DO BRASIL PARA O MUNDO!

Nos últimos anos, a palavra internacionalização vem se destacando no segmento de startups. O termo se refere a empresas que estão expandindo sua atuação para diferentes países, seja com a exportação de um produto ou serviço, seja pela abertura de uma filial no exterior. Esse é o sonho da maioria dos empreendedores, ter sua marca reconhecida globalmente.

Segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2018/2019, estudo realizado por pesquisadores de mais de 100 países diferentes, a internacionalização de uma startup pode ser influenciada por diversos fatores como políticas de livre comércio, procedimentos simples e não restritivos, logística eficiente e econômica, fronteiras compartilhadas e cooperação entre culturas comuns e economias linguísticas.

Para iniciar esse processo, é necessário passar por uma série de etapas. A primeira é fazer uma boa pesquisa de mercado e entender se o país para o qual você pretende expandir a sua empresa será receptivo ao seu produto ou serviço, quais são os seus concorrentes e, principalmente, as leis e tributações que envolverão a sua operação.

O segundo passo é o planejamento. Elabore um plano estratégico que envolva ações de marketing e a contratação de colaboradores que trabalhem localmente. Dependendo do seu negócio, é interessante ter um time local, que conheça possíveis barreiras culturais e o ajude a driblá-las.  

Outro ponto que é importante é ter parceiros locais, como fornecedores e distribuidores, que permitam que você atue com segurança no exterior. Por muitas vezes, as tarifas para exportar uma matéria prima do Brasil para fora são altíssimas, o que pode acabar impactando negativamente no faturamento da sua empresa.

O Brasil é ainda considerado um dos países menos internacionalizados do mundo. Para mudar essa realidade, já existem algumas iniciativas para ajudar startups em ecossistemas externos. Um exemplo disso é o StartOut Brasil, programa de apoio à inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo.

O projeto surgiu com a meta de maximizar o volume de negócios de startups com o exterior e em um ano de programa, mais de 56 startups já foram levadas para imergir nos ecossistemas de Buenos Aires, Paris, Berlim, Miami, Lisboa e Santiago. Em junho, o StartOut Brasil vai apoiar mais 20 empresas, desta vez em Toronto.

Por isso, é imprescindível entender que expandir para um outro país requer muito preparo, porém, com a ajuda especializada, boas parcerias locais e um bom plano de atuação completo, as chances de sua empreitada dar certo são muito maiores. E você, já está preparado para internacionalizar sua startup?

*Por Bruna Sant’Anna Froner

COMO ASSESSORIA DE IMPRENSA TE AJUDA A ATINGIR SEU PÚBLICO ALVO?

Primeiramente, para ter efetividade na contratação de uma assessoria de imprensa, independente do mercado em que está inserido, seja ele B2B (business to business) ou B2C (business to consumer), é preciso entender quais são as particularidades que envolvem a comunicação de cada público.

Quando falamos sobre relacionamento cliente/imprensa, antes de começarmos a abordagem com a mídia, é preciso levar em consideração alguns pontos, como por exemplo, seu posicionamento no mercado, público-alvo, como quer ser visto, entre outros. Por meio desses dados, é possível entender e definir o perfil de comunicação de cada cliente, seja ele B2B ou B2C, e quais estratégias e veículos iremos abordar.

Claro que além de todos os pontos mencionados acima, criar conteúdos relevantes e que causem impacto positivo e uma certa atratividade não só para o jornalista que iremos abordar, mas com o público leitor, é de extrema importância. Afinal, o profissional que está do “outro lado do balcão” é a peça chave para criar um relacionamento positivo da marca com aquele veículo relevante para sua comunicação.

Aqui na PiaR, por exemplo, atendemos várias startups de diversos segmentos (agronegócio, educação, e-commerce, logística, entre outros) e aceleradoras, que de certa forma requerem uma linguagem e abordagem diferentes. Primeiro ponto que considero importante é entender qual é a prioridade de cada um com PR e traçar um planejamento específico e estratégico para conseguir entregar aquilo que ele espera.

Por fim, se sua empresa tem um budget para investir em comunicação, meu conselho é apostar em uma agência de PR que entenda, de fato, o seu negócio e esteja disposta a desenvolver um planejamento customizado para diferentes empresas. Afinal, não dá para generalizar e “prometer” entregar uma comunicação eficaz para uma empresa de agronegócio e outra de educação, por exemplo, usando a mesma estratégia. Isso ajuda os profissionais a desenvolver ações com sua empresa que vá de encontro com aquilo que mais prezamos – criar endosso e reputação para sua marca.

E aí, está esperando o que para marcarmos um bate-papo?

*Por Juliana Gusmão

QUANDO O JORNALISTA NÃO SABE

Sabemos que o mundo está mais acelerado do que nunca! A cada dia, surgem novas tecnologias e soluções que estão mudando constantemente a forma como nos comunicamos e nos relacionamos, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Estamos conectados 24 horas por dia tentando assimilar o máximo de informações, porém, inevitavelmente, acabamos não acompanhando tudo.

A mesma coisa acontece no universo jornalístico. Embora muitos repórteres acabem cobrindo mais de uma editoria, é impossível saber de tudo o que está ocorrendo em relação ao tema trabalhado, seja porque, de fato, são muitos assuntos “pipocando” por aí, seja pela rotina atribulada da redação, ou a junção dos dois motivos.

Em contrapartida, nós, assessores de imprensa, atendemos os mais variados nichos de mercado. Cada cliente acaba colaborando para o entendimento do mercado em que atua e, principalmente, sobre as novidades, tendências e novos conceitos. Quando temos algo muito inovador para divulgar, temos o grande desafio de criar estratégias para fazer com que o jornalista se interesse pelo que temos a oferecer (seja um produto ou serviço) e entenda toda sua complexidade.

Para isso, temos três estratégias. A primeira é a nossa arma (nem tão) secreta, o follow up, que nada mais é do que “vender nosso peixe” por telefone. Antes de, efetivamente, contatar um repórter ou editor, seguimos algumas etapas. Antes de mais nada, pesquisamos o que ele anda escrevendo nos últimos meses. Se tiver fit com o que temos para oferecer, preparamos um material, que pode ser um release ou uma sugestão de pauta, e enviamos por e-mail.

Após o envio, esperamos o melhor momento para ligar. Isso irá depender do horário das redações: os impressos diários normalmente entram em fechamento a partir das 17 horas, então, se enviarmos o material às 16 horas, por exemplo, só iremos telefonar no outro dia, já os jornais do trade de propaganda e marketing costumam fechar entre quinta e sexta-feira, e por aí vai!

Então, chegou a hora de entrarmos em ação! Entramos em contato com o repórter e usamos nosso poder de persuasão para convencê-lo do quão relevante é o que estamos oferecendo. Se tivermos a combinação inovação + dados + contato, é quase certo que o resultado será uma matéria ou um ótimo relacionamento para próximas divulgações.

Outro caminho que costumamos utilizar é agendar encontros de relacionamento. Já falamos muito no blog sobre a importância dessa ferramenta, mas nunca é demais destacar rs! Um almoço ou um café com o porta-voz da empresa pode ser esclarecedor para gerar interesse sobre algo desconhecido ou pouco explorado.

Por fim, podemos promover workshops dentro das redações. Porém, vale ressaltar que tudo dependerá do tema e do interesse dos veículos. Normalmente, nesses casos, os jornalistas param por uma hora para ouvir os porta-vozes sobre alguma tendência de mercado.

Mas, atenção! Somente sua assessoria saberá direcionar qual é a estratégia certa na hora da divulgação e te explicar o motivo da escolha. Afinal, somos especialistas em comunicação e conhecemos bem os caminhos tortuosos para o convencimento de um jornalista sobre algo ainda inédito e pouco explorado. E você, tem algum tema muito complexo e que acha relevante? Não deixe de dividir com a gente!

*Por Bruna Sant’Anna Froner

DO AGRONEGÓCIO AO MARKETING: COMO ATENDER CLIENTES DE DIFERENTES NICHOS?

Sabemos que atender bem é um dos principais pilares de uma assessoria de imprensa.  De acordo com Philip Kotler, um dos principais nomes da comunicação, conquistar um novo cliente custa entre cinco e sete vezes mais do que para mantê-lo. Neste contexto, um dos grandes desafios que temos é o atendimento de contas de diversos nichos, pois cada área tem suas peculiaridades e jargões.

Aqui na PiaR, por exemplo, embora grande parte dos nossos clientes sejam startups, com foco em tecnologia e inovação, eles atuam em diferentes setores, que vão desde marketing até agronegócios e, com isso, tem expectativas distintas em relação ao trabalho de assessoria. Então, qual o segredo para prestar um serviço de PR de qualidade para contas tão distintas?

O primeiro passo é fazer uma imersão, juntamente com sua interface, para entender quais são objetivos e diferenciais da conta em relação ao mercado e aos concorrentes. Nesse momento, é importante entender se a empresa atendida tem alguma associação do setor que facilite o acesso a informações mais “quentes” e levantamentos atuais. Números novos sempre atraem a atenção do jornalista.

Além disso, é obrigação de uma boa assessoria saber quais veículos abordam determinados assuntos. E, nesse caso, pesquisar nunca é demais! Nós, como comunicadores, estamos sempre atentos a revistas, jornais, sites e blogs que têm fit com os assuntos que os porta-vozes podem abordar, seja como especialistas ou por conta da marca que representam. Nosso trabalho de busca por jornalistas nas redações é diário.

Outro ponto importante é participar de palestras e eventos onde nosso cliente está. Nessas ocasiões, conseguimos insights valiosos que podem gerar pautas interessantes. Por isso, é imprescindível que vocês avisem ao atendimento da sua conta se for palestrar ou se terá um estande em alguma feira. Sempre encontraremos um espaço na nossa agenda para acompanhá-lo!

Por fim, se você conhece alguma revista especializada que gostaria de estreitar o relacionamento, converse com seu assessor. Essa troca é muito relevante e nos ajuda a guiar o trabalho de forma a conseguir os melhores resultados de acordo com as expectativas. Sabemos que muitos clientes têm mídias sonho, afinal, quem não gostaria de ser capa da Revista Exame? Mas, somente seu assessor poderá dizer quais veículos são possíveis dentro do momento da sua empresa.

*Por Bruna Sant’Anna Froner

STARTUPS QUE ESTÃO TRANSFORMANDO O SETOR DE EDUCAÇÃO

Quando falamos sobre educação, é natural pensarmos na realidade que o nosso país vive – descaso, falta de verba pública, escolas sem estrutura física, processos engessados, crianças e jovens cada vez mais desmotivados, gestores corruptos, entre outros. Visando sanar alguns dos problemas que são encontrados nesse segmento e com objetivo de entregar um ensino de mais qualidade para os estudantes, as startups de tecnologia voltadas para educação têm um papel importante na sociedade.

Não há dúvidas que é um segmento que cresce diariamente. De acordo com um levantamento realizado pela Associação Brasileiras de Startups (Abstartups), em parceria com o Centro de Inovação para Educação Brasileira (CIEB), são 364 edtechs no Brasil, colocando esse setor em primeiro lugar no mercado de atuação das startups, com uma fatia de 7,8%.

O estudo ainda aponta que o SaaS (software as a service) é o modelo de negócio predominante e sua maior concentração fica em São Paulo (43%). Quando falamos sobre os principais segmentos, o levantamento mostra que a educação básica é responsável por 47% dos players, 19% de cursos livres, 8% corporativo, 6% ensino superior e 4% idiomas – sendo o percentual restante de segmentos variados.

Entre 2016 e 2018, o InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups do Brasil, acelerou 56 startups da área de educação. Segundo um relatório da Potencia Ventures e do Instituto Inspirare, hoje nós temos um cenário promissor para a propagação das Edtechs, visto que o país conta com cerca de 200 mil instituições de ensino, 50 milhões de estudantes e dois milhões de professores, além de apresentar um sistema educacional carente e repleto de dificuldades.

Diante desse cenário, algumas edtechs têm chamado atenção no mercado, como é o caso da Agenda Edu. Líder no segmento de gestão de comunicação e engajamento em ambientes educacionais, o aplicativo integra alunos, pais e escolas com objetivo de melhorar a comunicação entre ambos.

A startup carioca Árvore de Livros oferece aos seus alunos uma biblioteca digital com milhares de títulos. Por meio de um dispositivo móvel, é possível acessar a qualquer hora do dia o material que deseja ler. Já a Drone Kids School, acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2018.1, utiliza a tecnologia de Drones aplicada na Educação 4.0 para proporcionar uma experiência prática para os alunos nos principais pilares da nova economia digital.

Com a missão de universalizar o acesso a Orientação Profissional no Brasil, ajudando milhões de jovens a encontrar a profissão dos seus sonhos, a Kuau, startup acelerada pelo programa InovAtiva Brasil 2018.1, criou um produto baseado em vídeos de curta duração que ajuda o adolescente a escolher a profissão de forma mais assertiva. Para as faculdades, essa é a ferramenta ideal para conquistar novos alunos, economizando tempo e verba de marketing.

Para finalizar, posso dizer que acredito que o mercado tem muito mais para evoluir. Então vale a pena ficar de olho nesse segmento e observar o que essas startups têm de inovador para nos oferecer!

*Por Juliana Gusmão