SOLUÇÕES QUE TÊM REVOLUCIONADO A INDÚSTRIA

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em cada 10 grandes empresas no Brasil, pelo menos sete usam uma tecnologia digital. Isso mostra o potencial que a indústria 4.0 tem proporcionado para o setor, integrando três principais pilares – capacidade de armazenar conteúdos e informações, integração de novas tecnologias e analisar os dados e identificar as tendências.

E nesse contexto, soluções como Cloud Computing, IoT, Inteligência Artificial, Big Data, entre outras, têm sido essenciais para melhorar a eficiência produtiva das indústrias e aprimorarem a gestão de processos. Durante a pandemia, por exemplo, muitos setores tiveram que se reinventar para continuarem lucrando e operando, e esse foi o caso de algumas indústrias que ainda não haviam aderido a transformação digital.

Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a adoção da Indústria 4.0 tem conseguido oferecer uma redução de aproximadamente de R$ 73 bilhões ao ano para o setor, além de R$ 34 bilhões em ganhos de eficiência, R$ 31 bilhões em redução de custos de manutenção de máquina e ainda R$ 7 bilhões em economia de energia.

Uma movimentação que tem sido bastante frequente é a de grandes empresas e indústrias buscando parcerias com startups para se tornarem mais lucrativas. A Liga Ventures, plataforma de inovação aberta que conecta empresas e startups a fim de potencializar interações e gerar novos negócios, é um grande exemplo de catalisador dessa iniciativa. Ao longo dos anos, auxiliou na implementação de estratégia de inovação aberta nos principais players de diversos setores do mercado brasileiro. Em seu portfólio, soma mais de 250 startups aceleradas e mais de 450 projetos realizados entre essas e grandes corporações.

A empresa também conta com o Liga Insights, iniciativa de pesquisa e inteligência de mercado, cujo objetivo é mapear tendências e startups que estão inovando nos mais variados setores. Já são mais de 30 estudos e vocês podem acompanhar o mapeamento sobre o mercado de indústria nesse link: https://insights.liga.ventures/estudos-completos/industria-4-0-report/ .

Um outro dado interessante de se observar é o da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade que representa o ecossistema de startups. Ela aponta que nos últimos cinco anos, o número de startups aqui no Brasil mais que triplicou. Em 2015, a base mapeada pela instituição computou 1.451 negócios inovadores e em quatro anos (2019), esse número teve um salto de 207%, passando para mais de 13 mil. Dessas, 149 oferecem algum tipo de tecnologia para nicho industrial.

Abaixo listo algumas startups e empresas para ficarem de olho:

  • Universal Robots – Fundada em 2005, a Universal Robots, empresa pertencente a Teradyne, tem como objetivo tornar a tecnologia robótica acessível por meio do desenvolvimento e distribuição de braços robóticos industriais flexíveis e colaborativos (cobots). Com sede localizada em Ondense, na Dinamarca, a empresa possui escritórios regionais nos EUA, Alemanha, França, Espanha, Itália, Reino Unido, República Tcheca, Polônia, Hungria, Romênia, Rússia, Turquia, China, Índia, Cingapura, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, México e Brasil.
  • GaussFleet – Fundado em 2018 pelos empreendedores Denis Alonso, Alexandre Carvalho, Vinicius Callegari e Alan Ribeiro, a GaussFleet é maior plataforma de gestão de máquinas móveis para mineradoras e siderúrgicas, que de forma inovadora utiliza geoprocessamento, telemetria avançada e IoT na gestão de máquinas pesadas dentro de minas e usinas. A startup tem como missão tornar a indústria de base brasileira mais competitiva por meio da tecnologia e algoritmos próprios, de forma desburocratizada.
  • Ledax – Fundada no final de 2014, a Ledax é uma empresa que oferece soluções em economia de energia. Os clientes foco são grandes consumidores de energia, como indústrias, supermercados e clientes comerciais em geral. Suas soluções são customizadas para cada cliente a partir da análise do perfil de consumo. O uso das soluções combinadas da Ledax pode reduzir a conta de energia em mais de 30%.

*Por Juliana Gusmão

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