BRASIL X MUNDO: DIFERENÇAS DE PR

Acredito que já tenha comentado sobre esse tema em algum outro texto ou mesmo os vídeos aqui da PiaR, mas vale o repeteco porque é algo que acontece de maneira bem comum. Eu sei que vivendo em um mundo globalizado, é normal conseguir acompanhar o que está acontecendo em Nova Iorque, por exemplo, sem precisar nem sair do sofá da sala.

Por isso, é cada vez mais constante o número de pedidos de clientes que desejam marcar presença também nas mídias de comunicação de outros países. Não sei exatamente como é esse procedimento em outras agências, mas aqui na PiaR não é uma prática que temos. E explico o porquê.

A relação entre assessores de imprensa e jornalistas mudam muito de país para país. No Brasil, por exemplo, essa ponte é de praxe e ainda vista com bons olhos pelos profissionais das redações. Nosso papel, em quanto PR, é servirmos de conectores e facilitadores entre startups, empresas, empreendedores e histórias interessantes e as mídias. Quando comparamos com os Estados Unidos, potencial mundial em diferentes aspectos, a coisa muda de figura.

Lá, os jornalistas são bem avessos ao papel do assessor de imprensa e o veem como o ‘cara chato que só serve para criar gargalos no meio do caminho’. A mídia de lá costuma ter acesso livre e direto às fontes, sem passar por intermediários. Esse é um processo que já dura alguns anos. Então, quando nós daqui (assessores) entramos em contato lá, não somos muito bem recebidos (vamos dizer assim rs).

Outro ponto importante são as diferenças culturais. Como sempre falamos por aqui, antes de pautar um jornalista é preciso entender sua persona (enquanto startup) e a persona do veículo. O mesmo vale para outros países. Portanto, muitas vezes o que é mega relevante para a mídia brasileira, no final das contas é só “mais uma notícia x” na Colômbia.

Entendem onde quero chegar?! Claro que sabemos e compreendemos a necessidade de alguns clientes atuarem também com a mídia do exterior, mas é preciso estudo e cautela para isso não acabar sendo um tiro no pé em nível global. Afinal, assim como você pensou e re-pensou estratégias de PR para o Brasil, por que não fazer o mesmo quando partir para novos voos?!

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é COO na PiaR Comunicação.

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