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O DIGITAL ATÉ PARA OS ANALÓGICOS

Que a crise provocada pelo Covid-19 serviu para transformar inúmeros aspectos na nossa vida, não há dúvidas, principalmente quando falamos sobre os sistemas de saúde e educacional. Se fizermos uma pesquisa rápida, algumas matérias apontam que quase 2 bilhões de estudantes e professores em todo o mundo, não puderam frequentar o ambiente escolar e universitário devido a quarentena. Esse cenário deixa evidente o censo de urgência a adoção da transformação digital devido ao isolamento social.

Essa mudança radical para o ambiente digital trouxe consigo inúmeros desafios e acredito que o maior deles tem sido encontrar soluções que favoreçam a classe com renda mais baixa e que apresentam algumas limitações, como a falta de acesso à internet, de aparelhos, entre outros recursos. Claro que não podemos deixar de mencionar a dificuldade das pessoas que precisam de mais acessibilidade para realizar suas atividades remotamente.

O que percebo é que mesmo diante de todos os entraves na área educacional, muitos educadores têm experimentado diversas ferramentas para conseguir dar continuidade aos ensinamentos. Ao meu ver, mesmo com uma lacuna enorme no que tange a desigualdade social, a pandemia provocou um avanço em um dos setores mais resistentes a adoção da tecnologia – a educação.

Com intuito de minimizar o impacto do coronavírus no ensino brasileiro e disseminar o conhecimento para todo o Brasil, as startups se uniram para proporcionar mais facilidade aos alunos e professores, como foi o caso da Samba Tech,empresa referência em vídeos online, que disponibilizou para as instituições públicas a sua plataforma de hospedagem e a distribuição de vídeos online, de forma gratuita.

Outra startup foi a Qranio, plataforma de aprendizagem, que para estimular o aprendizado de forma lúdica e divertida, ofereceu sua plataforma mobile para que os alunos pudessem continuar suas atividades à distância de forma gratuita até a normalização das aulas.

Na outra ponta, para ajudar os sistemas de ensino e editoras que precisam adaptar seus materiais para o ambiente digital, a Desenrolado, maior produtora de conteúdo digital educacional do Brasil, tem como objetivo melhorar o engajamento dos alunos durante processo de aprendizagem por meio de videoaulas personalizadas, vlog, audiolivro, chats, podcasts, trilhas digitais, dentre outros materiais educacionais. Claro que isso é somente a ponta do iceberg e precisamos de mais iniciativas como essas para que a educação do nosso país evolua e impacte de forma positiva todas as classes sociais. Será que finalmente o Brasil irá adotar o ensino híbrido? Vale ficarmos de olho.

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