OS INIMIGOS DE UMA BOA DIVULGAÇÃO

*Por Renniê Paro

Como já falamos em muitos textos e vídeos em nosso canal no Youtube, nosso trabalho não é uma ciência exata e não podemos garantir resultados. Porém, existem certos fatores e atitudes que podem se tornar verdadeiros inimigos de uma boa divulgação.

Confere alguns:

– Mentirinhas bobas: pessoal, a tal história do ‘quem conta um conto, aumenta um ponto’ tem que ser banida do mundo dos assessores e startups que querem fazer um bom trabalho de PR. Portanto, Sr. Empreendedor, não invente ou aumente números de sua empresa. O segredo do sucesso é ser verdadeiro e transparente com a mídia e seus leitores;

– Nunca estar disponível: de que adianta cobrar resultados de sua equipe de comunicação e quando eles conseguem uma oportunidade de mídia, você dizer que está ‘muito ocupado’ e que agora não pode atender?! O tempo do jornalista é tão ou mais escasso que o seu, portanto é legal atende-lo quanto antes seja possível, afinal nós que ‘batemos em sua porta’, não é mesmo?

– Ser rude com jornalistas: grosseria e falta de educação não deveria ser aceito de modo algum e com ninguém, mas com o jornalista é um verdadeiro tiro no pé. Se coloque em seu lugar: você liga lá, o convence de falar sobre sua empresa e depois o trata mal. Não faz o menor sentido, né?! Portando, tato e cordialidade são essenciais para construir um relacionamento a longo prazo com a mídia;

– Querer que sua empresa apareça sozinha em todas as pautas: pessoal, vocês têm lido os jornais e revistas? Os cadernos estão sendo absorvidos por outros, o número de jornalistas é escasso e, portanto, os espaços para vez mais concorridos. É quase impossível, atualmente, uma startup ser o destaque único de uma matéria em grandes veículos e tentar forçar a barra para que isso aconteça é improdutivo;

– Exigir para ver a matéria antes de sua publicação: quer ofender um jornalista? Faça esse pedido e será bem-sucedido! Isso porquê é preciso respeitar a liberdade de imprensa e capacidade editorial desses profissionais. Atenda a imprensa prontamente, passe as informações relevantes e dados de mercado que detenha, fotos e afins e aguarde a publicação. Confie nos jornalistas;

– Passar um dado e depois ‘desdizer’: sabe aquele amigo que conta uma história, depois fala que “não foi bem isso que ele quis dizer”? Não seja essa pessoa com jornalistas! Quando der uma entrevista ou mesmo em um simples bate papo com esses profissionais, só fale aquilo que tiver certeza. Não sabe direito ou está em dúvidas, sem problemas. Avise o jornalista que vai conferir as informações e depois passa para ele (e passe de verdade). Assim se evitam problemas de erros de dados ou mesmo publicações com dados sigilosos.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

CASE PIAR – COMO ALGUMAS AÇÕES MELHORAM O RENDIMENTO DOS COLABORADORES?

No texto de hoje decidi escrever sobre uma atividade que implementamos aqui na PiaR e tem trazido um retorno bastante positivo – o bate-papo com jornalistas de diferentes veículos de comunicação. Essa dinâmica permite que nossos colaboradores entendam o dia a dia do profissional e também sua rotina de trabalho.

Já recebemos aqui os jornalistas da Reuters, produtor da TV Globo, de um grande portal de propaganda e marketing, da Exame, entre outros, e eles puderam compartilhar suas experiências e também dar dicas de como podemos melhorar nossa abordagem e venda de pauta. Essas informações têm sido de grande valia, pois nos ajudam a aperfeiçoar nosso pitch com os jornalistas, criar pautas mais criativas e até mesmo a identificar o que, de fato, é relevante para cada veículo.

Claro que tem outro elemento muito importante nessa dinâmica – o relacionamento. Embora tenhamos contato com muitos profissionais do mercado, quando passamos a conhecê-los pessoalmente e a nos interessar pelo seu universo, a percepção muda completamente e ele torna-se um aliado fundamental, um parceiro.

Como atendemos startups de diversos segmentos aqui na empresa, entender a linguagem de cada veículo e o que “encanta os olhos desses profissionais”, corrobora positivamente para o nosso trabalho e faz com que identifiquemos as pautas que nossos clientes podem se encaixar. No final, se o trabalho for bem feito, todos saem ganhando – nós, os jornalistas e também os clientes.

*Por Juliana Gusmão

O QUE É MEDIA TRAINING E O QUE VOCÊ PODE APRENDER COM ELE?

Antes de abordarmos o que é possível aprender em um Media Training, vamos defini-lo. O Media training é um treinamento sobre como se portar e o que abordar, ou não, quando em contato com a imprensa, independente de seu modelo (TV, rádio, jornais, sites, revistas, etc).

O Media Training tradicional era realizado com a contratação de um jornalista de grande veículo, se tirava o porta-voz da empresa, gravasse toda a conversa e depois mostrava para o entrevistado, corrigindo e regravando o material até ele acertar o melhor caminho. O que acontece, nesses casos, é que é um processo caro e que toma praticamente um dia todo (tempo e custos que poucas startups têm).

Por isso, hoje atuamos com um ‘mini’ Media Training. Vamos até as startups, reunimos os porta-vozes e começamos uma apresentação simples e direta. Nela abordamos: o que é assessoria de imprensa e seu papel junto ao jornalista; porque é importante atender a imprensa, independente de seu porte ou região de atuação; OFFs; contatos têm hora; respeito ao trabalho do jornalista; entender o que é notícia; não se oportunista de mídia; como colocar-se no lugar do jornalista para entender seus problemas e ajuda-lo; além de dicas básicas de boa educação, ética e cordialidade.

Nesse processo é imprescindível que você, empreendedor, participe e tire todas as suas dúvidas. Não tenha receio algum de perguntar e tentar aplicar os pontos demonstrados em exemplos práticos que possam acontecer em situações reais diante de um jornalista.

Ficou interessado e quer entender melhor como é um Media Training? É só nos chamar para um papo 😉

*Por Renniê Paro

DINÂMICA DE UM ENCONTRO DE RELACIONAMENTO

*Por Juliana Gusmão

Marcar encontros de relacionamento é uma prática muito comum das assessorias de imprensa. Mas você sabe qual estratégia está por trás dessa dinâmica? Claro que conversamos com os jornalistas todos os dias e apresentamos as novidades da empresa, mas quando agendamos um bate-papo com um profissional específico, nada melhor do que o empreendedor contar sobre sua trajetória e o propósito da sua empresa.

Antes de tudo, é importante alinharmos as expectativas. Se encontrar com um jornalista de um veículo importante não nos dá a garantia de que ele irá publicar uma matéria após o almoço ou o café. O objetivo, antes de tudo, é firmar um relacionamento, como o próprio nome diz, e não sair do encontro com uma matéria fechada. Claro que durante a conversa o profissional pode encontrar um gancho interessante para uma reportagem, mas é bacana deixarmos claro o propósito desses convites.

Geralmente essa dinâmica engloba você falar sobre seu negócio, sua carreira empreendedora, o que te levou a criar sua empresa, mostrar o crescimento do mercado, apresentar cases de sucesso, entre outros pontos. Muitas vezes, dependendo do jornalista, falamos bastante sobre faturamento e perspectivas para os próximos anos. Por isso, esteja sempre preparado.

Outro ponto que consideramos de extrema importância – “não solte informações que não podem ser divulgadas”. Sim, isso já aconteceu algumas vezes e gerou um mal-estar enorme quando o jornalista resolveu publicar uma matéria e mencionou tais informações. Entendemos que muitos empreendedores ficam ansiosos e na expectativa de se saírem bem durante o bate-papo. Porém, tal ansiedade muitas vezes pode ser prejudicial ao negócio.

Por fim, quando seu assessor comentar que conseguiu um encontro de relacionamento com determinado jornalista, procure adequar sua agenda para atendê-lo. Esses profissionais estão cada vez mais requisitados e aproveitar a brecha na sua agenda é essencial para fazer do seu negócio conhecido e se aproximar de quem poderá escrever algo sobre você e seu mercado de atuação.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.

O QUE É NECESSÁRIO PARA UMA BOA SUGESTÃO DE PAUTA?

No último texto, comentei um pouco sobre o que é e como funciona o artigo de opinião. Hoje vou falar sobre outra ferramenta muito utilizada por nós, assessores de imprensa: Sugestão de Pauta.

Antes de entrar no que é necessário para uma boa pauta, temos que esclarecer o conceito. Em linhas gerais, uma Sugestão de Pauta é um pitch feito ao jornalista sobre determinado tema, que pode gerar uma matéria. A sugestão é (quase) sempre realizada por telefone, em um bate papo com o jornalista. Ou seja, ela não passa pela aprovação do cliente.

Nós, profissionais de PR, criamos uma espécie de roteiro sobre uma possível matéria e tentamos convencer o jornalista de que o tema é relevante para sua audiência. Portanto, uma boa pauta deve ter: um problema, quais são as possíveis soluções, quais são os players envolvidos no setor (aqui entra o cliente, como uma fonte) e até mesmo personagens (outros players/pessoas que usam as soluções do mercado e podem dar depoimentos).

E não se engane, uma sugestão de pauta pode dar certo em poucas horas, demorar dias/meses ou simplesmente não dar em nada. A proporção de ‘nãos’ que ouvimos é no mínimo 90% maior do que os ‘sims’ (infelizmente). Mas nosso papel é não desistir.

Portanto, quer ajudar? Nos municie com todos os dados relevantes de seu mercado e como sua startup tem solucionado os possíveis problemas dele. Assim conseguiremos aqueles 5 segundos de atenção dos jornalistas estratégicos e, quem sabe, uma boa matéria o citando como fonte.

*Por Renniê Paro