

Quando o assunto é relacionado a dados, procuramos sempre manter a mesma linha de raciocínio e nunca, em hipótese alguma, superfaturar um número ou valor. Se os números que você tem a apresentar são baixos ou irrelevantes, alinhe com sua assessoria de imprensa a melhor saída para quando o jornalista te questionar. E lembre-se: quando sua equipe de PR conseguir uma oportunidade em grandes veículos de negócios, apresentar um número que mostre o quanto sua empresa está consolidada no mercado é importante.

*Por Juliana Gusmão

CUSTOMER SUCCESS, UM POUCO SOBRE A MINHA EXPERIÊNCIA

Como vocês sabem, no começo desse ano criamos uma unidade de Customer Success na PiaR. Estamos muito orgulhos de sermos a primeira agência de PR, focada em startups, a ter essa área.

Qual é seu principal objetivo? Acompanhar cada passo do cliente na agência, sanar suas necessidades, melhorar as entregas e entender seu Propósito de Felicidade com PR.

Passados os três primeiros meses de aplicação dessa unidade, tenho alguns feedbacks que acho interessantes compartilhar com vocês:

– Muitos clientes simplesmente não sabem dizer qual é seu Propósito de Felicidade com PR. Quando questionados sobre ‘quais são seus veículos sonho?’ ou ‘como você quer ser reconhecido?’ a resposta era evasiva ou um simples “Quero TV”. Isso dificulta bastante o desenvolvimento de estratégias assertivas

– Por outro lado, tivemos uma parcela de clientes que foi extremamente ativa e solícita com a nova área. E aqui fica o meu ‘mea culpa’ por não ter dado a atenção que deveria para conseguir entregar o que foi combinado entre as partes.

– Muitas vezes as áreas de Relacionamento e CS se misturaram e isso não foi bacana! Por isso, tive que reformular a maneira de trabalho, objetivo e abordagem com cada cliente que se propôs a participar do processo de CS e atuar de maneira complemente independente de Relacionamento (e isso nem sempre é fácil rs)

– Onboarding bem feito é 50% de caminho andado. Um dos nossos principais gaps no ano passado era um onboarding feito na correria do dia e a dia e de ‘qualquer maneira’. Com CS conseguir sanar esse problema e os clientes que ingressaram na PiaR sob o novo modelo demonstram uma taxa de aproveitamento e satisfação muito acima da média

Enfim, agora estou partindo para o Q2 e tenho certeza que ao final de mais um trimestre terei novidades para compartilhar. Até lá, me desejem sorte e, claro, se tiverem materiais sobre Customer Success para me ajudar, vou aceitar de bom grado   😉

*Por Renniê Paro

CASE DO SEMESTRE: AÇÕES COM LIV UP

Entre as demandas de PR, também sondamos algumas oportunidades para encaixar nossos clientes em grandes pautas, gravações e procuramos propor ações diferenciadas, que de certa forma trazem retornos positivos para a marca. Esse semestre vou destacar a ação que desenvolvemos junto com a Liv Up, empresa de alimentação que aplica tecnologia para redesenhar a forma como os consumidores se relacionam com a comida e com a experiência de compra.

Desde 2016, a empresa produz refeições utilizando a técnica de ultracongelamento, com ingredientes 100% naturais e prioritariamente orgânicos por meio de parcerias com pequenos produtores. A startup oferece seus produtos em uma plataforma online onde o cliente pode agendar o dia e período que deseja receber sua entrega.

Não é uma ideia fantástica para quem não tem tempo de cozinhar e gostaria de manter uma alimentação saudável? Foi aí que tivemos a ideia de proporcionar uma experiência única também aos jornalistas e influenciadores. Em um bate-papo com a equipe da Liv Up, alinhamos que iríamos encaminhar algumas opções de comidas para que esses profissionais pudessem conhecer e experimentar as refeições. A ação foi um sucesso!

Tivemos retorno positivo da maioria dos contatos que fizemos. Claro que nem sempre esse tipo de ação gera uma publicação, mas o objetivo nesse caso é justamente reforçar a proposta da empresa, mostrar o trabalho que estão desenvolvendo e gerar endosso e reputação para a marca.

Por fim, decidi destacar esse case para mostrar que podemos ir além nas atividades de PR. Se você tem um produto bom, igual o da Liv Up, por exemplo, conseguimos explorar outros canais e vertentes para fazer seu negócio ser cada vez mais conhecido. Por isso é muito importante pensar fora da caixa e estar disposto a proporcionar novas experiências, mesmo que isso não traga um retorno rápido.

*Por Juliana Gusmão

COMO CONSTRUIR UM BOM RELACIONAMENTO COM O CLIENTE?

*Por Renniê Paro

Tenho certeza que você já ouviu, em muitos casos, a frase “O cliente tem sempre razão”. Essa é uma máxima que não faz o menor sentido para mim, particularmente. Não digo isso no sentido de tirar o valor do que o cliente pede ou onde quer chegar, mas quando o assunto é Assessoria de Imprensa é preciso ser um pouco mais seletivo às solicitações.

Acredito que quando uma startup contrata uma agência de PR é porque ela não possui know-how para essa área. Portanto, não custa nada ouvir o que sua equipe tem a dizer sobre cada ação de divulgação, o que é ou não é notícia e, principalmente, o que tange de fato as entregas de assessoria de imprensa.

Para que essa troca seja saudável, é preciso criar conexões genuínas entre atendimento e cliente. Como podemos fazer isso?

– Crie o sentimento de parceiros, e não de contratante e contratado;

– Compartilhe conhecimento. Muitas vezes o cliente não possui nenhum conhecimento sobre a dinâmica de PR, portanto se você muni-lo de informações sobre o fluxo de trabalho, bem como perfil de veículos e jornalistas, poderá ajudar a desenvolve-lo e te ajudar nas demandas do dia a dia;

–  Seja sempre sincero em feedbacks. Sabemos que todos os dias recebemos 50 ‘nãos’ para 3 ‘sims’, e é preciso que o cliente também sinta “essa dor” do assessor. Somente assim as cobranças passarão a fazer sentido e ele pode, inclusive, te munir de insumos mais interessantes para mudar essa proporção de aceitação de pautas;

Enfim, não há fórmula secreta para estabelecer uma boa relação com seu cliente e cada um tem sua maneira de trabalhar. Mas, como já dissemos em outros materiais, PR é RELACIONAMENTO e isso começa na base, ou seja, entre as interfaces de ambos os lados. Pense nisso e crie verdadeiras pontes de comunicação 😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

SUA EQUIPE PRECISA ACOMPANHAR O RITMO DE CRESCIMENTO DA EMPRESA

Uma vez que seu negócio se torna bem-sucedido no mercado, é preciso olhar para dentro da sua empresa e analisar se seus colaboradores estão no mesmo ritmo de crescimento. Por que digo isso? É muito comum você ver muitas startups escalando seus negócios e, na mesma proporção, funcionários desmotivados, sem a mínima perspectiva de carreira ou vontade e batalhar por um espaço maior.

Esse fato pode ser crucial, uma vez que uma empresa só vai para frente se todos estiverem no mesmo barco e afim de rodar todos os “pratinhos” de uma só vez. Do que adianta visar um crescimento se em sua área de marketing ou vendas, por exemplo, o principal colaborador está desanimado e não consegue contribuir com seu trabalho ou propor novas ideias?

Em alguns casos, muitos empreendedores ficam tão animados com a possibilidade de crescimento do seu negócio que esquecem da sua equipe. Por isso, é muito importante ter um líder focado para essa área, que possa criar ações que ajudam a motivar seus colaboradores e até mesmo, estabelecer um esquema de bonificação para aqueles que ajudam de alguma forma na expansão.

O que não pode acontecer em hipótese alguma é o dono do negócio incentivar os funcionários visando somente aumentar sua atuação. Quando ele atinge o objetivo e o colaborador é esquecido, afinal o empreendedor já conseguiu o que queria, não é mesmo? Pode parecer duro isso que estou falando, mas é mais comum do que a gente imagina, infelizmente.

Por fim, basta olhar para o mercado e ver alguns cases de sucesso, onde os colaboradores são considerados essenciais para o negócio dar certo e são incentivados e bonificados por isso. Uma empresa só é completa e consegue crescer se todos estiverem dispostos. Por isso, certifique-se sempre como está a produtividade de cada um e proponha diferentes ações de incentivo. Pense nisso!

*Por Juliana Gusmão