PRIMEIROS PASSOS EM PR

*Por Renniê Paro

30, 60 e 90 dias! Tá aí um bom termômetro para quando você começa a se aventurar pelo mundo das Assessorias de Imprensa. Esse período pode te mostrar o que esperar de sua agência de PR e como você conseguirá avaliar as entregas de PR.

Nos primeiros dias, é essencial você entender a importância de um onboarding bem feito! Por isso, tire um tempo razoável para explicar “tim tim por tim tim” o que é sua startup e como vocês atuam no mercado. Ainda mais relevante é ter definido em sua cabeça: qual é seu objetivo com PR (se for vendas ou aumento de downloads, melhor desistir) e quais são as personas de seu produto/serviço.

Somente com essas informações sua equipe de PR poderá começar a traçar planejamentos e ações de divulgações para conseguir entregar aquilo que você espera e precisa.

Agilidade, de ambos os lados, também é fundamental para que o trabalho seja bem realizado. Nenhum material sairá para divulgação sem o seu OK final, portanto quanto mais você demora para dar retornos para sua agência, mais demorados serão os resultados.

Outro ponto, controle sua ansiedade. Eu sei que quando contratamos um serviço, queremos ver resultados o mais rápido possível. Mas comunicação é um processo, é um trabalho de formiguinha mesmo, onde criamos pontes entre sua marca e a imprensa, portanto paciência é fundamental para construir relacionamentos que sejam duradouros.

Último item para você que está começando: administre suas expectativas. Se você contrata uma agência de PR e só pensa em dar entrevistas ou ter uma matéria no Fantástico, por exemplo, é melhor repensar e conversar com a equipe de PR para entender o que é, ou não, possível fazer com sua marca na imprensa. Afinal, nem todo conteúdo é para TV ou uma grande matéria. Pense nisso 😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

PARCERIA ENTRE ASSESSORIAS CONCORRENTES

*Por Renniê Paro

Quando você ouve a palavra “concorrentes” automaticamente vêm à mente alguém que joga “contra você”. Mas nem sempre isso é verdade.

No mundo das assessorias de imprensa não há tanta competição quanto se pensa (pelo menos não entre as agências “gente boa” rs). Nós aqui na PiaR gostamos e até incentivamos que sejam criadas as chamadas Pautas Casadas, ou seja, quando colocamos duas ou mais startups que tenham serviços, produtos similares ou complementares para que a pauta ganhe força e chame a atenção do jornalista.

Quando temos casos aqui dentro de casa, ótimo. Mas quando não temos, porque não ligar para a assessoria da startup que queremos colocar na pauta e sugerir uma ação conjunta? A receptividade das outras agências é, em 99% dos casos, positiva e surte efeitos positivos para todos.

Gostamos dessa prática primeiro porque acreditamos que há espaço para todos (clientes, assessorias, pautas…) e que juntos somos mais fortes. Não há porque se blindar e parecer intocável ou evitar falar com as outras agências e startups.

O ecossistema é extremamente rico e se todos baixarem a guarda, ele pode ser sempre aprimorado. Por isso, não tenha medo de propor uma pauta casada, ligar para o colega de PR e unir esforço em prol de algo maior que nosso ego jornalístico.

😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

CASE PIAR – COMO ALGUMAS AÇÕES MELHORAM O RENDIMENTO DOS COLABORADORES?

*Por Juliana Gusmão

No texto de hoje decidi escrever sobre uma atividade que implementamos aqui na PiaR e tem trazido um retorno bastante positivo – o bate-papo com jornalistas de diferentes veículos de comunicação. Essa dinâmica permite que nossos colaboradores entendam o dia a dia do profissional e também sua rotina de trabalho.

Já recebemos aqui os jornalistas da Reuters, produtor da TV Globo, de um grande portal de propaganda e marketing, da Exame, entre outros, e eles puderam compartilhar suas experiências e também dar dicas de como podemos melhorar nossa abordagem e venda de pauta. Essas informações têm sido de grande valia, pois nos ajudam a aperfeiçoar nosso pitch com os jornalistas, criar pautas mais criativas e até mesmo a identificar o que, de fato, é relevante para cada veículo.

Claro que tem outro elemento muito importante nessa dinâmica – o relacionamento. Embora tenhamos contato com muitos profissionais do mercado, quando passamos a conhecê-los pessoalmente e a nos interessar pelo seu universo, a percepção muda completamente e ele torna-se um aliado fundamental, um parceiro.

Como atendemos startups de diversos segmentos aqui na empresa, entender a linguagem de cada veículo e o que “encanta os olhos desses profissionais”, corrobora positivamente para o nosso trabalho e faz com que identifiquemos as pautas que nossos clientes podem se encaixar. No final, se o trabalho for bem feito, todos saem ganhando – nós, os jornalistas e também os clientes.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.

O QUE É MEDIA TRAINING E O QUE VOCÊ PODE APRENDER COM ELE?

*Por Renniê Paro

Antes de abordarmos o que é possível aprender em um Media Training, vamos defini-lo. O Media training é um treinamento sobre como se portar e o que abordar, ou não, quando em contato com a imprensa, independente de seu modelo (TV, rádio, jornais, sites, revistas, etc).

O Media Training tradicional era realizado com a contratação de um jornalista de grande veículo, se tirava o porta-voz da empresa, gravasse toda a conversa e depois mostrava para o entrevistado, corrigindo e regravando o material até ele acertar o melhor caminho. O que acontece, nesses casos, é que é um processo caro e que toma praticamente um dia todo (tempo e custos que poucas startups têm).

Por isso, hoje atuamos com um ‘mini’ Media Training. Vamos até as startups, reunimos os porta-vozes e começamos uma apresentação simples e direta. Nela abordamos: o que é assessoria de imprensa e seu papel junto ao jornalista; porque é importante atender a imprensa, independente de seu porte ou região de atuação; OFFs; contatos têm hora; respeito ao trabalho do jornalista; entender o que é notícia; não se oportunista de mídia; como colocar-se no lugar do jornalista para entender seus problemas e ajuda-lo; além de dicas básicas de boa educação, ética e cordialidade.

Nesse processo é imprescindível que você, empreendedor, participe e tire todas as suas dúvidas. Não tenha receio algum de perguntar e tentar aplicar os pontos demonstrados em exemplos práticos que possam acontecer em situações reais diante de um jornalista.

Ficou interessado e quer entender melhor como é um Media Training? É só nos chamar para um papo 😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

DINÂMICA DE UM ENCONTRO DE RELACIONAMENTO

*Por Juliana Gusmão

Marcar encontros de relacionamento é uma prática muito comum das assessorias de imprensa. Mas você sabe qual estratégia está por trás dessa dinâmica? Claro que conversamos com os jornalistas todos os dias e apresentamos as novidades da empresa, mas quando agendamos um bate-papo com um profissional específico, nada melhor do que o empreendedor contar sobre sua trajetória e o propósito da sua empresa.

Antes de tudo, é importante alinharmos as expectativas. Se encontrar com um jornalista de um veículo importante não nos dá a garantia de que ele irá publicar uma matéria após o almoço ou o café. O objetivo, antes de tudo, é firmar um relacionamento, como o próprio nome diz, e não sair do encontro com uma matéria fechada. Claro que durante a conversa o profissional pode encontrar um gancho interessante para uma reportagem, mas é bacana deixarmos claro o propósito desses convites.

Geralmente essa dinâmica engloba você falar sobre seu negócio, sua carreira empreendedora, o que te levou a criar sua empresa, mostrar o crescimento do mercado, apresentar cases de sucesso, entre outros pontos. Muitas vezes, dependendo do jornalista, falamos bastante sobre faturamento e perspectivas para os próximos anos. Por isso, esteja sempre preparado.

Outro ponto que consideramos de extrema importância – “não solte informações que não podem ser divulgadas”. Sim, isso já aconteceu algumas vezes e gerou um mal-estar enorme quando o jornalista resolveu publicar uma matéria e mencionou tais informações. Entendemos que muitos empreendedores ficam ansiosos e na expectativa de se saírem bem durante o bate-papo. Porém, tal ansiedade muitas vezes pode ser prejudicial ao negócio.

Por fim, quando seu assessor comentar que conseguiu um encontro de relacionamento com determinado jornalista, procure adequar sua agenda para atendê-lo. Esses profissionais estão cada vez mais requisitados e aproveitar a brecha na sua agenda é essencial para fazer do seu negócio conhecido e se aproximar de quem poderá escrever algo sobre você e seu mercado de atuação.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.