NOVAS OPORTUNIDADES PARA GERAR NOVAS NOTÍCIAS

No último ano vimos vários jornais e revistas fecharem as portas por falta de verba para conseguir se manter no mercado. Estamos praticamente no meio do ano de 2019, e as incertezas no mundo da comunicação ainda continuam. Não sabemos se mais outras mídias irão fechar ou se novos jornalistas serão mandados embora por causa da situação financeira que nosso país vive atualmente.

Para os empreendedores que contratam uma assessoria de imprensa com objetivo de conquistar notoriedade em algumas mídias e criar relacionamento com a imprensa, fica a dúvida – como que fica esse trabalho? Posso dizer que assim como vocês, nós assessores também lamentamos muito quando algo com essa proporção (demissão ou fechamento) acontece. Porém, como nosso trabalho envolve a criação de um bom relacionamento com jornalistas, isso nos ajuda a manter um contato especial caso o profissional ingresse em uma nova mídia.

Nos últimos meses, por exemplo, observamos o surgimento de novos canais no youtube de jornalistas renomados, sites, blogs, podcasts, entre outros. Apesar de não serem como as mídias tradicionais que os clientes desejam sempre sair, vale a pena ficar de olho para entender a movimentação e o impacto que esses novos veículos podem proporcionar.

Outro ponto que considero de extrema importância, mas que muitos ignoram é ter jogo de cintura para saber enfrentar as dificuldades e adversidades que você poderá encontrar pelo caminho. Digo isso porque um bom assessor tem que estar antenado em tudo o que acontece no mercado de atuação do seu cliente e também nas redações dos principais veículos de comunicação. Somente dessa forma você conseguirá trazer insights diferentes e relevantes para um trabalho de PR eficiente.

Esse ano, infelizmente, perdemos muito espaço para as notícias factuais. Por isso, ficar ligado a tudo que acontece é de extrema importância. Em uma situação assim, você consegue propor seu cliente como fonte para comentar sobre o assunto que está em pauta, ou emplacar uma matéria bacana. Pensar fora da caixa ajuda, e muito, o trabalho dos assessores e também traz resultados cada vez mais interessantes.

Por fim, se me cabe dar um conselho para todos meus parceiros de profissão, precisamos estar preparados sempre para não sermos pegos de surpresa. Jogue no mesmo time que seu cliente e tente propor cada vez mais novas ideias para  que o trabalho flua da melhor forma.

*Por Juliana Gusmão

PESQUISAS, PESQUISAS E PESQUISAS: COMO PROVER DADOS PARA A MÍDIA

Se você, querido empreendedor, deseja se tornar uma fonte e referência para as mídias mais relevantes desse país, deve acompanha-las de perto, certo?! Se não tem esse hábito, crie! Afinal, só assim você entenderá o objetivo desse artigo. Falo isso porque acontece (mais do que eu gostaria) de recebermos pedidos de “quero sair em tal veículo” sem sequer saber do que esse meio de comunicação fala.

Poxa pessoal, se você quer sair no Valor Econômico, por exemplo, tem que saber que ele não tem esse nome à toa e foca em materiais sobre economia, finanças e negócios. Portanto, não adianta querer sair lá falando do lançamento da sua nova home page.

Dentro de exercício proposto de “acompanhe os principais veículos de comunicação”, preste atenção em um ponto comum: quase todas as matérias grandes trazem PESQUISAS e LEVANTAMENTOS. Ou seja, quanto mais dados você puder passar para sua equipe de PR, maiores serão as chances de conseguir emplacar uma matéria bacana na grande mídia.

Isso porque, é importante, tanto para o jornalista quanto para o leitor dele, contextualizar a matéria. Ou seja, mostrar o tamanho de um mercado, quais são seus principais players, em que posicionamento eles estão e quais problemas eles resolvem.

Portanto, se você tiver acessos a dados, informações ou puder realizar pesquisas de campo com sua base de usuários, passe para sua assessoria de imprensa. Pode ter certeza que eles saberão o que fazer e agradecerão demais a sua ajudinha. No final desse processo, todos sairão felizes 😉

*Por Renniê Paro

O IMPACTO DAS ACELERADORAS DE STARTUPS NO BRASIL

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Private Equity da Fundação Getúlio Vargas (GVcepe), estima-se que o Brasil tenha mais de 40 aceleradoras de startups em atividade das mais de 250 que estão espalhadas pelo mundo. Concentradas principalmente na região Sudeste (71%), esses programas já aportaram mais de R$ 51 milhões em mais de 1,3 mil startups.

Os números são significativos e mostram o potencial que nosso país tem quando o assunto é o desenvolvimento das startups. Para se ter uma ideia, o maior foco de mercado está no segmento da tecnologia da informação (83%), seguido da educação (77%) e serviços (67%). A pesquisa ainda ressalta que aproximadamente 865 das startups passaram por um processo de aceleração.

Tanto no Brasil como no exterior, o papel das aceleradoras está ligado diretamente com o impulsionamento e crescimento das startups, com o objetivo sempre de fomentar a inovação e solucionar problemas reais, além de gerar oportunidades. Não há dúvidas de que essas organizações são essenciais para o ecossistema.

De olho no mercado, algumas aceleradoras têm se destacado e feito um trabalho exemplar, como é o caso do InovAtiva Brasil,  programa gratuito para aceleração de negócios inovadores de qualquer setor e região do Brasil, realizado pelo Ministério da Economia e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com execução da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI).

Eles oferecem mentorias, visibilidade às startups e conexão com investidores, grandes empresas e parceiros. Entre 2013 e 2018, por exemplo, mais de 2000 startups de todas as regiões do país participaram do programa e 840 delas chegaram à fase de apresentar suas startups em bancas presenciais com investidores.

Com objetivo de conectar grandes empresas do Brasil com o ecossistema e a nova economia por meio de negócios inovadores e exponenciais, a Spin, primeira aceleradora startup indústria do Brasil é um outro exemplo que vem ganhando o mercado. Com pouco mais de um ano de operação, já tem em seu portfólio 36 startups, sendo que aproximadamente 2/3 são focadas em indústrias.

Por fim, acredito que temos um caminho muito próspero no que diz respeito a aceleração e impulsionamento das startups no país. Muitos empreendedores têm boas ideias e os programas de aceleração estão aí para ajudar a direcionar as inovações do futuro. Vale ficarmos de olho!

*Por Juliana Gusmão

O BRASIL É O ALVO!

Provavelmente, você já deve ter ouvido ou até mesmo utilizado a frase “o brasileiro só não domina o mundo porque não quer”, certo? Sem dúvidas, somos um país inovador em muitos setores, além de figurarmos entre as dez maiores economias mundiais, segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial, publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2018.

Isso tem atraído, ao longo dos anos, uma diversidade de empresas de diversos setores e tamanhos em busca do que temos de melhor: o nosso capital intelectual. Outras ainda, encontraram no Brasil um mercado ainda pouco explorado dentro do seu segmento ou em uma região específica, incentivos fiscais, matérias-primas de qualidade, conseguindo criar raízes e prosperar em terras tupiniquins

Coca-cola, IBM, P&G, Santander, Google…são uma infinidade de organizações de diversos nichos que encontraram por aqui um ponto em comum, um campo vasto de atuação para continuarem a prosperar. Nem a instabilidade política dos últimos anos impediu que elas continuassem vendo o nosso país como um paraíso de possibilidades.

Sem dúvidas, somos um dos mercados emergentes mais apreciados por multinacionais. Aqui na PiaR, atendemos três clientes que vieram de fora e estão crescendo por aqui, um deles é a Adstream, maior plataforma de armazenamento e distribuição de conteúdo publicitário do mundo. Com atuação em mais de 120 países com 42 escritórios ao redor do mundo, a empresa encontrou aqui um gap de mercado e esse ano completou sete anos de atuação no nosso país.


Também podemos mencionar a Endemol Shine Brasil, uma divisão da Endemol Shine North America, faz parte da potência global de produção Endemol Shine Group. A empresa cria conteúdo para todas as plataformas e tem em seu catálogo sucessos mundiais, incluindo MasterChef, Big Brother, Black Mirror e Peaky Blinders.

Além disso, também temos entre os nossos clientes a Eventbrite, plataforma global de venda de ingressos e tecnologia para eventos que fornece aos criadores de eventos de todos os tipos e tamanhos ferramentas e recursos para planejar, promover e organizar experiências ao vivo em todo o mundo.

Com isso, podemos perceber a importância do Brasil dentro do cenário das grandes empresas globais, embora ainda tenhamos muitos desafios a serem concluídos para conseguirmos manter essas gigantes dentro do nosso território. Hoje, com certeza, somos destaque no cenário internacional e um grande celeiro de inovação. E as perspectivas para o futuro? São as melhores possíveis.

*Por Bruna Sant’Anna Froner

NÃO ROUBAMOS SEUS DADOS!

Em agosto do ano passado, foi sancionada uma lei que está mudando a forma com que as empresas lidam com os dados dos consumidores. Estamos falando da LGPD, ou Lei Geral de Proteção de dados. Foram oito anos até que chegássemos a essa aprovação, mas finalmente ela está aí, o que tem preocupado muitas pessoas que estão com medo de terem seus dados expostos.

Mas, afinal, o que é a LGPD e como ela impacta nosso dia a dia? Calma, gente! É muito mais simples e benéfico do que se imagina. A criação dessa lei visa proteger os dados da população, determinando como essas informações podem ser coletadas e tratadas. Ou seja, transparência acima de tudo! Vale destacar que, caso o titular dos dados queira, a qualquer momento, revogar o consentimento de utilização de suas informações, ele poderá.

Embora o projeto só entre em vigor de fato em fevereiro de 2020, muitas organizações já estão fazendo uma série de mudanças para se adequarem a nova legislação. Provavelmente, nos últimos meses, você deve ter recebido e-mails falando sobre mudanças na política de privacidade de algumas empresas, certo? Se trata exatamente da LGPD!

Essa nova legislação coloca o Brasil em pé de igualdade com muitos países que já possuem um tratamento bem definido, como o caso da Europa, por exemplo. Mas, para as empresas, essa mudança também é positiva? A resposta é sim! Essa é uma oportunidade das empresas mostrarem idoneidade em suas transações, garantindo respeito e integridade em suas ações.

Porém, são necessários alguns cuidados. Inicialmente, é imprescindível ter uma pessoa (ou equipe) responsável por essa transição. Após essa fase, é obrigatório ter dois agentes do tratamento de dados dentro da organização: um controlador e um operador. O controlador deverá tomar as decisões sobre o tratamento de dados e o operador deverá tratar os dados. 

Além disso, um profissional deverá ser nomeado o encarregado pelo tratamento de dados pessoais, devendo orientar colaboradores da empresa em relação às práticas relativas à proteção de dados, prestar esclarecimentos aos titulares de dados, receber comunicações da Autoridade, etc.

Portanto, a regulamentação não é algo simples, até mesmo empresas gigantescas sofrem multas, como, por exemplo, a gigante Google que chegou a ser multada em 50 milhões de euros por não estar em conformidade com a legislação de dados lá fora. Então, se você é um empreendedor e ainda não se adequou a LGPD, é melhor correr!

*Por Bruna Sant’Anna Froner