O INTERESSE DOS GIGANTES

O mercado de startups concentra, atualmente, mais de 10 mil empresas em todo país, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Esse é um segmento em franca expansão e ainda há espaço para soluções e iniciativas inovadoras.

Ao dividirmos o mercado em segmentos, notamos que existem alguns setores que ganham mais velocidade e corpo, como é o caso dos setores financeiros (Fintechs), de agronegócios (Agtechs), recursos humanos (HR Techs), educação (EdTechs), entre outros.

O interessante é observar que, o que começou como uma briga por mercado, se tornou uma aliança que beneficia a todos. Estou falando da relação entre startups e grandes empresas. Costumamos brincar aqui na PiaR que as startups são como jet-skis, ou seja, pequenos e velozes, capazes de manobras ágeis. Por outro lado, as empresas são como transatlânticos, com forte estrutura, mas mais lentos e difíceis de mudar de rota.

No boom das startups, por volta de 2010, vimos muitas empresas ‘em pânico’, inclusive acionando medidas jurídicas contra algumas startups. Tudo isso, porque essas soluções tecnológicas chegaram com força e conquistando o coração de muitos clientes (justamente por serem mais velozes e menos burocráticas). Porém, apenas uma intensa queda de braços, muitos players gigantes deixaram de brigar e notaram que era mais vantagem se unir às startups.

Desde o final de 2017, é crescente o número de matérias na mídia mostrando empresas tradicionais comprando startups, firmando parcerias ou mesmo criando programas de incentivo à inovação. É o caso do banco Bradesco, por exemplo. Uma das maiores instituições financeiras do país costuma fazer uma série de investimentos em startups de diferentes setores, além de oferecer um espaço propício para criação de novas ideias, como é o inovaBra Habitat.

O Itaú, outro gigante financeiro, tem o CUBO, espaço onde habitam cerca de 70 startups, em andares devidamente destinados aos setores em expansão no país. Mas não são só as empresas financeiras que estão de olho no ecossistema de startups. A Porto Seguro conta com a Oxigênio, aceleradora com fortes iniciativas do país.

Enfim, citei as ações acima apenas para ilustrar que é muito mais vantagem unir forças e ganhar relevância no mercado, do que ficar brigando com o inevitável. Afinal, as startups chegaram para ficar e é melhor aceitar e se adaptar ao novo mercado 😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é COO na PiaR Comunicação.

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