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BONITO PARA QUEM?

Esse ano tive a oportunidade de trocar ideia com muitos clientes e conhecer melhor a cultura dentro de cada empresa, como se desenvolvem e o que priorizam, principalmente no que tange a cultura organizacional, engajamento e atração/retenção de talentos.

Além disso, estudei um pouco melhor as funcionalidades do Solides Gestão (software de gestão de pessoas) e com a ajuda da Jéssica Aguiar, mergulhamos um pouco mais no universo de Recursos Humanos (águas nunca antes navegadas, confesso).

Uma das coisas que mais me marcou é como uma cultura organizacional sólida e sincera afeta diretamente as pessoas que trabalham em uma empresa. Isso porque, principalmente para as novas gerações, apenas um bom salário já não é suficiente para manter alguém no emprego. As pessoas têm procurado por propósitos, por valores que tenham identificação e, consequentemente, ‘vestem a caminha da empresa’.

Não são poucos os casos que vi e ouvi de empresas que na mídia parecem lindas, que saem em matérias de “somos cool, somos legais” e na verdade o dia a dia é extremamente perverso. Pressões desnecessárias, mudanças de rotas de última hora ou mesmo as chamadas “adaptações” no meio do caminho podem ser sinais ruins para uma empresa.

A máxima antiga da “mas o cliente tem sempre razão” nunca foi tão distorcida (pelo menos em minha opinião). Claro que as impressões e expectativas de um cliente devem ser ouvidas com atenção, mas abrir mão de valores e premissas que tanto se demorou para construir dentro de uma empresa, não devem sequer serem cogitadas de passarem por mudanças porque o CLIENTE QUER! Por isso reforço sempre que é preciso manter a mesma imagem onde quer se que se vá. Não dá para ser uma coisa na vida real, outra no Instagram e outra na mídia. Coerência, transparência e sinceridade sempre foram vencedoras na hora de se conquistar o que quer seja. Pensem nisso!

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é COO na PiaR Comunicação.

ADMIRAÇÃO NÃO É CÓPIA!

Nesse universo de empreendedorismo, o que mais vemos por aí é o lançamento de diferentes startups, soluções tecnológicas e inovações, independente do segmento. Em um ecossistema cheio de empresas que se destacam e empreendedores que são reconhecidos mundialmente, é natural que algumas pessoas tenham seus ídolos e profissionais que admiram e se espelham.

O que temos que tomar cuidado é para não confundir admiração com cópia. O sucesso de um não necessariamente será o mesmo para outro e por aí vai. Mesmo que os objetivos sejam os mesmos – ser referência em seu mercado de atuação ou ser o melhor naquilo que vende ou oferece aos consumidores, entre outros pontos – para chegar no sucesso é preciso saber claramente quais são seus objetivos e ter em mente as estratégias que irá utilizar para chegar até o topo.

Durante os mais de oito anos que estou no mercado de assessoria de imprensa, já atendi diversas startups e empresas dos mais variados tipos e já presenciei empreendedores dizendo “por quê o fulano saiu na capa da Exame e eu ainda não?”; “Meu concorrente saiu no veículo x, mas era para nós estarmos ali porque somos melhores”; A empresa y foi entrevistada pelo Jornal Nacional, mas ele nem sabe tanto assim sobre o mercado”, e por aí vai.

Primeiro de tudo, é preciso fazer um exercício para entender qual assunto foi abordado. Muitas reclamações vêm somente porque o concorrente teve visibilidade na mídia, mas esquecem de analisar se o assunto abordado, de fato, seria interessante para seu negócio. Exemplo: notícias sobre aportes/investimentos dificilmente abordam outros players do mercado; fusões e aquisições; pautas de mercado em que o concorrente abre números de crescimento e faturamento, e você não fala sobre esse assunto, entre outros, são temas que o jornalista irá utilizar somente a empresa mais atrativa.

Acredito que o ponto principal aqui é – você admirar uma empresa, um empreendedor, um investidor ou um mentor, é extremamente saudável, mas não tente ser exatamente como eles. Cada um tem sua essência e criar seu próprio caminho de sucesso é bem mais gratificante do que ser uma réplica de alguém. Pense nisso!

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com oito anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Núcleo na PiaR Comunicação.

TENDÊNCIAS DE PR PARA 2019

Com as mudanças que vem ocorrendo na imprensa, incluindo o fechamento de algumas publicações impressas, o serviço de PR tem sido cada vez mais requisitado e visto como estratégico para as empresas. Segundo a Pesquisa Mega Brasil 2018, que traça um perfil detalhado do cenário de comunicação em atividade no país, a atividade de assessoria de imprensa é responsável por 75% da demanda das agências do segmento atualmente.

Com novas abordagens e ferramentas, as empresas de PR têm buscado se atualizar e propor um plano de comunicação alinhado com as diretrizes das organizações atendidas. Para 2019, temos algumas tendências que vão guiar o nosso trabalho durante o ano. Confira!

  1. Menos release, mais sugestões de pauta

Há alguns anos, preparar um press-release e enviar para um grande mailing era garantia de publicação. Isso mudou, e muito! Com as redações cada vez mais enxutas, o envio de textos prontos por e-mail muitas vezes passa batido pelos jornalistas. Por isso, é importante prepararmos materiais mais estratégicos, como é o caso das sugestões de pauta.

Nesse material, utilizamos dados de mercado para embasar o tema proposto, com opções de entrevistados e como eles se encaixam naquele tema. Com um texto mais simples e objetivo, a ideia é que a sugestão seja desenvolvida a quatro mãos, em uma parceria entre o repórter e o assessor.

  1. Mais que assessores, consultores de comunicação

Antigamente, as assessorias de imprensa apenas divulgavam os materiais propostos pelos clientes, sem questioná-los. Hoje, temos um papel estratégico na comunicação, atuando como consultores e indicando qual é o melhor caminho a ser tomado de acordo com o objetivo da organização atendida.

Nesse contexto, é essencial que você confie no seu assessor e mantenha uma relação de troca de informações com ele. Consulte-o sempre que tiver alguma dúvida e, principalmente, quando houver mudanças dentro da empresa que afetarão diretamente a comunicação com seus públicos.

  1. Menos quantidade, mais qualidade

Ainda falando sobre estratégias, se você contratou um serviço de assessoria há alguns anos, deve ter percebido que gradualmente o número de clippings diminuiu. E isso significa que temos trabalhado menos? De maneira nenhuma! O foco de 2019 será, sem dúvidas, clippings mais qualitativos, em mídias que façam sentido para o cliente, ou seja, em veículos que sejam lidos pelo público-alvo da organização.

Um exemplo prático, não adianta conseguirmos uma grande matéria na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios se os seus clientes leem o Portal Glamour. Vamos focar juntos? Menos é mais!

  1. Integração entre o marketing e a agência de comunicação

A maioria das empresas tem um departamento de marketing, responsável por criar estratégias para aumentar as vendas de um produto ou serviço. Embora seja um trabalho totalmente diferente do feito em PR, o objetivo é o mesmo: agregar valor à sua marca ou consolidar a sua imagem no mercado. Então, por que não aproximar os responsáveis pelo marketing e pela assessoria para um brainstorming mensal? Com certeza, essa ação poderá gerar novos insights para ambas as partes!

  1. Encontros de relacionamento

Sabemos que a agenda dos empreendedores e executivos das empresas é muito concorrida, mas fazer o bom e velho networking nunca é demais. Encontros de relacionamento ainda são imprescindíveis para que os jornalistas conheçam melhor a história da criação de um negócio, diferenciais e planos para o futuro. Pode ser um café ou um almoço, tanto faz, não deixe de comparecer!

Se um jornalista disponibiliza um horário para te ouvir em meio a rotina na redação, pode ter certeza, você e sua empresa são interessantes para ele. O desenvolvimento de uma matéria pode não ser imediato, mas é uma oportunidade de ser lembrado quando surgir uma matéria que envolve o universo em que você atua.

*Bruna Sant’Anna Froner é Relações Públicas formada desde 2009 pela Universidade Metodista de São Paulo, com pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Gerente de Equipe na PiaR Comunicação.

O QUE O BANCO NEON ENSINA PARA O ECOSSISTEMA DE STARTUPS?

*Por Bruno Pinheiro 

Semana passada o ecossistema acompanhou, apreensivo, o desenrolar da crise em uma das startups mais promissoras do Brasil, o Banco Neon. O resumo do acontecimento é simples: o Banco Central liquidou o parceiro da fintech, o que inviabilizou algumas transações bancárias. A comunidade empreendedora do Brasil ficou em suspense durante todo o dia 4 de maio e pessoas saíram a sacar o dinheiro que havia no Neon com medo do que estaria por vir.

O alvo da análise desse texto é mostrar como a transparência do Neon foi fundamental para não abalar sua credibilidade. Em momento algum a empresa negou o problema. De forma nenhuma foram negligenciadas informações a clientes, parceiros e mídia. Prontamente, o Banco Neon fez seu porta-voz dar entrevista a veículos com capacidade de disseminação rápida da mesma mensagem: havia um problema e seria corrigido o quanto antes.

Obviamente, todo o acontecido era um jogo de xadrez: um dia antes do anúncio do Banco Central, o Neon comunicava que recebera um aporte de R$ 72 milhões, o que levantava como dúvida o porquê da fintech estar capitalizada e, ao mesmo tempo, liquidada pelo BC. A comunicação foi assertiva e transparente: a medida do Banco Central era no parceiro, e não na fintech em si, o que já colocava todo o problema como algo solúvel em curto prazo.

Pronto, a tranquilidade já começava a ser sentida, mas havia ainda um elemento complicador: tudo isso aconteceu em uma sexta-feira, quarto dia útil do mês, com um final de semana a frente. Como o Neon agiu? Na segunda-feira pela manhã (7), distribuiu um comunicado de imprensa anunciando seu novo parceiro e colocando o CEO em suas redes sociais, em um vídeo, detalhando o que foi feito desde o comunicado do BC e elogiando o Banco Votorantim, empresa que topou ser o operador do Neon.

Todo o desenrolar do caso mostra um acerto monumental da equipe de comunicação do Neon. Em qualquer momento, seja de crise ou não, a linha mestra da assessoria de imprensa e da comunicação como um todo deve ser a transparência. É preciso aproveitar as oportunidades certeiras de se posicionar, assumir as falhas no processo, dividir as preocupações e  “dar as caras”. Conheço o Pedro Conrade, CEO e founder do Neon, desde 2013 quando ele ainda dava seus primeiros passos no ecossistema. Toda sua condução no caso mostra que ele continua igual: competente, arrojado e resiliente.

Muitas startups contratam assessorias de imprensa sem ter a transparência como parâmetro. Querem divulgar à imprensa apenas aquilo que interessa, não pretendem participar de pautas polêmicas e fogem de qualquer crise. Pois bem, o caso do Neon virou um marco para as startups: quer ter a mesma credibilidade que eles? Passe a encarar comunicação como um asset da sua marca, e não como algo pontual.

Credibilidade se constrói desde o momento zero de uma startup, confiança se conquista com tempo. A mídia vai expor aquilo que é a notícia, seja ela positiva ou negativa. Olhe para o case do Banco Neon como uma regra: dá para fazer branding até em momentos de crise.

*Com 13 anos de experiência em assessoria de imprensa, Bruno já trabalhou no atendimento de contas como BuscaPé, Fox, VivaReal, Qranio, EasyTaxi, boo-box, Samba Tech e Evernote. Já participou de grandes anúncios no mercado brasileiro e conduziu o lançamento de mais de 130 startups nos últimos 8 anos. Bruno Pinheiro é fundador da PiaR Comunicação, assessoria de imprensa de 40 startups no Brasil.

VOCÊ SABE QUAIS FATORES PODEM ACABAR COM SUA ESTRATÉGIA DE PR?

*Por Juliana Gusmão

Esse é um ponto bastante delicado, mas acredito ser importante o debate sobre os fatores que podem acabar com sua estratégia de PR. Quando uma empresa contrata uma assessoria de imprensa, é porque ela precisa e conta com a expertise daqueles profissionais para reforçar o branding e a reputação da marca.

Porém, não seguir à risca todos os direcionamentos e conselhos que nós assessores damos ao longo da parceria, pode ser um tiro no pé. Por que digo isso? Simples! Algumas situações, e até mesmo a postura de alguns empreendedores, podem causar um mal-estar com jornalistas.

Vou explicar melhor. Remarcar muitas vezes uma entrevista pode soar que você não está nem aí para a matéria e para o profissional que está “do outro lado do balcão”. Ou seja, ele também reservou um tempo da sua preciosa agenda para conhecer melhor seu negócio e quando desmarcarmos muitas vezes passa a percepção de falta de comprometimento e até cria uma dúvida na cabeça do profissional.

Mentir para o jornalista e passar dados que não coincidem com a realidade do seu negócio não é praticável. Isso porque ele corre atrás das informações e faz apurações para saber se aquele dado realmente está correto. Se por ventura você resolver aumentar, só um pouquinho que seja, o faturamento ou qualquer outro dado e o jornalista descobrir, além dele não dar a matéria prevista, ele também não irá te procurar mais como fonte. Falar sempre a verdade é primordial para que o relacionamento cliente/ imprensa dê certo.

Outro ponto que considero muito importante é a questão da exclusiva. Quando prometemos passar com exclusividade uma informação para o jornalista, você não pode, em hipótese alguma, postar a notícia nas redes sociais ou divulgar para um grupo de amigos. Se a informação vazar e o jornalista souber, queimamos o contato e é uma porta que se fecha para futuras pautas sobre seu negócio.

Por fim, mas não menos importante, quando prometemos enviar materiais ou uma informação, por mais simples que seja, devemos cumprir. O jornalista fica na expectativa de receber o material para finalizar sua apuração e quando isso não ocorre, é um laço de confiança que se quebra. Por isso, vale a pena seguir fielmente todas as dicas da sua equipe de PR para que a relação com a imprensa não se perca e seja a mais próspera possível.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.