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QUANDO ADOTAR UM POSICIONAMENTO EM RELAÇÃO A UMA CAUSA?

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Sabemos que o consumidor está cada vez mais exigente na hora de adquirir um produto ou buscar por serviços, procurando muitas vezes saber quais causas uma determinada marca defende antes de “bater o martelo”. Segundo um estudo global feito pela agência Edelman, 69% dos brasileiros levam em conta o posicionamento das empresas sobre questões políticas e sociais antes de comprar.

Além disso, um levantamento feito pelo Instituto Ipsos, em parceria com a ESPM, o Instituto Ayrton Senna e a consultoria Cause, mostra que dos 1,2 mil entrevistados, 77% esperam que as empresas contribuam mais com a sociedade do que no passado.

Nos últimos anos, realizar ações sociais, seja abraçando uma causa ou lançando iniciativas em prol da sociedade, já está se tornando uma tendência. Empresas, dos mais variados tamanhos e setores, estão buscando unificar sua imagem a causas que tenham a ver com o propósito de seus negócios.

Gostou e quer apostar nessa ideia? Ótimo! Mas, antes de “se jogar” nesta tendência, saiba que é necessário pensar. Você ou sua empresa já tem algum envolvimento com algum posicionamento? Caso não tenha, abraçar uma causa qualquer pode ser a receita para o desastre. Não entendeu? Então, vou explicar!

Imagine, por exemplo, que sua marca decida defender a preservação da floresta amazônica, porém, compre matéria prima de um fornecedor que explora a madeira da região. Péssimo, não? Ou então, que você decida defender arduamente o empoderamento das mulheres no ambiente corporativo tendo menos de 10% do seu quadro de colaboradores composta pelo sexo feminino.

Por isso, antes de mais nada, analise os valores da sua empresa com atenção. A partir disso, encontre causas que façam sentido para sua organização. Esse é o fator mais relevante de todo esse processo, afinal, o consumidor precisa perceber de fato o engajamento da sua marca com uma causa para criar uma relação de confiança com ela. 

Segundo ponto é que, ao defender um posicionamento, você precisa estar disposto a, talvez, perder fornecedores e alguns clientes que não compactuam com o seu pensamento. Para empresas que estão no comecinho da operação, isso pode ser um baque e tanto para o faturamento. Seu caixa comporta esse risco?

Por fim, se você está de fato interessado em se posicionar, já existem consultorias no mercado especializadas em fazer toda essa análise, mostrando quais as ações sociais que têm tudo a ver com o que você deseja defender. Assim, você não corre o risco de se posicionar de maneira errada e perder sua credibilidade.

Portanto, é interessante sim “abraçar uma causa”, principalmente porque empresas que decidirem se manter “neutras” podem perder espaço no mercado. Porém, isso deve ser feita de forma estratégica para que sua empresa possa contribuir positivamente para a comunidade em que está inserida, além de, claro, construir uma imagem positiva em seu segmento de atuação. Pense nisso!

*Por Bruna Sant’Anna Froner

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