COMUNIDADE-DE-STARTUPS

COMUNIDADES DE STARTUPS: FORTALECIMENTO DE LAÇOS NO ECOSSISTEMA!

Já falamos aqui, em outras oportunidades, do que são, como funcionam e a importância das Comunidade no ecossistema de inovação e startups no Brasil. Somente da região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo), temos 4776 startups ativas, segundo a Associação Brasileira de Startups.

Quando dividimos por Estados, temos 65% das startups em São Paulo, 19% em Minas Gerais e Rio de Janeiro e 2% no Espírito Santo. Se nos aprofundarmos ainda mais nesses números e observamos as cidades de destaque, teremos: São Paulo (46%), Rio de Janeiro (12%), Belo Horizonte (10%), Campinas (2%), Uberlândia (2%) e Juiz de Fora (1%).

O Nordeste tem ganhado força com seus polos tecnológicos também. Atualmente são 577 startups ativas, sendo 27,2% na Bahia; 16,6% no Ceará; e 10,7% na Paraíba. Os modelos de negócios que se destacam são SaaS (40,1%) e Marketplace (22%).

A região Sul concentra 1704 empresas desse tipo, sendo que 8,7% delas são EdTechs, 8,1% Agritechs e 5,1% de Saúde e Bem-Estar. As cidades com mais destaques em iniciativas inovadoras são Porto Alegre (21%), Curitiba (16,6%) e Florianópolis (10,8%).

O Centro Oeste também tem chamado a atenção de olhares atentos às inovações que o ecossistema de startup proporciona. Ao todo são 562 startups e Brasília concentra 37,1% desse total de empresas. Em seguida, temos Goiânia e Cuiabá, com 27,1% e 11,3%, respectivamente. Por fim, temos a força que vem do Norte, com 332 startups ativas na região. Desse total, 36% estão em fase de Operação; 34% em Ideação e 26% Tração.

Enfim, listei todos esses números para demonstrar o quanto as comunidades de startups têm crescido no Brasil e o quanto elas são importantes para fortalecer os laços entre empreendedores de uma mesma região, criando vínculos estruturados e que façam sentido para contribuir para a evolução de todo que orbitam nesse mundo tão inovador.

*Por Renniê Paro

UNICÓRNIOS-NO-BRASIL

POR QUE UNICÓRNIOS ESCOLHEM O BRASIL PARA EXPANDIR?

O termo unicórnio tem se tornado constante em nosso dia a dia. Nos últimos anos, várias empresas atingiram o valor de mercado de mais de U$ 1 bilhão com um modelo de negócio escalável. No início desse ano, por exemplo, a Loft, especializada em venda e reforma de imóveis, foi a mais recente startup a entrar nesse mundo seleto.

Segundo uma pesquisa realizada pela CBInsights, plataforma de inteligência de mercado de tecnologia, em janeiro de 2019 já existiam mais de 325 unicórnios no mundo. Ao todo, são 16 fundadores entre os brasileiros e esse número tende a crescer, segundo o levantamento feito pelo Distrito em parceria com a KPMG.

Para quem não acompanhou as movimentações no final do ano passado, o Brasil foi o país escolhido pelo unicórnio asiático Lalamove, plataforma online de soluções em entregas que conecta usuários e empresas a motoristas parceiros, para expandir sua atuação e empoderar ainda mais a comunidade local por meio da entrega no mesmo dia, de forma rápida e simples.

Para os empreendedores, o Brasil é considerado uma das maiores economias do mundo e muito similar aos mercados que já operam. Eles entendem que os desafios são muitos, mas acreditam que pelos processos ainda serem manuais e analógicos nesse mercado, há um leque de oportunidades para ajudar a moldar esse segmento.

Apesar da lenta recuperação da economia local, o país tem se mostrado mais maduro não só por ter diversas startups que se tornaram unicórnios, mas por ser um polo de inovação que vem crescendo consideravelmente. Temos regiões que são fortes no desenvolvimento de novos negócios, as mídias passaram a compreender melhor o propósito de cada empresa e a olhar com carinho esse ecossistema. Até mesmo os governantes têm visto essas inovações com outros olhos e investido verbas para capilarizar bons negócios.

Temos aí um oceano azul para ser explorado!

*Por Juliana Gusmão

2020 A MIL POR HORA

Ano passado foi um período intenso. Passei 40% das semanas do ano viajando, seja para fazer palestras, ministrar workshop, participar de eventos ou em reuniões com clientes e prospects. Essa loucura de 44 mil quilômetros viajados me proporcionou observar de perto o ecossistema de startups e inovação e, mais do que isso, enxergar como estão as comunidades espalhadas pelos quatro cantos do Brasil.

A resposta para isso é “maturação”. Quanto mais os unicórnios aparecem, mais a corda da inovação é esticada, mais os ecossistemas locais passam a se mover, motivar, unir, compartilhar, crescer. E esse é um moinho que não pode parar. O mercado brasileiro de startups anda cinco anos em um e atingiu uma maturidade incrível, seja para valer um bilhão de dólares, seja para estimular a criação de novas startups. Essa necessidade de fazer 5 anos em um é para eliminar o gap de inovação que nos prendeu no limbo dessa área por anos a fio, enquanto países como Estados Unidos, Israel e China nadavam de braçada.

Como manter esse moinho se movendo sem depender de outros unicórnios surgindo? Essa é a resposta que líderes de comunidade, expoentes do mercado de startups, gente que já fez exit e a pessoas que lideram associações devem se perguntar todos os dias, como forma de manter 2020 a mil por hora.

Esse ano promete ser de mais uma reforma no governo (a administrativa) e isso anima mercados, atrai investimentos e estimula o empreendedorismo. Espero, sinceramente, que não só os unicórnios, mas as pessoas que estão na dianteira do ecossistema entendam a relevância e a responsabilidade de seu papel – e que elas compreendam a necessidade de preparar e estimular mais pessoas para tomarem essa frente.

*Por Bruno Pinheiro

EXISTE UM VALE DO SILÍCIO BRASILEIRO?

Quem atua, influencia ou mesmo ‘passa por perto’ do ecossistema de startups, já ouviu (e muito) falar sobre o Vale do Silício. Em linhas gerais, é um apelido dado para a região da baía de São Francisco onde são encontradas empresas de alta tecnologia e startups diversas. O vale abrange cidade do estado da Califórnia, como Palo Alto, São Francisco e Santa Clara.

Com a ascendência do ecossistema de inovação e startups em todo o mundo, destaca-se também o Silicon Wadi, em Israel, ocupando o segundo lugar no ranking regiões de aglomerações de indústrias de tecnologia de ponta e startups. Mas e no Brasil, será que temos o nosso ‘Vale do Silício’?

Essa resposta é bem difícil de dar, pois em um país com dimensões continentais como o nosso, limitar a apenas uma região o potencial inovador e de tecnologia que temos, seria menosprezar as milhares de iniciativas nacionais que ‘pipocam’ por todos os cantos do Brasil.

Para ser considerado um polo de tecnologia é preciso ter muito mais que apenas uma quantidade de startups reunidas. É muito mais algo como um mindset de inovação, uma atmosfera que ajuda no desenvolvimento de novos negócios, que possam, de fato, resolver problemas reais.

No interior de São Paulo, por exemplo, temos Piracicaba, Ribeirão Preto, Botucatu e São José dos Campos como “vales do silício brasileiros”. Isso porque essas regiões apresentam, todos os anos, startups e iniciativas aplicadas ao setor de agronegócio, área de relevância sem limites para a economia brasileira.

Belo Horizonte, em Minas Gerais, tem o chamado San Pedro Valley, que surgiu em 2011 e hoje é referência tecnológica para os mineiros, com mais de 200 empresas de diferentes setores. Por outro lado, Santa Catarina também tem o Sapiens Parque, que reúne mil empresas de tech. Ou seja, a resposta para a pergunta desse texto é: NÃO!

Felizmente, pelo menos em minha opinião, não temos apenas um Vale do Silício Brasileiro. Temos muitos, diversos e com aplicações e know how tão distintos quanto complementares. E isso deve ser comemorado! Por isso, devemos continuar incentivando empreendedores, aceleradoras e investidores em todo o mundo para que nossos vales possam se desenvolver ainda mais e ocupar seu lugar no ecossistema de startups no mundo.

*Por Renniê Paro

CRESCIMENTO DO MERCADO DE FINTECHS NO BRASIL

De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), ao todo são mais de 473 fintechs mapeadas pela entidade. Com um propósito de oferecer inovação ao mercado financeiro, essas startups têm papel importante – desburocratizar o setor e facilitar o acesso ao crédito.

Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apontou que com a crise econômica que se instaurou no país, 72% dos brasileiros repensaram a forma como lidam com suas finanças. Mas a pergunta que fica é – Qual o real impacto das fintechs no mercado de crédito?

Com a chegada da geração Y no mercado, por exemplo, o uso da tecnologia se tornou cada vez mais constante no dia a dia desse público. Isto é, muitas atividades que antes eram feitas de forma presencial, passaram a ser efetuadas por meio de aplicativos ou plataformas, tudo de forma digital e sem burocracia. Com o mercado de crédito, não é diferente. Abaixo listei algumas que vale ficarmos de olho:

Geru – é primeira e maior fintech de empréstimo online do Brasil. Está no mercado desde 2015, concedendo crédito pessoal e realizando operações 100% online e sem garantia, tudo isso com objetivo de proporcionar praticidade, transparência e segurança aos seus clientes. Para se ter uma ideia, a startup disponibiliza valores de R$ 2 mil a R$ 50 mil por meio de serviços totalmente digitais com taxas mais acessíveis, diferentemente dos métodos tradicionais e burocracia dos bancos tradicionais. Com uma análise que engloba mais de 300 variáveis a partir de diversas fontes de informações, a análise de crédito acontece em poucos minutos. Vale ficar de olho no movimento que a fintech tem feito no mercado;

BizCapital – focada totalmente em ajudar os pequenos e médios empreendedores a terem acesso ao crédito de forma prática, rápida e segura, a fintech possui um sistema automatizado de avaliação de crédito que é capaz de analisar e ranquear cada pedido em minutos. Tudo isso é possível devido à integração que a startup tem com mais de mil fontes de variáveis, publicas e proprietárias. Além disso, pensando na saúde financeira de cada empreendedor que solicita empréstimo por meio da BizCapital, a empresa lançou o BizReport, um relatório com os dados colhidos na hora da avaliação de crédito, como: atividade econômica, posição de mercado, score, presença digital, entre outros.

Claro que não podemos deixar de observar a movimentação de outras grandes fintechs do mercado, como Nubank, GuiaBolso, Neon, Creditas, entre outros. Afinal, é um segmento que está em constante evolução e vale a pena acompanharmos tudo que essas startups têm proporcionado aos seus clientes. E aí, será que teremos mais novidades vinda desse ecossistema?

*Por Juliana Gusmão