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AS LIÇÕES DEIXADAS PELO ECOSSISTEMA DE STARTUPS DURANTE A PANDEMIA

A pandemia de coronavírus, sem dúvidas, está deixando marcas nas nossas vidas. Não é exagero dizer que o que está acontecendo hoje nos trará lições importantes para os próximos anos e que tudo isso fará parte dos livros de história no futuro.

Tudo mudou, a loucura do nosso dia a dia deu lugar a ruas vazias e ao silêncio na maioria dos prédios comerciais. As reuniões, que por muitas vezes eram presenciais, deram espaço às videoconferências. O cafezinho no meio do expediente junto aos colegas foi cancelado sem data certa para retorno.

Em meio ao caos que se instaurou, foi possível ver a resiliência de um dos ecossistemas mais jovens da economia, o de startups. O setor, que vinha crescendo exponencialmente no Brasil, se deparou com umas das piores crises econômicas da história do nosso país.

Foi um baque, sim, não podemos negar. Mas as lições aprendidas com essas empresas foram muito maiores do que os fracassos. O que vimos foi a união das startups em prol de um bem maior, o de ajudar a sociedade em um período de tantas incertezas.

Foi possível ver como a tecnologia pode nos ajudar a passar por um momento tão complicado. As soluções criadas e adaptadas foram inúmeras, desde aplicativos que ajudam a descobrir e monitorar pessoas com sintomas de Covid-19 até plataformas que nos permitem encontrar psicólogos e terapeutas que podem nos auxiliar a manter nossa saúde mental.

Isso ocorreu porque os startupeiros, em geral, tendem a ter ritmos de adaptação a problemas e pivotagem mais rápida do que outras empresas, além de um senso de urgência diferente dos demais empreendedores. Afinal, ser beta está no DNA das startups!

Entre os nossos clientes, vimos iniciativas únicas e muito importantes neste período. É o caso da Noknox, startup com o objetivo de conectar pessoas aos seus lares e locais de trabalho unindo praticidade, segurança e conforto que, em uma semana, criou a plataforma Vizinho do Bem, que conecta pessoas de forma gratuita. A ideia é que as pessoas que moram no mesmo condomínio possam se ajudar, seja aproveitando uma única ida ao mercado, ou até mesmo propiciando conversas online para deixar a solidão de lado.

A Cíngulo, aplicativo de terapia guiada que ajuda no autocuidado emocional das pessoas, também está com ações sociais em prol do bem estar da população. A startup está disponibilização um canal gratuito chamado “SOS Coronavírus” que contém conteúdos para amenizar possíveis gatilhos causados por conta do isolamento social, bem como práticas guiadas de meditação.

Com intuito de minimizar o impacto que o coronavírus irá causar no ensino brasileiro e disseminar o conhecimento para todo o Brasil, a Samba Tech está disponibilizando para as instituições públicas a sua plataforma de hospedagem e a distribuição de vídeos online, de forma gratuita.

Outro exemplo é a Qranio, que está colocando à disposição sua plataforma mobile para que os alunos possam continuar suas atividades à distância de forma gratuita até a normalização das aulas. Com o código “CORONAVIRUS”, os usuários têm acesso aos mais diversos temas e podem utilizar a loja virtual do aplicativo para trocar suas moedas de conhecimento (Qi$) por prêmios reais.

Já a startup gaúcha Elevor, que desenvolve softwares de gestão empresarial para os mais variados setores, criou uma plataforma de compras online para ajudar os pequenos produtores de Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, a comercializarem os alimentos durante a pandemia. Com a iniciativa, as pessoas que neste momento estão praticando o isolamento social, também conseguem ter acesso a frutas, verduras e legumes frescos sem sair de casa, em uma espécie de feira online.

São inúmeras as iniciativas criadas pelo ecossistema e que beneficiam a todos. Com isso, é possível perceber que essas ações têm um papel importante para reduzir os efeitos causados pela pandemia, além de mostrar a força dessas startups na nossa economia. Vida longa às startups brasileiras!

*Por Bruna Sant’Anna

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