ROTEIRO DE SUCESSO!

Se você já possui ou contratou alguma vez um serviço de assessoria de imprensa, deve ter ouvido a seguinte frase “vocês produzem pesquisas?”. Nós somos adoramos uma boa pesquisa, pois ela nos dá possibilidades diversas de divulgação, como negociar uma exclusiva com um veículo de grande audiência, o recorte de algum dado para fomentar uma sugestão de pauta, um gancho para um encontro de relacionamento com um jornalista estratégico, enfim, todo amor do mundo por essa ferramenta!

Porém, fazer uma análise aprofundada sobre um setor, um grupo ou uma tendência nem sempre é fácil e demanda tempo, uma equipe dedicada e conhecimento de mercado. Muitas empresas, inclusive, optam por realizar parcerias com outras organizações que sejam especializadas no assunto na hora de produzir um material como esse.

Porém, se você está interessado em preparar uma pesquisa, existem alguns pontos chave que devem ser levados em consideração. Primeiramente, é essencial definir o público-alvo e seus objetivos com ele, pois somente dessa conseguimos definir os próximos passos. Nesse primeiro momento, é necessário coletar as informações básicas como faixa etária, sexo, faixa salarial, entre outras. É aqui que vamos entender o perfil dos respondentes.

A partir disso, temos que definir como faremos a coleta de informações. Existem dois métodos comumente utilizados, o primeiro é a metodologia qualitativa, onde o entrevistado pode responder livremente as questões propostas pelo pesquisador, que deve fazer uma análise em relação as opiniões expostas por ele para chegar a uma conclusão. O preceito da pesquisa qualitativa é que não mensurar, é sim levar em consideração cada informação.

O outro método é o quantitativo, que tem por objetivo obter números, como o próprio nome já diz. Normalmente, são perguntas fechadas que tem múltiplas escolhas e facilitam na hora de mensurar os resultados. Essa é a melhor forma de preparar um material para que possamos divulgar, uma vez que são gerados números que nos ajudam a comprovar uma teoria ou uma tendência.

Aqui na PiaR, temos alguns exemplos de empresas que realizam pesquisas incríveis que nos ajudam a embasar matérias, é o caso da NeoAssist, única plataforma omnichannel para atendimento ao cliente do mercado brasileiro, que prepara diversos estudos envolvendo seu setor, e da Konduto, primeira empresa do mundo a monitorar todo o comportamento de navegação e compra de um usuário em uma loja virtual ou aplicativo mobile, que desenvolve levantamentos mostrando como fraudes podem ser prejudiciais tanto para consumidores como para lojistas virtuais.

Com pesquisas de mercado eficazes, além de uma empresa conseguir obter informações valiosas sobre seu mercado, concorrentes, clientes e perspectivas para os próximos anos, também é possível conseguir uma exposição interessante em mídias de grande audiência por meio de sua assessoria de imprensa.

*Bruna Sant’Anna Froner é Relações Públicas formada desde 2009 pela Universidade Metodista de São Paulo, com pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Líder de Núcleo na PiaR Comunicação.

GENTE DEMAIS, ENTENDIMENTO DE MENOS!

Normalmente, quando uma empresa procura um serviço de assessoria de imprensa, está buscando uma maneira estratégica de se comunicar com seus principais públicos de interesse. Muitas vezes, por receio que informações preciosas não sejam passadas para sua agência de comunicação, algumas organizações preferem envolver diversos profissionais nas demandas diárias. Porém, na maioria das vezes, essa prática não é a mais indicada e eu explico o porquê.

Feche os olhos e imagine um grupo com indivíduos com ideias completamente opostas opinando sobre um texto que precisa ser divulgado urgentemente por conta do timing. Agora acrescente a isso uma agenda cheia de compromissos onde cada um desses profissionais só conseguirá olhar esse material quando “sobrar um tempinho”. E por fim, finalize pensando que uma pessoa pode discordar da modificação da outra. Uma loucura, né?

Por isso, para termos um trabalho mais assertivo, o ideal é centralizar a comunicação em uma interface, que ficará responsável por colher informações, validar dados com os respectivos responsáveis, aprovar materiais e outras ações que fazem parte do nosso dia a dia. Isso agiliza, e muito, a nossa rotina, fazendo com que tudo flua melhor. 

Outro ponto importante é tentar centralizar as demandas em apenas um porta-voz. Sim, às vezes não é possível pois cada sócio tem uma expertise diferente ou é responsável por uma vertente diferente dentro de uma organização. Porém, quando estamos em busca do fortalecimento e reconhecimento de uma marca em seu mercado de atuação, fica mais fácil tornar apenas uma pessoa a cara de uma marca.

Afinal, quando pensamos em empresas consolidadas, conseguimos lembrar de seu porta-voz. Por exemplo, quando pensamos na Apple, inevitavelmente lembramos de Steve Jobs, certo? Microsoft remete automaticamente ao Bill Gates, não é mesmo? E como podemos falar no Facebook sem mencionar o Mark Zuckerberg? 

Portanto, é importante buscarmos sempre centralizar as principais demandas em apenas uma interface e em um porta-voz para evitarmos ruídos de comunicação e garantir um trabalho eficiente e assertivo. Acredite, nem sempre mais cabeças pensam melhor que uma!

*Bruna Sant’Anna Froner é Relações Públicas formada desde 2009 pela Universidade Metodista de São Paulo, com pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Equipe na PiaR Comunicação.

COMO MEDIR E INTERPRETAR BONS RESULTADOS?

Diariamente, somos questionados sobre a abrangência de determinados veículos que temos conseguido emplacar algumas matérias. Além disso, há algum tempo, muitos clientes também entraram em contato para saber informações sobre valoração, ou seja, quanto que aquele espaço em que a matéria foi publicada custa.

Posso dizer que aqui na PiaR, nós procuramos avaliar, mensurar e interpretar os bons resultados de diferentes formas. Por exemplo, quando um novo cliente entra na agência, nós traçamos em conjunto qual é o seu propósito de felicidade e em cima disso, sabemos quais são os veículos que conversam, de fato, com seu público. Conseguir sair na mídia que vai impactar em cheio quem consome seu produto, na nossa análise, é considerado um bom resultado.

Além disso, algumas ferramentas tecnológicas permitem que tenhamos acesso a alguns dados que são importantes e mostram o impacto e relevância de uma publicação. Tentamos sempre levantar qual é a audiência dos veículos, exemplares distribuídos, valoração, entre outros. Claro que alguns fatores contribuem para uma boa visibilidade de uma publicação. As tv’s e rádios, por exemplo, tem um poder de disseminação de conteúdo imensurável.

Por fim, acredito que muito além de dados e números, uma boa agência de PR é aquela que entende o objetivo de cada cliente e mostre para ele o valor e relevância dos espaços que conseguimos. Entender qual tipo de notícia o público-alvo de cada um consome facilita na hora de buscar por inserções que tragam credibilidade, endosso e reputação para a marca. Pensem nisso!

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com oito anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Núcleo na PiaR Comunicação.

EXISTE UM VALE DO SILÍCIO BRASILEIRO?

Quem atua, influencia ou mesmo ‘passa por perto’ do ecossistema de startups, já ouviu (e muito) falar sobre o Vale do Silício. Em linhas gerais, é um apelido dado para a região da baía de São Francisco onde são encontradas empresas de alta tecnologia e startups diversas. O vale abrange cidade do estado da Califórnia, como Palo Alto, São Francisco e Santa Clara.

Com a ascendência do ecossistema de inovação e startups em todo o mundo, destaca-se também o Silicon Wadi, em Israel, ocupando o segundo lugar no ranking regiões de aglomerações de indústrias de tecnologia de ponta e startups. Mas e no Brasil, será que temos o nosso ‘Vale do Silício’?

Essa resposta é bem difícil de dar, pois em um país com dimensões continentais como o nosso, limitar a apenas uma região o potencial inovador e de tecnologia que temos, seria menosprezar as milhares de iniciativas nacionais que ‘pipocam’ por todos os cantos do Brasil.

Para ser considerado um polo de tecnologia é preciso ter muito mais que apenas uma quantidade de startups reunidas. É muito mais algo como um mindset de inovação, uma atmosfera que ajuda no desenvolvimento de novos negócios, que possam, de fato, resolver problemas reais.

No interior de São Paulo, por exemplo, temos Piracicaba, Ribeirão Preto, Botucatu e São José dos Campos como “vales do silício brasileiros”. Isso porque essas regiões apresentam, todos os anos, startups e iniciativas aplicadas ao setor de agronegócio, área de relevância sem limites para a economia brasileira.

Belo Horizonte, em Minas Gerais, tem o chamado San Pedro Valley, que surgiu em 2011 e hoje é referência tecnológica para os mineiros, com mais de 200 empresas de diferentes setores. Por outro lado, Santa Catarina também tem o Sapiens Parque, que reúne mil empresas de tech. Ou seja, a resposta para a pergunta desse texto é: NÃO!

Felizmente, pelo menos em minha opinião, não temos apenas um Vale do Silício Brasileiro. Temos muitos, diversos e com aplicações e know how tão distintos quanto complementares. E isso deve ser comemorado! Por isso, devemos continuar incentivando empreendedores, aceleradoras e investidores em todo o mundo para que nossos vales possam se desenvolver ainda mais e ocupar seu lugar no ecossistema de startups no mundo.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é COO na PiaR Comunicação.

LIDERANÇA 4.0

Sabemos que gerir pessoas não é uma tarefa fácil! São diferentes gerações, personalidades, objetivos de vida… enfim, uma infinidade de atributos que fazem com que cada um dentro de uma equipe seja único, exigindo do seu gestor um olhar crítico com o objetivo de entender o que, de fato, o engaja. Porém, uma coisa é certa, com as mudanças de mindset motivadas pela modernização da sociedade como um todo, os métodos de liderança também mudaram.

Hoje, existe o que chamamos de liderança 4.0. Chique, não? Esse conceito mostra como um líder deve atuar para se adequar a esse novo momento. O gestor 4.0 é aquele que inspira. Ousado e criativo, se preocupa em ser muito mais do que aquele que dá ordens, indo além, e trazendo consigo a missão de desenvolver pessoal e profissionalmente sua equipe, trazendo feedbacks construtivos e focados extrair o melhor de cada um de seus colaboradores.

Esqueça aquele chefe impositivo, metódico, engessado. Esse novo profissional veio para derrubar barreiras hierárquicas, buscando sempre conduzir as pessoas por meio da motivação, inspiração e respeito, caminhando lado a lado com sua equipe, botando a mão na massa diariamente. Dirigir pela empatia e não por ego, de forma diferente e humanizada, esse é o objetivo dessa nova forma de gerir.

Claro que essa mudança não está ocorrendo do dia para noite. Porém, sem dúvidas, é uma tendência que veio para ficar. Afinal, as organizações mais avançadas têm percebido (finalmente!) a importância do capital humano para o sucesso do negócio, uma vez que são pessoas que entregam resultados e é impossível para a maioria delas trabalhar feliz, com um chefe ranzinza no seu ouvido esbravejando ordens o dia todo, certo?

Atualmente, existem empresas focadas em auxiliar com a gestão comportamental, facilitando a prática da liderança 4.0. É o caso da Solides, HR Tech especialista em Gestão Comportamental e People Analytics. Eles oferecem ao mercado o software Profiler, que consiste em um teste de perfil comportamental que, por meio de um questionário que pode ser respondido em apenas sete minutos e gera mais de 50 insights sobre um colaborador. Tais dados mostram indicadores sobre estima, como ele lida com pressão, influências, empatia, detalhismo, capacidade de sonhar e muitos outros direcionamentos.

Portanto, compreender como somar habilidades e competências é essencial para tirar máximo proveito das equipes, propiciando o alcance dos melhores resultados. Devemos estar preparados para esse novo momento, focando essencialmente em potencializar pessoas, não somente profissionalmente. Por isso, as empresas também devem se preocupar na preparação e escolha dos seus gestores, focando neste novo modelo.

*Bruna Sant’Anna Froner é Relações Públicas formada desde 2009 pela Universidade Metodista de São Paulo, com pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Líder de Núcleo na PiaR Comunicação.