COMO MELHORAR A CLIPAGEM?

Para quem ainda não está familiarizado com os termos usados em uma agência de PR, clipagem ou clipping é o resultado que entregamos, ou seja, a matéria em que o cliente saiu, podendo ser TV, rádio, online ou impresso. É por meio dela que comprovamos que estamos no caminho certo em termos de comunicação com a imprensa.

Mas, como em muitas agências, caso você não tenha contratado os serviços de uma clipadora (empresa especializada no setor), como fazer um bom clipping e não “comer bola” com resultados?

Para isso há sempre o bom e velho Google. Ele costuma trazer os principais resultados de mídia dos clientes, mas para isso é necessário aprimorar os termos de busca, colocar o nome do cliente e do porta-voz, pesquisar por termos que tenham sido usados no texto ou até mesmo usar títulos de outras matérias que a startup já tenha saído para ver se não foi replicada.

O ponto crítico aqui é que a clipagem ainda é a melhor forma de mostrarmos o nosso valor (estou pesquisando outras formas de métricas há cerca de um ano e ainda não achei a ideal), portanto nós, enquanto assessores, devemos entender sua importância.

Não deixe um grande resultado passar batido, não envie o clipping só no final do dia e, quando mandar o e-mail com a boa nova, valorize seu trabalho. Mostre a relevância do veículo, sua localização, número de views do portal e até mesmo uma avaliação qualitativa sobre a matéria.

Tudo isso enriquece nosso trabalho e faz o cliente entender a importância de nosso trabalho como estrategistas de comunicação.

*Por Renniê Paro

ADAPTAÇÃO: ASSESSORIA X REDAÇÃO

Não posso, de modo algum, meter o bedelho na vida dos meus colegas de redação, porque nunca trabalhei em uma e não faço ideia dos prazeres e dores dessa área. Mas do outro lado do balcão, ou seja, PR pura é simples, acho que meus mais de 10 anos de experiência me dão um espacinho para palpitar.

Já passei por algumas agências, de diversos tamanhos, e vi profissionais de redação migrando para assessoria de imprensa. Os motivos para isso são muitos, mas já ouvi que é um ramo mais estável, com mais chances de crescimento de carreira e financeiro.

O que noto sobre isso é que nem sempre essa migração dá certo. Nos casos que acompanhei de perto como gestora, isso acontece primeiro pelo ritmo de entregas. Sei que na redação há um acúmulo de funções e tem o fechamento fungando no pescoço dos jornalistas. Mas em uma agência, um atendimento costuma ter cinco (ou mais clientes), todos exigindo atenção e entregas de qualidades, sobre os assuntos mais diversos possíveis e, claro, o gestor da PR também fungando no pescoço. Entende a loucura? O ritmo é insano (não que eu não goste rs).

Outro ponto que acaba sendo crítico é o estilo de escrita. Em PR temos que seguir alguns modelinhos de materiais e na redação a pegada é outra! O assessor quer vender o seu cliente e o jornalista quer vender a sua matéria, que é muito mais ampla e aprofundada. Isso acaba, em alguns casos, gerando um bug na cabeça de quem acaba de migrar de área.

Não quero fazer ninguém de redação desistir de vir para PR e nem o contrário. Acho que todos devemos nos experimentar e arriscar novas atividades. Só vale o aviso de que nem sempre o caminho será fácil. Mas acho que toda mudança é boa quando vira aprendizado. Pense nisso!

*Por Renniê Paro

PEDIDOS ABSURDOS, COMO RESOLVER?

*Por Juliana Gusmão

Com certeza você já recebeu algum pedido do cliente querendo ser capa de uma determinada revista, revisar um texto de uma possível matéria que o jornalista irá desenvolver ou pedindo para sair toda semana em um grande programa de TV. A pergunta que fica é: como resolver esses pedidos, considerados “absurdos”, sem que o cliente fique bravo com a negativa?

Procuro sempre orientar meus colaboradores a ensinar seus clientes. Claro que eles não têm obrigação de entender como funciona a rotina de uma redação e as práticas que nela são impostas. Na grande maioria das vezes, quando conseguimos uma entrevista ou gravação em um veículo relevante, essa ação desperta uma ansiedade incontrolável nos empreendedores, principalmente aqueles que não estavam acostumados com o holofote.

Nosso papel no mercado é explicar uma, duas, três ou quantas vezes forem precisas, que algumas práticas não são comuns e que muitas delas até ferem o direito de liberdade de expressão do jornalista, como é o caso de pedir a matéria para revisar. Isso nunca deve ser feito! Pode parecer absurdo, mas acontece bastante.

Agora vamos falar sobre fotos. Temos vários empreendedores aqui na PiaR, por exemplo, que pedem que a matéria saia com foto. Claro que sempre encaminhamos as imagens dos executivos, mas a publicação quem decide é o editor do jornal ou revista. Nós não temos esse poder, infelizmente!

Por fim, poderia ficar aqui listando diversos pedidos que fogem da nossa alçada no dia a dia. O mais importante é termos jogo de cintura e muita paciência para explicar e ajudar nossos clientes. Acredito que, dessa forma, as chances desses pedidos diminuírem é grande.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.

COMO LEVANTAR DADOS PARA MATÉRIAS DE MERCADO?

Atualmente, conseguir uma grande exposição em um jornal, por exemplo, está cada vez mais difícil. Antes, os jornalistas faziam uma matéria com um único player. Hoje, as abordagens mudaram um pouco e vemos muito mais pautas de mercado que englobam diversas fontes.

Mas a pergunta que fica é – como conseguir levantar dados interessantes para elaborar uma pauta que atraia o jornalista? Logo de cara essa pergunta parece difícil, mas hoje podemos contar com Associações ou Entidade de setores que disponibilizam dados sobre diversos mercados. Aqui na PiaR, por exemplo, atendemos a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), que mapeia o ecossistema de startups e faz alguns levantamentos, que nos ajudam na elaboração de pautas.

Assim como a ABS, existem outras Associações e empresas que costumam disponibilizar dados de mercado que nos auxiliam na construção de pautas como a ABFintechs, E-bit, Ibope, Kantar, entre outros. Outra dica bacana é ler bastante, principalmente matérias e sites fora do Brasil. Dessa forma, você fica por dentro de tudo que acontece em outros países e pode utilizar dados para elaborar uma pauta sobre comparação de segmentos, por exemplo.

A apuração dos jornalistas mudou, e se você quer conquistar um espaço relevante em mídias de grande expressão, pensar fora da caixa e propor pautas atrativas que contemplam um problema de mercado, com dados relevantes e mostrando que existem um ou mais players que resolvem, tenho certeza que o olhar crítico de quem está do outro lado do balcão será diferente.

Por isso, se você quer ter assertividade na construção de suas pautas e quer que o jornalista compre suas ideias, procure entregar o máximo de informações e dados que o ajudam a contextualizar uma matéria sobre o mercado de atuação do seu cliente. Tenho certeza que dessa forma conseguiremos resultados sensacionais!

*Por Juliana Gusmão

CLIENTE SUMIU! E AGORA?

Hoje meu papo é reto com você, colega de profissão!

Meu anjo mágico da comunicação, vou te contar um “segredo”: o cliente sempre some!! Uns mais, outros menos! Mas ele não está sentado na mesma sala que você (tirando a galera que tem PR interno, claro), mas na maioria das vezes, ele está longe, às vezes até em outros estados ou países.

O ponto aqui é: se todos os materiais que são enviados para a imprensa devem passar pela aprovação dele, e ele some e não dá retorno algum por dias e dias, o que você faz para ter resultados?

Como em outros momentos já disse, não há receita de bolos e nem acredito em processos engessados, mas posso dar algumas dicas:

– Se você percebe que o perfil do seu cliente é aparecer raramente, transforme cada momento com ele em algo singular. Aproveite os segundos para colher o máximo de informações sobre o negócio dele. Mesmo que você não vá usar agora, nos momentos de “sumiço” você já terá uma cartinha na manga;

– Releases, notas e artigos devem sempre passar por aprovações! Mas sugestões de pauta não. Por que você não faz mais uso desses recursos, por meio de pesquisas com entidades que sejam ligadas ao setor do seu cliente e desenvolva sugestões sobre o mercado, colocando-o como fonte?;

– Ele nunca tem tempo para você ao telefone e desaparece em dias de calls? No problem, baby! Pegue uma data e vá até a empresa. Se sua interface não estiver disponível, OK! Você pode falar com o pessoal do comercial para entender o fluxo de vendas, com a galera de TI para entender funcionalidades ou mesmo com o atendimento ao cliente para criar uma pauta de UX.

E aí, quais outros caminhos você tem encontrados para dar aquele jeitinho no seu cliente?

*Por Renniê Paro