O QUE AS STARTUPS PODEM ENSINAR ÀS EMPRESAS TRADICIONAIS?

Com a ascensão das startups na economia, trazendo grandes avanços na área de tecnologia, as grandes corporações estão procurando inovar para continuarem competitivas no mercado. Segundo um levantamento realizado pela Deloitte, empresa que oferece soluções de consultoria, 97% dos empresários brasileiros pretendem realizar algum investimento em 2019, incluindo a adoção de novas tecnologias.

Embora o ritmo dessas mudanças ainda seja lento, as empresas tradicionais estão olhando cada vez mais para o ecossistema de startups na busca por inspirações para se reinventarem em seu setor de atuação. Em uma pesquisa feita pela GE Global Innovation Barometer, 81% dos entrevistados reconheceram o crescimento da cultura de startups, concordando que essa é uma forma de estabelecer sistemas inovadores dentro das organizações.

Mas a grande questão é: o que as startups podem ensinar? A primeira lição é, sem dúvida, investir na transformação digital. Uber, Netflix, YouTube e Facebook são ótimos exemplos dentro de seus segmentos. Graças a essa inovação no ambiente online, elas conquistaram os consumidores, tornando alguns serviços ineficientes, como o caso das locadoras de DVDs, cooperativas de táxi, entre outros.

Outro ponto são as mudanças nas relações de trabalho. Embora existam hierarquias dentro das startups, elas são mais flexíveis, permitindo que os colaboradores tenham mais autonomia, abrindo espaço para o surgimento de novas ideias. O objetivo é que o público interno se sinta parte da empresa, tornando natural aquela velha premissa de “vestir a camisa”. Isso, sem dúvida, estimula a produtividade!

Um outro ensinamento valioso é o foco na experiência do consumidor. As startups estão sempre preocupadas em atender o seu cliente da melhor forma para fidelizá-lo. Inclusive, essas empresas são pioneiras na criação de áreas de Customer Success, ou sucesso do cliente. É o caso do Airbnb que, para melhorar o atendimento oferecido aos usuários, criou um time de CS dividido em seis categorias para sanar qualquer tipo de dúvida ou problema de forma rápida e assertiva.

Agora, se você ainda está em dúvida em como colocar isso em prática, que tal uma boa parceria? Muitas organizações estão apoiando o crescimento das startups, implementando programas de aceleração como forma de trazer mudanças. É uma relação de “ganha-ganha”, de um lado há o aprendizado de um novo mindset e do outro, o acesso à recursos financeiros e a uma estrutura organizacional consolidada. Pode ser uma oportunidade de trocar experiências, promovendo o crescimento de ambas! Vamos nessa?

*Por Bruna Sant’Anna Froner

FIDELIZAÇÃO ALÉM DOS SEIS MESES: COMO CONSEGUIR?

Quando você decide abrir uma empresa, independente do segmento de atuação, além de querer que seu negócio dê certo, pensar na satisfação do cliente com o tipo de serviço que oferece é uma das preocupações de todo empreendedor. Afinal, você não quer que ele rompa o contrato ou fique pouco tempo na sua loja, mas sim que se torne fiel à sua marca.

No meio de comunicação isso não é diferente. Quando falamos em assessoria de imprensa, por exemplo, o objetivo do negócio é entregar resultados que condizem com a estratégia de cada cliente, ou seja, quanto mais alinhados tiverem, seu trabalho será melhor desenvolvido. Claro que isso engloba diversas vertentes, como qualidade no atendimento ao cliente, entendimento do seu mercado de atuação, proatividade, conhecimento dos veículos que irá abordar, entre outros fatores.

Para nós, que estamos inseridos nesse universo de comunicação e não lidamos diretamente com números tangíveis, explicar para o cliente que não conseguimos mensurar de uma forma concreta, palpável e assertiva o trabalho que realizamos é uma tarefa difícil. Muitos querem saber se o valor investido em PR compensa se comparado com os resultados que obtiveram. Por isso, estar alinhado é a melhor forma de conquistar as inserções que o cliente almeja.

Aqui na PiaR temos exemplos de como um trabalho bem desenvolvido ajudou não só a consolidar a marca no mercado, mas também na fidelização do cliente. Cases de sucesso como a Samba Tech, que são nossos parceiros desde o início da PiaR (cinco/ quase seis atrás), Associação Brasileira de Startups (Abstartups) e Qranio (que é nosso primeiro cliente), são empresas que apostaram na PiaR desde o início.  Juntos pudemos construir um trabalho bacana, ajudar a criar endosso e reputação da marca, torna-los referência no segmento, além de conquistar resultados relevantes.

Por fim, acredito que esses exemplos mostram como um trabalho bem feito e de acordo com as estratégias que cada um tem com PR diminui as chances de a parceria dar errado. Se você quer fidelizar seus clientes, preste atenção nos primeiros seis meses dele na sua agência e procure proporcionar qualidade, relevância e um bom atendimento. Tenho certeza que esses três pilares serão essenciais para que ele permaneça mais tempo e recomende seus serviços a outras startups e empreendedores.

*Por Juliana Gusmão

TENDÊNCIAS DE PR PARA 2019

Com as mudanças que vem ocorrendo na imprensa, incluindo o fechamento de algumas publicações impressas, o serviço de PR tem sido cada vez mais requisitado e visto como estratégico para as empresas. Segundo a Pesquisa Mega Brasil 2018, que traça um perfil detalhado do cenário de comunicação em atividade no país, a atividade de assessoria de imprensa é responsável por 75% da demanda das agências do segmento atualmente.

Com novas abordagens e ferramentas, as empresas de PR têm buscado se atualizar e propor um plano de comunicação alinhado com as diretrizes das organizações atendidas. Para 2019, temos algumas tendências que vão guiar o nosso trabalho durante o ano. Confira!

  1. Menos release, mais sugestões de pauta

Há alguns anos, preparar um press-release e enviar para um grande mailing era garantia de publicação. Isso mudou, e muito! Com as redações cada vez mais enxutas, o envio de textos prontos por e-mail muitas vezes passa batido pelos jornalistas. Por isso, é importante prepararmos materiais mais estratégicos, como é o caso das sugestões de pauta.

Nesse material, utilizamos dados de mercado para embasar o tema proposto, com opções de entrevistados e como eles se encaixam naquele tema. Com um texto mais simples e objetivo, a ideia é que a sugestão seja desenvolvida a quatro mãos, em uma parceria entre o repórter e o assessor.

  1. Mais que assessores, consultores de comunicação

Antigamente, as assessorias de imprensa apenas divulgavam os materiais propostos pelos clientes, sem questioná-los. Hoje, temos um papel estratégico na comunicação, atuando como consultores e indicando qual é o melhor caminho a ser tomado de acordo com o objetivo da organização atendida.

Nesse contexto, é essencial que você confie no seu assessor e mantenha uma relação de troca de informações com ele. Consulte-o sempre que tiver alguma dúvida e, principalmente, quando houver mudanças dentro da empresa que afetarão diretamente a comunicação com seus públicos.

  1. Menos quantidade, mais qualidade

Ainda falando sobre estratégias, se você contratou um serviço de assessoria há alguns anos, deve ter percebido que gradualmente o número de clippings diminuiu. E isso significa que temos trabalhado menos? De maneira nenhuma! O foco de 2019 será, sem dúvidas, clippings mais qualitativos, em mídias que façam sentido para o cliente, ou seja, em veículos que sejam lidos pelo público-alvo da organização.

Um exemplo prático, não adianta conseguirmos uma grande matéria na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios se os seus clientes leem o Portal Glamour. Vamos focar juntos? Menos é mais!

  1. Integração entre o marketing e a agência de comunicação

A maioria das empresas tem um departamento de marketing, responsável por criar estratégias para aumentar as vendas de um produto ou serviço. Embora seja um trabalho totalmente diferente do feito em PR, o objetivo é o mesmo: agregar valor à sua marca ou consolidar a sua imagem no mercado. Então, por que não aproximar os responsáveis pelo marketing e pela assessoria para um brainstorming mensal? Com certeza, essa ação poderá gerar novos insights para ambas as partes!

  1. Encontros de relacionamento

Sabemos que a agenda dos empreendedores e executivos das empresas é muito concorrida, mas fazer o bom e velho networking nunca é demais. Encontros de relacionamento ainda são imprescindíveis para que os jornalistas conheçam melhor a história da criação de um negócio, diferenciais e planos para o futuro. Pode ser um café ou um almoço, tanto faz, não deixe de comparecer!

Se um jornalista disponibiliza um horário para te ouvir em meio a rotina na redação, pode ter certeza, você e sua empresa são interessantes para ele. O desenvolvimento de uma matéria pode não ser imediato, mas é uma oportunidade de ser lembrado quando surgir uma matéria que envolve o universo em que você atua.

*Por Bruna Sant’Anna Froner

PORTA-VOZES: 5 EMPREENDEDORES QUE SÃO CRAQUES NISSO

Já que a lista de cinco empreendedores que são referência em comunicação fez sucesso, resolvi trazer outro tema que pode inspirar quem trabalha com startup. Dessa vez, vou listar cinco exemplos de empreendedores que são feras na arte de dar entrevista, transmitir a mensagem correta, de maneira clara e de uma forma que seja interessante para a audiência.

Nesses 14 anos de carreira como assessor de imprensa, já acompanhei centenas de clientes nos contatos com a mídia. Durante esse período, vários tiveram um desempenho somente “ok”, pouquíssimos não foram bem e a grande maioria saiu-se bem. Resumo então, nessa lista, os cinco que saíram da curva e foram espetaculares:

02

Amure Pinho

Presidente da ABStartups

Apesar da agenda corrida e da nossa luta diária para encaixar entrevistas entre outros compromissos da entidade, o Amure SEMPRE chega para falar com jornalistas com dados na ponta da língua. Além disso, a opinião dele dá, em todas as ocasiões em que acompanhei, um recorte interessante para as matérias. É um cara que dá gosto de mandar o briefing, porque ele estuda, soma com sua visão e expõe de maneira clara, concisa e relevante. Nota 10!

03

Celso Vergeiro

CEO da Adstream

O Celso é um cara que nasceu com o dom do carisma. Ele consegue causar empatia imediata até no mais frio e tímido dos seres humanos. E isso é fundamental para uma entrevista correr bem. O jornalista que se sente confortável conduz a conversa de uma maneira mais leve, tranquila, e consegue informações e opiniões que dificilmente teria se houvesse um “gelo” a ser quebrado. Postura impecável, tratando qualquer jornalista, de qualquer veículo, com educação, gentileza, respeito e simplicidade.

05

Francisco Jardim

Diretor da SP Ventures

Como principal nome à frente de um fundo de investimentos dedicado à agtech, o Francisco é muito procurado pela imprensa para falar sobre esse nicho de mercado. E isso exige dele que tenha uma visão absolutamente abrangente do segmento, falando de tendências e, principalmente, do que pode ser feito. O que o Chico tem de especial é o conhecimento sobre mercados estrangeiros e todas as ramificações aplicáveis ao mercado nacional. Suas entrevistas sempre trazem algo que o jornalista não sabia – e isso o torna fonte essencial.

Cesar Paz

Investidor de startups | Ex-CEO da AG2 Nurun

Imagine um cara que fundou uma agência digital no Rio Grande do Sul, nos anos 90, a vendeu para o maior grupo de comunicação do planeta e permaneceu à frente da operação por mais quatro anos após esse fato. Esse é o Cesar, que com essa trajetória dava entrevistas e mostrava que o CEO não é um executivo que enxerga o negócio apenas com a “visão de helicóptero”. O CP tinha profundo conhecimento de novas tecnologias, entendia como poucos no mercado publicitário dos rumos que o  digital tomaria anos à frente e era mestre na hora de promover as boas ações de seus clientes. Esse fato é importantíssimo para tornar-se referência em um segmento: conhecer absolutamente todos os detalhes da empresa que você comanda ou dirige.

02

Tatiana Pezoa

CEO da RA Trustvox

A Tati é, naturalmente, apaixonada pelo negócio que construiu. Transmitir essa paixão, acredite, não é fácil durante uma entrevista, porque pode enviesar a conversa apenas pelo lado que interessa ao entrevistado. Só que a Tati sempre teve a habilidade incrível de falar sobre o que era apaixonada, mas mostrar a opinião sincera sobre temáticas que não eram exatamente sobre a Trustvox. Jornalistas esperam isso de suas melhores fontes: contribuição em reportagens que precisam de especialistas em um mercado, e não especialistas em uma empresa.

*Por Bruno Pinheiro

QUAIS SERÃO AS PRINCIPAIS TENDÊNCIAS DE STARTUPS EM 2019?

Em linhas gerais, podemos dizer que 2018 foi uma verdadeira montanha-russa no mundo das startups. Tivemos a oportunidade de observar de perto grandes movimentos mundiais para investir no segmento, novos setores apostando em soluções tecnológicas, unicórnios em todo o mundo (inclusive por aqui!) e um ecossistema que tem se fortalecido cada vez mais.

No Brasil, temos atualmente, mais de 10 mil startups, segundo a Associação Brasileira de Startups, sendo lideradas pelos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em 2018, os setores que mais fizeram um burburinho foram os de finanças, saúde, varejo e corporate.

Para 2019 teremos grandes (e boas) surpresas nas áreas que mais devem apostar em startups e soluções tecnológicas que tenham como premissa facilitar a vida das pessoas e, além disso, promover verdadeiras revoluções.

A área de Marketing, por exemplo, é uma das que devem sofrer fortes mudanças no sentido de tornar as vias de comunicação cada vez mais personalizadas com cada cliente. O Varejo também se manterá no topo, mas promoverá cada vez mais integrações entre o mundo online e off-line.

Veremos também “inimigos” se tornando colaboradores em prol da experiência do cliente. Um exemplo são os bancos com as Fintechs, que já brigaram por mercado e começaram a perceber que juntos possuem mais força. As chamadas HR Techs também ganharão cada vez mais espaço, uma vez que o RH já observou que precisa de modernização para atrair e reter os talentos das novas gerações.

Além disso, startups que sejam ligadas à Redução de fraudes (online, de veículos, de serviços, e etc) e de Mobilidade urbana (um dos calcanhares de aquiles das grandes cidades) também devem ganhar fãs em 2019.

Por fim, acredito que dados analíticos ainda serão a grande força no mundo das startups e quem souber fazer uso dessas inteligências para otimizar a experiência dos clientes, ganhará pontos com todos da sociedade.

*Por Renniê Paro