NÃO APENAS DE COVID VIVE A COMUNICAÇÃO

Chegamos ao final de Abril e ainda não sabemos o que nos espera nos próximos meses. Se olharmos o comportamento da China e outros países da Europa, ainda teremos algum tempo de enfrentamento dessa pandemia, até que a curva de infecções seja, de fato, reduzida. Até lá, teremos que aprender a conviver com esse vírus.

No mundo da comunicação, passamos por momentos em complicados. Isso porque, em meados de março, quando tudo estourou no Brasil, praticamente 100% de toda a mídia brasileira queria apenas fazer matérias sobre esse tema. Ou seja, todas as pautas e planejamentos sobre inovação, tecnologia, novos negócios e etc, que tínhamos criados, caíram por terra e não foram aproveitados.

Para não deixarmos nossos clientes de fora, tivemos que pivotar, em tempo recorde, todas as pautas e ganchos de cada startups e agente de inovação que atendemos, para algo que estivesse, de alguma forma, correlacionado com o CORONA VÍRUS. Tarefa nada fácil!

No começo de Abril, começamos a notar uma brechinha na mídia que, claro, continua fazendo seu papel de nos informar, a todo tempo, sobre os números da pandemia, mas que agora amplia, mesmo que pouco, seu olhar para outras temáticas.

Conseguimos, aos poucos, retomar pautas que abordem negócios, empresas, como ganhar escala, gerenciamento de times e outras verticais, de maneira ainda tímida, mas caminhando. Por isso, acredito que pouco a pouco as coisas irão se “normalizar”.

Ou seja, voltaremos a conseguir pautar a mídia sobre todas as inovações e tendência que nossos clientes entregam. Será exatamente da mesma forma?! Não, tenho certeza que não. Mas quero acreditar que será melhor do que tem sido até hoje.

*Por Renniê Paro

DAVI DA COMUNICAÇÃO, OS PEQUENOS VEÍCULOS!

Sabemos que 9 entre cada 10 clientes sonham em aparecer no Jornal Nacional. E nós, na outra ponta, sempre estamos em busca das mídias sonho dos nossos assessorados, dentro das possibilidades, é claro! Porém, o que muitos não sabem é quem nem sempre seu público-alvo é tão fã assim do nosso Bonner.

Acredite, talvez seu cliente consuma informações por meio de veículos de nicho, que trazem uma visão mais aprofundada do seu universo de atuação. Essas mídias são muito importantes, principalmente se um dos seus objetivos com o trabalho de assessoria de imprensa for se estabelecer como especialista do setor.

Para isso, existem algumas estratégias que podem ser interessantes para atingir esse objetivo. Uma delas é negociar um espaço como colunista para o envio de artigos periodicamente para aquele veículo, com temas que envolvem o universo noticiado por ele. Assim, seu público-alvo verá você e seu negócio como fontes daquele segmento, ajudando no reconhecimento de marca.

Além disso, muitas mídias especializadas estão com podcasts, então vale também fazer um brainstorm com seu assessor de imprensa, pegar alguns temas quentes do seu mercado para oferecer para os editores. Outra dica é a sugestão de pautas exclusivas e bem técnicas para esses veículos. Isso porque, ao contrário de outros que são mais gerais, esses portais se interessam por materiais mais específicos, já que falam diretamente com experts do setor.

Por fim, não deixe de pensar em divulgações para mídias mais segmentadas, elas podem ser a chave para o sucesso da sua estratégia, pois falam diretamente com seu público-alvo e podem render mais frutos do que um veículo mais atraente, porém que não tem nenhuma ligação com seu cliente. Pense nisso!

*Por Bruna Sant’Anna Froner

REDAÇÕES REDUZIDAS, SOBRECARREGADAS E EXCESSO DE INFORMAÇÃO. COMO PODEMOS AJUDAR?

Não é novidade para ninguém que durante o ano passado diversos veículos de comunicação foram fechados ou reduzidos devido a falta de verba para se manterem no mercado. Esse cenário fez com que nós, assessores de imprensa, adotássemos uma postura diferente e mais colaborativa na hora de fazer uma abordagem para vender uma pauta ou uma notícia.

Agora, mais do que nunca, devido ao cenário de pandemia mundial provocado pelo coronavírus, muitos jornalistas migraram de editoria e estão sobrecarregados com objetivo de passar o máximo de informações para a população sobre tudo que envolve o Covid-19. É exatamente para auxiliar esses profissionais, que nós assessores, temos que ter o senso crítico do que é notícia e encaminhar somente assuntos que corroboram com o momento que estamos passando.

Em um cenário como esse em que só se falam sobre a pandemia, nada adianta você querer emplacar uma notícia sobre crescimento da empresa, parcerias, conquista de novas contas, entre outros assuntos, se a mídia está toda voltada para cobrir o colapso do vírus no país.

A nós, profissionais do outro lado do balcão, nos resta conversarmos com nossos clientes, entender as ações que eles estão promovendo, reunir todas as informações e propor para os jornalistas ganchos atrativos que podem render matérias. Saber quais profissionais estão aptos para falar e que tipo de conteúdo tem para agregar também é importante.

Para você ter uma ideia de iniciativa visando o bem durante esse período, o CEO e diretor da PiaR Comunicação (agência onde trabalho), Bruno Pinheiro, resolveu criar uma lista com diversas startups que estavam oferecendo de forma gratuita serviços, de diversas áreas, para a população. Resultado disso, capilarizarão de informações que impactam positivamente as pessoas que precisam, networking, endosso e reputação para as marcas, e auxílio aos jornalistas que precisam de fonte para matérias.

Por fim, sabemos que o período incerto assusta muitas pessoas, inclusive a nós jornalistas/assessores. Mas não devemos ultrapassar certas barreiras e nos tornarmos inconveniente nesse momento de sofrimento para muitos. Empurrar notícias que não tem ligação com o factual, não vai fazer de você um bom profissional. Tenha ciência da gravidade do que está acontecendo, oriente seus clientes e procure ser parceiro dos repórteres. Esse momento é de união e qualquer ajuda é bem-vinda!

*Por Juliana Gusmão

A PANDEMIA MUDOU O COMPORTAMENTO DAS ASSESSORIAS DE IMPRENSA?

A pergunta colocada no título desse artigo chega a ser redundante, não é mesmo?

A pandemia do COVID 19 mudou, não só o comportamento das assessorias de imprensa, mas também de todo o comércio, indústria, serviços e, claro, da sociedade civil como um todo.

Acho também que quando tudo isso passar, tais comportamentos terão sido modificados para sempre. Ou seja, jamais voltaremos a atuar em nossos negócios e mesmo na vida, da mesma forma como fazíamos antigamente.

Para nós, de assessoria de imprensa, a confirmação de uma pandemia no Brasil, e quarentenas sendo aplicadas, foi um susto e um motivo de grande preocupação. Isso porque, para muitos empreendedores, ter uma agência de PR é um item de “perfumaria”, ou seja, em uma crise, somos os primeiros a sermos cortados do budget.

Mas tais empresários deveriam pensar ao contrário. Em um mundo que se tornou digital e onde tudo deverá ser resolvido à distância, ter uma equipe de comunicação eficiente e ágil poderá fazer a diferença para seu negócio. Por isso, temos batido muito na tecla de que PR é sim item relevante e mais que necessário em momentos de instabilidade e crises, como o que temos vivido.

Trazendo um olhar de bastidores, nosso dia a dia mudou muito. Primeiro porque a troca presencial, tão importante para nós assessores, não tem existido mais. Fazemos reuniões virtuais a todo o momento, mas ainda assim, não é a mesma coisa. Também temos acompanhado ainda mais de perto todos os noticiários e procurado criar ganchos entre o que tem rolado na mídia, com nossos clientes. Tarefa nem sempre fácil!

Enfim, a pandemia chegou, tem se espalhado (infelizmente) e mudou drasticamente o comportamento das assessorias de imprensa. Mais do que nunca, precisamos provar o nosso valor dentro dos negócios. Por isso, temos que ver esses árduos tempos como aprendizados para toda a vida e repensar nosso “modus operantis”.

*Por Renniê Paro

CASE Criamigos

CRIAMIGOS + ASSESSORIA DE IMPRENSA = SUCESSO!

Sabemos que o intuito de ter uma assessoria de imprensa é o fortalecimento de uma marca perante seus públicos, certo? Então, nada melhor do que contar boas histórias de empresas que alcançaram esse patamar e, de quebra, ainda conquistaram novos clientes e parceiros.

Hoje é dia de falar sobre a Criamigos, uma oficina de pelúcias personalizáveis que está conosco há um ano sempre trazendo muita fofura para as divulgações. Um dos objetivos da empresa ao buscar por uma assessoria de imprensa era se tornar conhecida entre possíveis franqueados, como uma forma de expandir seu negócio para diversos lugares do país.

Para reforçar essa mensagem para o mercado, uma das primeiras estratégias que adotamos foi criar um storytelling para contar todo o processo de criação e desenvolvimento da Criamigos, trazendo para a narrativa todo o contexto afetivo, porém sem deixar de lado o principal atrativo: o pioneirismo da ideia aqui no Brasil!

A partir disso, exploramos veículos que retratavam esse tipo de história, entre eles o Programa Pequenas Empresas Grandes Negócios, que inclusive estava entre as mídias “sonho” das fundadoras da marca, a Veroh e a Nati. Qual o resultado disso? Match perfeito!

Os produtores adoraram a história por trás da Criamigos, a gravação foi feita e a matéria foi ao ar em um belíssimo domingo de manhã. E você ao ler esse texto pode estar pensando, será que um programa dominical terá audiência e ajudará a consolidar minha marca? E a resposta é: Sim, se dentro dessa audiência estiverem as personas que você quer atingir.

O Programa PEGN tem, em média, 8 pontos de audiência, o que representa 254.892 domicílios, o que equivale a aproximadamente 693.788 pessoas atingidas pela sua matéria. Se dentro desse universo, tivermos ao menos metade delas interessadas em abrir uma franquia, impactaremos por volta de 300 mil pessoas buscando uma nova oportunidade de negócio, certo?

Pois é, após a exibição da matéria, diversos interessados procuraram as empreendedoras para saber mais sobre a marca.  Por isso, podemos afirmar que Criamigos é um exemplo claro de empresa que conseguiu usar o trabalho de assessoria integrada a outras ferramentas para expandir. Prova disso é o número de franquias que a marca tem hoje. De 6, a oficina de pelúcias teve um salto de 13 em um pouco mais de um ano, totalizando 19 franqueados espalhados pelo Brasil. 

É importante ressaltar que o trabalho de PR não é focado em lucro, porém, o fortalecimento da imagem de uma empresa pode sim trazer resultados no faturamento. Tudo vai depender de como você utilizará essa exposição a seu favor!

*Por Bruna Sant’Anna Froner