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CRISE: ONDE ESTÁ O ASSESSOR DE IMPRENSA?

Em inúmeras vezes nos deparamos com situações constrangedoras causadas principalmente por afirmações ditas pelos executivos de grandes empresas durante entrevistas com jornalistas que não eram para ser compartilhadas. Mas, aí você estar perguntando, onde estava o assessor de imprensa? Como isso foi acontecer?

Pois bem, muitas vezes isso pode ocorrer mesmo com o assessor de imprensa acompanhando a entrevista. É claro, que quando nós, na figura deste profissional, participamos deste momento, temos o dever de interceder e tentar minimizar o impacto que isso pode causar. Para isso, usamos algumas técnicas (isso é segredo, óbvio rsrsr). Mas, com certeza, não é uma prática que deve acontecer com frequência, principalmente porque não cai bem para o entrevistado. Às vezes isso não ocorre por mal, mas sim devido a ânsia de querer compartilhar o máximo de conhecimento, algumas informações são dadas como dicas “sem maldade”. Por isso, nós temos que tentar evitar esse tipo de situação.

Para isso, nós sempre enviamos um briefing antes da entrevista para que o porta-voz possa estudar o tema, separar as informações e dados que são importantes e estratégicos para serem compartilhados, conhecer um pouco mais sobre o jornalista e o tipo de matéria que ele escreve e alguns pontos que nós sempre recomendamos que não podem ser ditos, principalmente que não existe “off”.

Pois bem, mas nem sempre uma entrevista sai de acordo com o esperado e muitas vezes o porta-voz acaba passando dados, números, informações que não deveriam ser ditas e a matéria foi publicada, gerando uma enorme crise. O que fazer quando isso acontece? Acima de tudo, em toda e qualquer situação, a transparência é a melhor solução. Seja, do assessor de imprensa, do executivo ou da empresa como um todo. Principalmente nos dias de hoje, as redes sociais podem ser um grande aliado e ao mesmo tempo um inimigo das marcas, pois as informações são compartilhadas de forma muito rápida. Por isso, recuperar uma imagem abalada é muito desafiador e exige algumas estratégias.

Primeiramente, é importante entender o que foi dito de forma errada e buscar maneiras de esclarecer a situação a partir de fatos e argumentos. Depois disso, é fundamental acompanhar as repercussões nas redes sociais e imprensa para responder todas as mensagens e se pronunciar de forma aberta. Além disso, é fundamental que seja feito um comunicado com os dados verdadeiros e mostrar os motivos que levaram esse executivo de compartilhar isso. E, obviamente se coloque à disposição para todos os jornalistas que queira esclarecer esses fatos. O papel do assessor de imprensa é imprescindível neste momento. Ele ajudará a criar a melhor estratégia e a nota de esclarecimento. 

Por fim, posso concluir que independentemente do tamanho e da proporção que uma crise pode ter instaurada dentro de uma empresa, é essencial que os envolvidos se aproximem do seu público para que ele acompanhe todo o processo, seja ágil e certeiro nas respostas nas redes sociais, passe credibilidade e seja transparente com suas ações. Isso fará toda a diferença para minimizar uma crise gerada por uma frase ou colocação mal colocada.

*Por Gabriela Calencautcy

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CUSTOMER SUCCESS PARA ASSESSORIA DE IMPRENSA: COMO ISSO É POSSÍVEL?

Quando falamos sobre resultados, as primeiras evidências que vem à mente de todo gestor são as OKRs, metas, ROI…enfim: números. Mas o ponto aqui é: como medir resultados e aplicar o conceito de Customer Success na área de Assessoria de Imprensa.

Confesso para vocês que essa é uma das minhas maiores missões há alguns anos e ainda não encontrei a fórmula ideal para aplicar para todos os nossos clientes e alcançar um ótimo índice de satisfação. Como citado acima, a disciplina de PR é intangível e nosso trabalho (e consequentemente) entregas não dependem apenas de nosso empenho. Isso porque tratamos de relações humanas, conexões, confiança e, claro, transparência.

Tais itens não são conquistados e mantidos do dia para a noite e, por isso, muitas vezes pode parecer que nosso trabalho é lento e “dinheiro jogado fora”. Isso para os empreendedores que estão à frente de startups é motivo de pânico e crises de ansiedade (o que não ajuda em absolutamente nada, já adianto!).

O que temos feito é rodar, de três em três meses, o famoso NPS (perguntando se indicaria nossa empresa para outros colegas e profissionais e porquê). Mas, mais do que isso, noto que para aplicar o conceito de Customer Success em seu mais profundo “ser” é preciso ir além.

É necessário estar cada dia mais envolvido e presente tanto dentro da empresa que é seu cliente, quanto próximo ao dono/interface/fundador, para entender seu ritmo, suas necessidades e demandas e, claro, sonhos com relação a uma Assessoria de Imprensa.

E é preciso que isso seja feito diariamente. Assim como você só terá resultados satisfatórios no corpo se manter o foco em uma dieta e ir todos os dias à academia, só será possível entender à fundo os problemas de cada cliente se esse contato for diário, com olhos atentos e coração aberto.

Esse processo é fácil?! De jeito nenhum!!!

Ainda mais quando se tem mais de 50 clientes, com perfis completamente diferentes, necessidades específicas, ritmos distintos e focos diversos. Mas é preciso dedicação e carinho para mergulhar em cada um desses microuniversos e entregar, dentro de nossas possibilidades, resultados que brilhem os olhos de cada interface.

Por isso, mais do que nunca, tenho tentado me empenhar nesse processo de aproximação, mesmo diante dos desafios atuais que nos impõem o distanciamento.

Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que esse é meu grande desafio para 2021. E o seu, qual é?

*Por Renniê Paro

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CLIENTES FORA DO BRASIL: A COMUNICAÇÃO NUNCA SE FEZ TÃO NECESSÁRIA!

Já não é nenhuma novidade que este período pandêmico que vivemos tem trazido diversos desafios. Nos âmbitos pessoais e profissionais, fomos forçados a nos adaptar a situações jamais vistas e o baque foi grande. Em meados de março do ano passado, precisamos nos acostumar e ambientar às novas circunstâncias geradas pela Covid-19 sem antes nos questionarem se estávamos prontos para as mudanças. Do nada, saímos de cena e passamos a nos encontrar nas telas.

Em níveis mercadológicos, marcas identificaram a importância de estarem inseridas no ambiente digital e de se conectarem com os usuários de forma efetiva. Se manter uma comunicação frequente e dinâmica com as pessoas é extremamente importante para criar vínculos e sociabilizar, em períodos adversos ela se faz ainda mais necessária. Reconhecer as nossas necessidades e observar quais são os desejos do outro é fundamental nesse processo de reconstrução.

Quem atende clientes fora do país se viu rompendo barreiras. Imagine uma Assessoria de Imprensa que tem parceiros no exterior, dos mais variados nichos e particularidades. Se o setor de atuação desses empresários tiver sido diretamente impactado pela crise do coronavírus, como as áreas de turismo e imigração, por exemplo, há um grande obstáculo a ser superado: como emplacar a companhia na imprensa brasileira de uma forma positiva? Acredite, é possível.

Agir com transparência é o primeiro passo para fortalecer essa união. Apontar as dificuldades e os contratempos nada mais é do que jogar a real com aqueles que estão contando com você e com o trabalho da sua equipe para se destacar na mídia. Fazer uma espécie de mapeamento do setor e mostrar que no atual cenário o olhar dos jornalistas está direcionado para outros assuntos, são atitudes consideráveis para que os clientes não se sintam abandonados.

É dever da agência responsável pela conta de uma empresa desenvolver novas estratégias para divulgação da marca, bem como criar conteúdos interessantes capazes de atrair a atenção dos veículos. Com o lockdown e as medidas de distanciamento social em diferentes estágios no Brasil e no restante do mundo, é fundamental fazer uma inserção no que está acontecendo no país de origem de quem te contratou porque é nesse momento que surgem os insights.

Por outro lado, os clientes têm a obrigação de munir de informações os atendimentos responsáveis por dar visibilidade à instituição de maneira espontânea. E mais que isso: também é dever deles gerar e produzir pesquisas a respeito do seu nicho para dar embasamento e sustentar os materiais que serão trabalhados. Atualmente, para disputar um espaço concorrido na imprensa é primordial ter algum fato relevante para contar. O mais do mesmo ficou para trás.

A melhor forma dessa troca ocorrer é por meio da comunicação. E-mails, aplicativos de conversa, videoconferências, telefonemas… não importa o canal. Transmitir ideias de forma assertiva possibilita que o profissional de Relações Públicas conheça bem o seu negócio, detecte os diferentes públicos e elabore uma ação realista para obter sucesso na jornada. Ter calma é indispensável nesse momento, afinal, coisas boas levam tempo para acontecer. Vamos conversar?

*Por Camila Cechinel

CLUBHOUSE – USAR OU NÃO ESSA REDE SOCIAL?

Com objetivo de propiciar conversas relevantes, o ClubHouse tem sido a rede social do momento. Para participar, o usuário precisa ser convidado para ingressar ao time seleto de comunicadores que podem criar salas temáticas – que englobam até 5 mil participantes – de acordo com os assuntos que consideram relevantes serem debatidos por meio de conversas.

Assim como qualquer rede social, todo conteúdo produzido na internet requer um cuidado especial pela facilidade e agilidade na disseminação. E no ClubHouse não é diferente. Para os empreendedores, essa ferramenta, se bem utilizada, pode ser um grande divisor de águas em seu negócio, pois além de permitir expor seus pontos de vista, promove uma conexão mais ativa com diversas outras pessoas. E essa troca de conhecimento é muito positiva.

Ali, cada pessoa constrói sua relevância pela contribuição que traz para as conversas, tudo isso em tempo real e sem se esconder atrás de uma equipe terceirizada, por exemplo. Ou seja, é uma rede social que requer tempo e dedicação. Para se ter uma ideia do crescimento e capilaridade dessa tecnologia, o ClubHouse tem estudado algumas alternativas para monetizar os conteúdos dentro da ferramenta, seja por meio de parcerias, assinatura, salas exclusivas, etc. Ainda não se sabe como será, mas vale ficar de olho nessa movimentação.

A verdade é que essa rede social rompeu barreiras da impessoalidade instaurada em outros canais. Nós enquanto assessores de imprensa, orientamos nossos clientes para terem parcimônia e total cautela com os debates e comentários ali compartilhados. Afinal, há diversas pessoas entre empreendedores, influenciadores, jornalistas, artistas, etc.. que podem interpretar mal um ou outro comentário ali difundido.

Por fim, procure surfar nessa onda, mas de maneira positiva. Se posicione e incentive conteúdos que de certa forma estejam ligados com seu ramo de atuação. Evite se envolver em polêmicas que podem prejudicar sua imagem e o mais importante, cuidado com a autopromoção, pois nem sempre isso é bem visto pelas pessoas.

*Por Juliana Gusmão

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AS TENDÊNCIAS NASCEM FORA DO BRASIL, MAS ISSO É MOTIVO PARA FAZER TUDO PENSADO NO QUE ACONTECEU NO EXTERIOR?

É fato que a maioria das tendências que surgem em várias áreas no Brasil são copiadas ou inspiradas em iniciativas que já são adotadas em outros países. Isso acontece muitas vezes porque há alguns setores que estão muito mais avançados, como o varejo, saúde, entre outros.

No setor varejista por exemplo, temos visto algumas novidades surgindo que já foi implementado há muito tempo ao redor do mundo, como a interação do online com o offline (omnichannel), live streaming, touchless retail, modelo consumer-to-manufacturer (CTM). 

Mas, isso não deveria ser uma regra e nem poderia ser tão corriqueiro como realmente acontece, já que o nosso país tem um potencial muito grande para ditar tendências e criar soluções realmente inovadoras e inéditas que podem ser facilmente utilizadas em outros locais.

Por isso mesmo que os empreendedores não podem ficar a mercê disso e assim devem estudar e identificar os gargalos do seu segmento para antever uma solução que nunca tivesse sido pensado. E, é obvio que seguindo nessa linha posso afirmar com toda certeza que temos especialistas com know how em diferentes áreas que podem sim desenvolver ferramentas altamente capazes de se tornar referencia em boa parte do mundo. Assim, se eu puder dar um conselho sobre isso eu diria que o Brasil tem uma gama muito grande de startups e CEO´s dispostos a se destacar e fazer a diferença para muitos setores. Por isso, não hesitem em criar, desenvolver, errar, arriscar, pois esse é só o começo para uma trilha de muito sucesso. Não tenha medo de errar!

*Por Gabriela Calencautcy