EXISTE UM VALE DO SILÍCIO BRASILEIRO?

Quem atua, influencia ou mesmo ‘passa por perto’ do ecossistema de startups, já ouviu (e muito) falar sobre o Vale do Silício. Em linhas gerais, é um apelido dado para a região da baía de São Francisco onde são encontradas empresas de alta tecnologia e startups diversas. O vale abrange cidade do estado da Califórnia, como Palo Alto, São Francisco e Santa Clara.

Com a ascendência do ecossistema de inovação e startups em todo o mundo, destaca-se também o Silicon Wadi, em Israel, ocupando o segundo lugar no ranking regiões de aglomerações de indústrias de tecnologia de ponta e startups. Mas e no Brasil, será que temos o nosso ‘Vale do Silício’?

Essa resposta é bem difícil de dar, pois em um país com dimensões continentais como o nosso, limitar a apenas uma região o potencial inovador e de tecnologia que temos, seria menosprezar as milhares de iniciativas nacionais que ‘pipocam’ por todos os cantos do Brasil.

Para ser considerado um polo de tecnologia é preciso ter muito mais que apenas uma quantidade de startups reunidas. É muito mais algo como um mindset de inovação, uma atmosfera que ajuda no desenvolvimento de novos negócios, que possam, de fato, resolver problemas reais.

No interior de São Paulo, por exemplo, temos Piracicaba, Ribeirão Preto, Botucatu e São José dos Campos como “vales do silício brasileiros”. Isso porque essas regiões apresentam, todos os anos, startups e iniciativas aplicadas ao setor de agronegócio, área de relevância sem limites para a economia brasileira.

Belo Horizonte, em Minas Gerais, tem o chamado San Pedro Valley, que surgiu em 2011 e hoje é referência tecnológica para os mineiros, com mais de 200 empresas de diferentes setores. Por outro lado, Santa Catarina também tem o Sapiens Parque, que reúne mil empresas de tech. Ou seja, a resposta para a pergunta desse texto é: NÃO!

Felizmente, pelo menos em minha opinião, não temos apenas um Vale do Silício Brasileiro. Temos muitos, diversos e com aplicações e know how tão distintos quanto complementares. E isso deve ser comemorado! Por isso, devemos continuar incentivando empreendedores, aceleradoras e investidores em todo o mundo para que nossos vales possam se desenvolver ainda mais e ocupar seu lugar no ecossistema de startups no mundo.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é COO na PiaR Comunicação.

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