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NADA DE PONTOS FINAIS…

Já falamos algumas vezes sobre as fases de uma startup do mercado, quais suas necessidades, desafios e, claro, como alcançar novos patamares. O ponto que queremos trazer para o texto de hoje é: será que o sonho de todo empreendedor é chegar ao famoso EXIT?

Após mais de 15 anos atuando como assessora de imprensa de muitas startups, de diversos tamanhos e segmentos, a resposta é: NÃO!

E sim, isso é super ok! Está tudo bem em não sonhar com um exit. Isso acontece porque muitos empreendedores sonham em gerar conexões genuínas, valores e propósitos reais em seus mercados de atuação. Para isso, é preciso imprimir seu DNA na marca, fazer com que os pontos de valores de sua empresa sejam reais e transpareçam para todos os seus stakeholders: colaboradores, clientes e fornecedores.

A questão então, quando você decide que não quer vender sua startup é: como não cair no ‘limbo’? Como não cair no comodismo? Como se diferenciar de seus concorrentes. Em minha opinião só há um caminho: ouvir seus clientes e apostar em inovações.

No universo das startups é possível testar, falhar e corrigir rota de maneira rápida. E acho que esse é o grande ‘pulo do gato’ para quem deseja sair do mais do mesmo e conquistar novos clientes. Atualmente o consumidor está cada vez mais exigente e deseja ser ouvido, portanto, para galgar patamares cada vez mais altos em seu setor, é preciso ouvir atentamente seus clientes, prestar atenção nas inovações do mercado e, claro, não ter medo de testar.

Somente dessa forma sua startup conseguirá chegar a ser líder de mercado, sempre provocando os clientes e entregando valores reais para problemas que eles venham a ter.

Pense nisso 😉

*Por Renniê Paro

SOLUÇÕES QUE TÊM REVOLUCIONADO A INDÚSTRIA

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em cada 10 grandes empresas no Brasil, pelo menos sete usam uma tecnologia digital. Isso mostra o potencial que a indústria 4.0 tem proporcionado para o setor, integrando três principais pilares – capacidade de armazenar conteúdos e informações, integração de novas tecnologias e analisar os dados e identificar as tendências.

E nesse contexto, soluções como Cloud Computing, IoT, Inteligência Artificial, Big Data, entre outras, têm sido essenciais para melhorar a eficiência produtiva das indústrias e aprimorarem a gestão de processos. Durante a pandemia, por exemplo, muitos setores tiveram que se reinventar para continuarem lucrando e operando, e esse foi o caso de algumas indústrias que ainda não haviam aderido a transformação digital.

Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a adoção da Indústria 4.0 tem conseguido oferecer uma redução de aproximadamente de R$ 73 bilhões ao ano para o setor, além de R$ 34 bilhões em ganhos de eficiência, R$ 31 bilhões em redução de custos de manutenção de máquina e ainda R$ 7 bilhões em economia de energia.

Uma movimentação que tem sido bastante frequente é a de grandes empresas e indústrias buscando parcerias com startups para se tornarem mais lucrativas. A Liga Ventures, plataforma de inovação aberta que conecta empresas e startups a fim de potencializar interações e gerar novos negócios, é um grande exemplo de catalisador dessa iniciativa. Ao longo dos anos, auxiliou na implementação de estratégia de inovação aberta nos principais players de diversos setores do mercado brasileiro. Em seu portfólio, soma mais de 250 startups aceleradas e mais de 450 projetos realizados entre essas e grandes corporações.

A empresa também conta com o Liga Insights, iniciativa de pesquisa e inteligência de mercado, cujo objetivo é mapear tendências e startups que estão inovando nos mais variados setores. Já são mais de 30 estudos e vocês podem acompanhar o mapeamento sobre o mercado de indústria nesse link: https://insights.liga.ventures/estudos-completos/industria-4-0-report/ .

Um outro dado interessante de se observar é o da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade que representa o ecossistema de startups. Ela aponta que nos últimos cinco anos, o número de startups aqui no Brasil mais que triplicou. Em 2015, a base mapeada pela instituição computou 1.451 negócios inovadores e em quatro anos (2019), esse número teve um salto de 207%, passando para mais de 13 mil. Dessas, 149 oferecem algum tipo de tecnologia para nicho industrial.

Abaixo listo algumas startups e empresas para ficarem de olho:

  • Universal Robots – Fundada em 2005, a Universal Robots, empresa pertencente a Teradyne, tem como objetivo tornar a tecnologia robótica acessível por meio do desenvolvimento e distribuição de braços robóticos industriais flexíveis e colaborativos (cobots). Com sede localizada em Ondense, na Dinamarca, a empresa possui escritórios regionais nos EUA, Alemanha, França, Espanha, Itália, Reino Unido, República Tcheca, Polônia, Hungria, Romênia, Rússia, Turquia, China, Índia, Cingapura, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, México e Brasil.
  • GaussFleet – Fundado em 2018 pelos empreendedores Denis Alonso, Alexandre Carvalho, Vinicius Callegari e Alan Ribeiro, a GaussFleet é maior plataforma de gestão de máquinas móveis para mineradoras e siderúrgicas, que de forma inovadora utiliza geoprocessamento, telemetria avançada e IoT na gestão de máquinas pesadas dentro de minas e usinas. A startup tem como missão tornar a indústria de base brasileira mais competitiva por meio da tecnologia e algoritmos próprios, de forma desburocratizada.
  • Ledax – Fundada no final de 2014, a Ledax é uma empresa que oferece soluções em economia de energia. Os clientes foco são grandes consumidores de energia, como indústrias, supermercados e clientes comerciais em geral. Suas soluções são customizadas para cada cliente a partir da análise do perfil de consumo. O uso das soluções combinadas da Ledax pode reduzir a conta de energia em mais de 30%.

*Por Juliana Gusmão

QUAIS DATAS SAZONAIS FAZEM SENTIDO PARA MIM?

No decorrer do ano, temos em nosso calendário centenas de datas sazonais e comemorativas que podem ser utilizadas pelas empresas para engajar seu público ou, até mesmo, a mídia. Mas, a dúvida é com relação a quais datas que realmente fazem sentido para o meu negócio?

Pois bem, primeiramente é importante entender e relacionar aquele determinado dia com o público que eu quero atingir, meus valores, o meu mercado e meu universo de modo geral, principalmente porque existe uma gama enorme de datas e você precisa ser assertivo na escolha, caso contrário a imagem da marca ficará desgastada perante os clientes. Olhe para o calendário sazonal e pense no que faz sentido para você!

Sua empresa tem uma cultura inclusiva e vocês trabalham internamente questões sociais? Então, para vocês, faz sentido usar datas como o Dia Internacional contra a Homofobia (17/05) para mostrar para o público o que você tem feito como exemplo a ser seguido. Porém, muito cuidado! Não é porque todos estão falando de uma data que você também precise. Se não trabalha questões como essa internamente na empresa e está fazendo apenas um discurso vazio, falar sobre o assunto pode ser um tiro no pé.

Trazendo para o foco as datas comerciais como Dia das Mães, pais e crianças, por exemplo, que são aproveitadas muito bem pelos varejistas. Estudo o seu público e quais os serviços/produtos que você tem para engajar ações nessas datas. Quando pensamos em divulgar para a mídia, queremos entender o que você faz de diferente e o que isso agrega para o público.

Importante frisar e que você entenda, nosso papel usando sazonalidades não é apenas fazer um catálogo de promoções, isso você pode anunciar em suas redes sociais. Quando você aciona sua assessoria para pautas pontuais como essas, é necessário que você tenha algo de impacto para o jornalista. Olhando para a outra ponta dessa relação, você tem visto o calendário com frequência e instigado seu cliente, assessor? Mais do que ele, você sabe o que a mídia quer ver nesses períodos, chame seu cliente e dê sugestões do que pode ser trabalhado.

Um calendário bem estruturado pode fazer maravilhas para uma estratégia de PR!

*Por Gabriela Calencautcy

experiência do cliente

CLIENTE E EMPRESAS ALINHADOS: APRENDA A OUVIR!

Vamos começar o texto de hoje com a análise de um dado. “76% das companhias acreditam que oferecem uma boa experiência, mas apenas 49% dos consumidores têm essa percepção, segundo Customer Experience Trends 2021″.

Para começo de conversa, esses dados nos mostram o quanto as percepções são completamente distintas, dependendo do ponto de vista. O ponto em questão então é como se manter alinhado com o cliente para que ele tenha a melhor experiência?

Se, por um lado, você acredita que como prestador de serviços você tem entregado a melhor experiência, mas quando consulta seu cliente a resposta é bem diferente, é preciso parar um pouco e analisar, dentro da jornada do cliente dentro de sua empresa, cada ponto e ser capaz de identificar possíveis gargalos.

Muitas vezes criamos uma jornada baseada em nossas necessidades pessoais e achamos que dessa forma conseguiremos sanar as necessidades de todos os clientes. Esse é um dos maiores erros que podemos cometer como gestores.

Por isso, hoje mais do que nunca, é preciso reservar um tempo e HUMANIZAR sua marca. Pare as demandas do dia a dia, saia do automático e pratique um dos exercícios mais complexos que existem: ouça!!

Ouvir é mais complicado do que parece, pois somos treinados a escutar e já bolar em nossas mentes as respostas e, na maioria das vezes, de forma defensiva. Isso só gera ainda mais ruídos nas relações e não resolve nada. Por isso, crie o hábito de ouvir, de coração e mente abertos, as necessidades específicas de cada cliente. Somente assim será possível entender os gargalos, interiorizar os desafios e, se for o caso, propor soluções e novos caminhos.

Acredito que alinhamento de expectativas deve ser algo praticado a todo momento, até porque, desejos e sonhos também mudam com o passar do tempo. Portanto, deixe a preguiça de lado e aposte nesse nosso exercício: OUÇA COM ATENÇÃO e dê um retorno sincero!

*Por Renniê Paro