ESCREVER BEM É O BÁSICO

*Por Renniê Paro

Esse será um texto bem curtinho e objetivo.

A premissa básica de um bom assessor de imprensa é bem simples: saber escrever bem! E tenho visto que isso está ficando aquém do que é esperado.

Aqui na PiaR, por exemplo, prezamos por uma alta qualidade em todos os aspectos de nosso trabalho, desde a coleta de um simples briefing até o resultado final (clipping). E entregar textos com uma boa escrita, profundidade no tema e fluidez faz nosso trabalho ser cada vez mais bem visto.

Para que possamos desenvolver bons textos, seguem algumas dicas:

– LER LER E LER! Não adianta! Eu sei que as professoras do ensino médio já falavam sobre isso, e continua sendo uma verdade! Sem leitura, não é possível melhorar os textos;

– RELER! Sim, parece que estou sendo repetitiva (e estou mesmo), mas é porque tão importante quanto ler, é saber reler os materiais. Leia em voz alta, entenda o ritmo do texto, faça uma correlação com o parágrafo acima para ver se ele faz sentido;

– PESQUISE! Eu sei que não somos especialistas em muitos assuntos e nem tem como sermos, por isso saber pesquisar, demonstrar curiosidade e interesse nos temas dos clientes faz a diferença na hora de escrever melhor;

Se você conseguir inserir essas três dicas em seus hábitos, pode ter certeza de que não só seus textos, mas também seus resultados estarão melhores 😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

CLIENTES EM OUTROS ESTADOS. COMO GERENCIAR?

De acordo com a Associação Brasileira de Startups, estima-se que no Brasil existam cerca de 62 mil empreendedores e aproximadamente 6 mil startups. São números consideráveis e nos fazem refletir sobre o aumento na demanda de empresas que buscam por uma agência de PR para ajudar a criar endosso e reputação para a marca.

Uma dúvida bastante recorrente entre os empreendedores – “Sou de Belo Horizonte, será que devo contratar uma assessoria local ou de outro Estado? ” “Será que a empresa de PR de São Paulo, por exemplo, irá me trazer resultados? ” “Como mensurar esses resultados? ” O que fazer diante dessas dúvidas?

O primeiro passo importante é observar e estudar se, de fato, a atuação da agência de PR que você pretende contratar é nacional. Se a resposta for sim, o próximo passo é marcar uma reunião para alinhar quais são seus objetivos com a contratação do serviço, expectativas e contar sobre a empresa. Dessa forma, a equipe que será responsável por fazer seu atendimento, poderá desenvolver estratégias assertivas e que visam trazer o resultado esperado.

Nós ficamos em São Paulo, mas atendemos clientes de diversos Estados, como Belo Horizonte, Paraíba, Curitiba e Rio de Janeiro e o trabalho costuma fluir super bem. Acredito que o ponto principal é entender o objetivo da empresa e qual estratégia adotar. Apesar de estarmos na capital paulista, nós temos contatos com diversos jornalistas de diferentes regiões do país, o que permite com que o trabalho seja bem feito, independente da localização de ambas as empresas.

Por fim, marcar calls quinzenais e tentar se deslocar até o cliente pelo menos uma vez ao mês é essencial para manter uma comunicação fluida. Essa prática, além de nos aproximar da nossa interface, melhora consideravelmente nossas entregas, pois o atendimento fica por dentro das novidades e da rotina da empresa e o discurso cada vez alinhado.

*Por Juliana Gusmão

NOVO CARGO, NOVA POSTURA

Ao recebermos uma promoção, nossa rotina é alterada de forma muito rápida e desafios surgem a todo momento, fazendo que você aprenda na prática muitas situações que até então tinha só observado os gestores resolvendo. No dia a dia, vamos nos adaptando a essas transformações e vai ficando mais fácil delegar, acompanhar as ações da equipe e assumir novas tarefas. Uma das mudanças que ocorrem naturalmente é em relação a comunicação com as pessoas da empresa.

Mudar de postura não é uma tarefa tão simples, pois exige separar (ainda mais) o pessoal do profissional e isso não significa deixar de brincar em momentos de descontração ou assumir uma atitude mais autoritária quando necessário, longe disso! A mudança é, principalmente, de mindset. As responsabilidades se ampliam e você tem que tomar a frente em algumas situações que antes não faziam parte do seu escopo de trabalho.

O mindset das pessoas que serão geridas por você também deve mudar. O segredo para fazer essa transição de maneira natural é manter o diálogo aberto, afinal, liderar uma equipe é trocar experiências, opiniões e optar pela melhor estratégia para cumprir os objetivos do cliente. Aprimorar a relação com seus colaboradores é primordial para que eles entendam que os cargos mudaram e que isso será positivo para ambas as partes.

Aprender técnicas de gestão de pessoas também é importante. Tenho buscado fazer cursos para entender como ajudar minha equipe da melhor forma, o que acredito ser a essência de um líder (e não chefe). Ser um bom profissional não significa, necessariamente, ser um ótimo gestor. Claro que experiência é importante, mas ter uma base teórica ajuda a criar novas estratégias para engajar as pessoas de acordo com o perfil de cada profissional.

Outro fator que deve ser levado em consideração é a relação com os gestores da empresa. Há alguns meses, nossas conversas eram sobre as demandas dos clientes. Hoje, nossa gama de assuntos aumentou (e muito)! Minha atuação é muito mais estratégica do que era antes, por isso, é preciso um olhar mais crítico em relação ao dia a dia do time para passar feedbacks assertivos e focar na produtividade e bem-estar de todos. A integração da equipe de gestão é fundamental para que todos estejam alinhados para um objetivo comum, que é desenvolver um trabalho de qualidade para os clientes.

E por fim, é essencial estar bem consigo mesmo! A insegurança faz com que a gente não consiga desenvolver nosso trabalho da melhor maneira. Cada pessoa tem um perfil de gestão diferente, portanto não queira se comparar com os profissionais que você já conhece. Busque o melhor deles e crie uma identidade própria, de acordo com seus valores. Só assim será possível crescer profissionalmente e cooperar para o desenvolvimento da empresa em que você atua!

*Por Bruna Sant’Anna Froner

O QUE O MUSEU NACIONAL TEM A VER COM O SEBRAE?

Pois é. Essa pergunta não sai da minha cabeça. Depois de gerar comoção nacional com a tragédia que se abateu na Quinta da Boa Vista, o incêndio acabou por atingir também todo o ecossistema empreendedor do Brasil. Não fez a ligação ainda? Eu explico: o Governo Federal autorizou a criação de uma Agência Nacional de Museus. O que é ótimo. Mas a verba para isso foi tirada do Sebrae. DUZENTOS MILHÕES DE REAIS a menos para programas de incentivo ao empreendedorismo.

Poucos se deram conta do tamanho dessa tragédia. Mais do que incendiar nosso passado, o fogo no Museu Nacional, pelas mãos do Governo Federal, vai queimar nosso futuro. Pois o empreendedorismo é a solução de uma economia que anda a velocidade de transatlântico. Como podemos ser governados por pessoas que não têm a menor visão de futuro?

Deixo bem claro que minha crítica não é sobre qualquer ação, extremamente necessária, que tenha o objetivo de evitar que outros incêndios abatam outros museus. Minha tristeza é ver que o poder executivo tirou dinheiro do ÚNICO lugar que não deveria mexer.

Para quem não sabe, o Sebrae tem inúmeros programas de incentivo, fomento e capacitação ao micro, pequeno e médio empreendedor. Você vê na prática, sete dias por semana, alguma ação do Sebrae que tenha impacto real na vida de quem quer ter seu próprio negócio.

Não é aceitável que o ecossistema seja impactado dessa maneira. Não é admissível que um governo tenha 40 ministérios, gigantes privilégios, e retire verba da força motriz da economia nacional. Se isso de fato acontecer – o Sebrae reagiu rápido e vai ao STF contra a medida – é andar quilômetros de ré em tudo o que o ecossistema avançou nos últimos 6, 7 anos.

O que pode ser feito? Do ponto de vista prático, votar melhor, haja vista que as eleições acontecem em 3 semanas. Escolher quem, de fato, olhe para o empreendedorismo com o carinho que ele merece. Selecionar os candidatos, tanto do executivo quanto do legislativo, que apresentem uma defesa incondicional de quem quer empreender e fazer a roda da economia girar.

Votar em quem tenha coragem de tirar esses 200 milhões de reais dos privilégios que os políticos têm. Essa é a minha esperança. Porque o cenário atual mostra que o governo federal quer fazer de tudo para atrapalhar o empreendedorismo. É mais um obstáculo que vamos ter de transpor.

*Por Bruno Pinheiro

PRESENCIAL OU VIRTUAL?

Sim sim, eu sei que vivemos na era da conectividade, onde 90% de nossas atividades podem ser (e são) realizadas de maneira virtual. Também sei o quanto essa possibilidade nos permite sermos mais produtivos e multi-tarefas (apesar de não saber ainda até onde isso é realmente bom).

Porém, vale aqui um exercício: PR é abreviação de Press Relations, ou seja, a base de nossa atividade é criar conexões, estabelecer relacionamentos. Portanto, aqui fica um questionamento: as melhores relações que você tem, sejam elas profissionais ou pessoais, são mantidas de maneira pessoal ou virtual?

Por isso tenho insistido muito com a equipe de que o bom e velho “olho no olho” é a melhor maneira de criar laços com seus clientes. Claro que ações do cotidiano mais simples podem ser resolvidas com um e-mail ou mensagem no whatapp, mas se fazer presente no dia a dia do cliente mostra que:

  • Você não é uma ‘maquinha’ de releases
  • Você realmente se importa com o negócio dele
  • Você está trabalhando lado a lado para que os objetivos dele sejam alcançados

Eu sei que morando em São Paulo o deslocamento muitas vezes desanima (conte pelo menos 1 hora para ir e vir de qualquer lugar, no mínimo), mas pode ter certeza de que ir até o cliente fará a diferença no valor agregado que queremos demonstrar.

Por fim, vale aqui um pequeno toque: ir até o cliente não é ficar no pé dele para que ele fique 1 hora sentado com você na sala de reunião, para falar mais do mesmo. Pergunte quando ele costuma fazer a reunião de marketing com a equipe interna e peça para participar. Essa “intromissão” irá te munir de informações e necessidades que você nem fazia ideia.

E aí, já bateu a agenda com seu cliente essa semana?

*Por Renniê Paro