semiótica-das-entrevistas

A SEMIÓTICA DAS ENTREVISTAS

Para os profissionais e estudantes de comunicação, a semiótica é um daqueles assuntos que dividem opiniões: uns amam e outros odeiam. Apesar disso, é impossível discordar da importância dessa linguagem no nosso trabalho. Para aqueles que não sabem, ou precisam relembrar, o estudo aborda todos os elementos que consistem em algum significado ou sentido para o ser humano, por meio da comunicação verbal e não-verbal.

A semiótica está nas placas de trânsito que carregam símbolos, nos emojis que usamos nas redes sociais e nas escolhas de iluminação e paletas de cores dos filmes. Todos nós já assistimos as animações da Disney quando criança, mas você já reparou que os vilões são sempre relacionados a cor verde? Isso também é semiótica!

Quando transportamos isso para a assessoria de imprensa, podemos usar seus conceitos para aplicarmos nas entrevistas dos porta-vozes que trabalhamos. Afinal, é nesse momento que sua imagem é avaliada. Pensando nisso, veja alguns itens que devem ser levadas em consideração em uma entrevista:

A roupa que irá usar

Parece clichê falar sobre isso, mas sim, é extremamente importante! A imagem que você pretende passar está relacionada a vestimenta com a qual você se apresenta. Um exemplo simples são as camisetas com personagens de desenhos, que transmitem a imagem de pessoa mais infantilizada. Isso não quer dizer que você precise, obrigatoriamente, usar ternos, mas opte por camisas/camisetas mais neutras.

As cores também carregam significados

O que te faz lembrar a cor vermelha? Normalmente está associada ao amor, energia e urgência, certo? Isso pode ser explicado porquê condicionamos cores a sentimentos. Provavelmente você pensou sobre isso quando fez a identidade visual da sua marca e escolheu sua paleta com base no que gostaria de passar para o público. Então, volte a esse momento e pense sobre qual imagem que você quer transmitir nessa entrevista. Quer se mostrar uma pessoa mais descontraída e alegre? Opte por cores mais quentes. Ou a sua pretensão é se mostrar uma pessoa mais tranquila e passar a sensação de calma? Nesse caso, sua escolha deve ser em tons mais frios.

Atenção com a linguagem corporal

Como falei no início do texto, a semiótica estuda a comunicação não-verbal, e claro que isso também quer dizer a linguagem do corpo. Inconscientemente podemos apresentar sinais que contradizem o que queremos mostrar. Um exemplo disso é quando cruzamos os braços durante a conversa. Essa postura pode indicar uma “barreira” entre você e o público. Mexer as mãos excessivamente ou escondê-las, demonstra que você não acredita no que está dizendo. Precisamos estar sempre atentos ao que nosso corpo está comunicando a fim de passar segurança e entusiasmo.

Por fim, briefing! Aquele documento que todo assessor ama e sempre busca para reunir o maior número de informações possíveis é o que vai te ajudar nesse momento crucial da entrevista. É nele que constam as informações de quem é o entrevistador, para qual público você irá falar e a pauta em questão. Tudo para que você se prepare com antecedência e passe as informações com muita segurança e de forma clara. Enfim, é o documento que irá te preparar para que você pense como usar todos os pontos citados a seu favor e torne essa entrevista um sucesso!

*Por Jéssica Aguiar

COM O FIM DA PANDEMIA, COMO QUE FICAM OS NEGÓCIOS QUE NASCERAM DURANTE ESSE PERÍODO?

Há sete meses mais ou menos, fomos pegos de surpresa pela pandemia provocada pelo novo coronavírus. Desde então, muitas empresas tiveram que reduzir suas equipes, outras fecharam as portas, mas teve uma parcela que se arriscou e mesmo em um cenário de crise, decidiu empreender. Foram diversas startups lançadas durante o isolamento social, seja para ajudar nas vendas remotamente, para auxiliar nos estudos, realizar compras online, fazer atendimento médico, entre outras.

Loucura pensar que isso foi possível, né? Mas alguns empreendedores já consolidados no ecossistema de startups costumam destacar que para ter sucesso em um negócio é preciso ter coragem, encontrar um problema e desenvolver uma solução para ele. Claro que não é tão simples como parece, mas existem pessoas nesse universo que são considerados fora da curva porque têm uma visão diferenciada e não têm medo de arriscar.

Há também aqueles que nunca empreenderam na vida e diante do primeiro obstáculo, procuraram alternativas para continuarem lucrando e não perderem a clientela. Para se ter uma ideia, dados do Portal do Empreendedor do governo federal mostram que o total de registros de MEIs em setembro totalizaram 10,775 milhões. Em março esse número era de 9,788 milhões. Ou seja, o país foi contemplado com mais de 1,3 milhão de novos microempreendedores.

Daqui pra frente o que fica é a dúvida se esses negócios vão continuar ou não prosperando com o fim da pandemia. Na minha visão, sim. Essa situação mudou, e muito, o hábito de consumo da população e também a forma como elas encaravam o ambiente digital. Essas soluções, independente de estarmos em isolamento social ou não, continuarão ativas proporcionando benefícios não só para o dono do negócio como para diversas pessoas. O que será preciso é ficar atento as possíveis adversidades para ajustar alguns pontos no meio do caminho. O que é preciso entender é que o digital veio para ficar e assim como muitos negócios nasceram na pandemia para suprir uma necessidade da população em algumas questões, ele continuará rendendo bons frutos. Vale a pena ficar de olho no que a tecnologia tem para oferecer.

*Por Juliana Gusmão