ARTIGOS NÃO FALAM SOBRE SUA EMPRESA. ENTENDA MELHOR…

*Por Renniê Paro

Releases, sugestões de pautas, notas, comunicados oficiais, encontros de relacionamento…se você acompanha o Ninho de Jornal, é nosso cliente ou contratou outra agência de PR, aposto que já cansou de ouvir esses termos. Como falamos inúmeras vezes, essas são algumas das ferramentas que utilizamos no dia a dia. Às vezes individualmente, às vezes integradas…enfim, depende de cada estratégia de divulgação.

Porém, tem uma delas que sempre chama atenção e gera uma certa confusão: o artigo de opinião. Esse é um material muito aplicado por nós, aqui na PiaR, e acreditamos ser uma das melhores estratégias quando o foco é transformar um porta-voz em referência em seu segmento de atuação.

A grande confusão quando falamos de artigo é que muitos empreendedores naturalmente querem destacar as ações de suas empresas, quando na verdade, o enfoque de um artigo deve ser o MERCADO de atuação e não sua startup. Por isso, listo aqui alguns pontos que devem ser levados em consideração quando o assunto é um artigo:

– Como o próprio nome diz, é um artigo de OPINIÃO. Portanto, ele precisa ser pessoal e em primeira pessoa. Além disso, você precisa expressar um ponto de vista sobre determinado assunto;

– Dados do mercado abordado sempre ajudam a melhorar o texto. Portanto, faça uso de informações de entidades de classe para mostrar a robustez do nicho que está sendo falado e depois complemente com o que você acredita que seria o mundo ‘ideal’ no setor, por exemplo;

– Como é um artigo, fica muito ‘jabazeiro’ (ou seja, meio forçado) ficar falando do quanto sua startup é legal. O correto é não citar sua empresa e se deter ao problema/solução/tendência do mercado abordado. Sua empresa será citada sempre na assinatura

Enfim, essas são pequenas dicas de como aproveitar melhor um artigo. Por último, quero destacar: nunca subestime o poder desses textos. Sei que em um primeiro momento podem parecer improdutivos e sem resultados efetivos, mas pode ter certeza que com o tempo seu nome terá se tornado destaque entre os especialistas do setor. Pense nisso 😉

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

EXPERIÊNCIA É A CHAVE DO NEGÓCIO!

*Por Juliana Gusmão

Compartilhar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, é muito importante para conseguir alavancar não só os seus negócios, mas também contribuir com outros empreendedores. Quem nunca se inspirou na história de um empreendedor para criar coragem e tirar seu projeto do papel?

Isso é comum no segmento das startups, por exemplo. Muitos profissionais são fontes de inspiração e dão até palestras com diversas dicas para auxiliar quem deseja investir nesse mercado ou criar algo inovador. Porém, para que essa troca seja produtiva, não se esquive de falar sobre o que não deu certo.

Dividir com as pessoas suas experiências ruins também é importante para o crescimento profissional de todos. Orientar para que elas não cometam os mesmos erros e sigam por caminhos diferentes é essencial para te tornar referência.

Outro ponto que considero importante é que essa prática de compartilhamento de conhecimento te coloca em outro patamar profissional. As pessoas não te veem somente como dono da empresa “x”, mas sim como aquele que colabora para o ecossistema de empreendedorismo no país. Além do seu negócio em si, algumas atitudes te diferenciam dos seus concorrentes no mercado, e dividir experiências é uma delas.

Por fim, não guarde para si o que pode contribuir com uma imensidão de pessoas. Em uma época onde a grande maioria está ávida por novos conhecimentos, a troca de informação é considerada “rei”.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.

Rádio: a mídia pouco explorada

*Por Bruno Pinheiro 

Sim, o rádio! Vamos falar dessa mídia que nasceu no Brasil, oficialmente, no dia 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do País, com a transmissão da fala do presidente Epitácio Pessoa, na inauguração da radiotelefonia brasileira.

Em uma era digital, onde vemos muitas notícias de jornais e revistas sendo fechadas (e isso é algo desanimador), muitos empreendedores se esquecem do poder que esse meio tem de alcançar um público fiel e cativo e que pode impactar positivamente nas estratégias de comunicação. Por isso, deixo aqui um apelo: é preciso deixar de lado o preconceito sobre o rádio, o achando arcaico e fadado a sumir.

Segundo uma lista do Ministério das Comunicações, em 2011 existiam 9.973 licenciados a executar os serviços de radiodifusão nas áreas educativa e comercial e 4.377 rádios comunitárias outorgadas. Claro que de lá para cá esses números devem ter aumentado. Além disso, existem hoje rádios por meio de streaming, fator que amplia ainda mais a atuação desse meio.

Não sei vocês, mas eu, particularmente, tenho o hábito de ouvir rádios de notícias pela manhã, enquanto vou para a agência. Isso abre um leque incrível de possibilidades para pensar em novas pautas, conhecer programas ou apresentadores que ainda não faziam parte do meu cotidiano, e até mesmo entender a linguagem de cada dial.

Caso você, CMO, CEO ou fundador da uma startup, não tenha o costume, sugiro que desligue um pouco o bluetooth do seu rádio e deixe as estações ditarem o ritmo. Você irá se surpreender com a diversidade e impacto que essa mídia pode ter para seus negócios.

Ah, tenho algumas boas notícias:

– Não, o rádio não irá sumir, como gostam de gritar aos quatro ventos alguns pessimistas de plantão;

– O rádio, que não é bobo nem nada, tem se adaptado aos novos modos de consumo de informação, passando a acompanhar as tendências tecnológicas. Ou seja, o streaming chegou para ficar;

– E a última, mas não menos importante: é crescente o número de produtores, apresentadores e programas interessados em entender mais sobre o ecossistema de startups, principalmente quando elas oferecem soluções que impactem positivamente a vida das pessoas comuns.

Por isso, voltando ao título desse artigo, quando for reunir sua equipe de assessoria de imprensa, marketing, redes sociais e publicidade (ou seja, todo o time de comunicação), não esqueça de incluir o bom e velho rádio nas estratégias. Dessa forma, você conseguirá ampliar o número de veículos que podem ser abordados e, claro, pulverizar cada vez mais a mensagem de sua startup.

 

*Com 13 anos de experiência em assessoria de imprensa, Bruno já trabalhou no atendimento de contas como BuscaPé, Fox, VivaReal, Qranio, EasyTaxi, boo-box, Samba Tech e Evernote. Já participou de grandes anúncios no mercado brasileiro e conduziu o lançamento de mais de 130 startups nos últimos 8 anos. Bruno Pinheiro é fundador da PiaR Comunicação, assessoria de imprensa de 40 startups no Brasil.

TIME ALINHADO, ENGAJADO E COM OBJETIVOS BEM DEFINIDOS = SUCESSO

*Por Renniê Paro

Time alinhado, engajado e com objetivos bem definidos = sucesso.

Sim, essa é a “receita do sucesso”, se é que posso assim dizer, para que uma equipe de PR possa gerar bons resultados.

Definir quais são os objetivos de uma startup com ações de assessoria de imprensa é o primeiro passo para que todas as estratégias sejam desenvolvidas de maneira estratégica. De nada adianta sua equipe de comunicação estar focada em falar de como ganhar dinheiro online, se seu time comercial está focado em soluções para o setor de educação, por exemplo.

Por isso, reuniões, calls, sinais de fumaça…são fundamentais para que todos estejam na mesma página e possam, juntos, impactar positivamente sua empresa, seja em termos de vendas ou branding.  Outro ponto importante nesse sentido é que não é inteligente mudar seus objetivos ou posicionamentos há cada 15 dias. Isso, além de ser desgastante para todos os envolvidos, é também um péssimo indício para a imprensa. Afinal, quem não sabe o que quer/ou é, não chega a lugar algum.

Trabalhando há quatro anos com startups, sei que tudo muda muito rápido e nós, como agência especializada, conseguimos nos adaptar bem a esse ritmo. Mas é importante “dar um tempo” para sentir os resultados e retornos de mídia. Que tal um plano por trimestre e depois uma avaliação do que deu, ou não, certo?

Somente assim será possível criar uma unidade de comunicação, com um time engajado, alinhado e focado em objetivos claros e alcançáveis.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

EQUIPE UNIDA É SIGNIFICADO DE SUCESSO

*Por Renniê Paro

Sei, e já cansei de ver, milhares de amigos comentando que fazem hora extra, trabalham além do esperado, levam serviço para casa ou ficam online 24 por 7 no celular, pois não podem deixar seus clientes sem resposta. Afinal, a competição é grande e desleal por uma vaga, não é mesmo?!

De verdade, não acredito muito nesse modelo. Para ser bem sincera, como costumo ser em meus textos e dia a dia, atitudes como as que citei acima demonstram o contrário. Me parece que a pessoa “procrastinou” o dia todo e o trabalho se acumulou no final do dia (daí as horas extras), ou que ela não tem segurança e autonomia para posicionar seu cliente de tal forma que ele não possa esperar até às 9h no dia seguinte por um retorno.

Por isso, todo o trabalho que desenvolvo na PiaR com minha EquipePi (nosso apelido carinhoso) é todo nesse sentido. Não quero ninguém levando trabalho para casa ou trabalhando até tarde. Já passei por isso e é desgastante e o resultado é apenas o sentimento de frustração (por mais que você faça, nunca é o suficiente).

Claro que temos metas, processos e entregas, mas incentivamos que as pessoas trabalhem juntas e não umas contra as outras. Quer um exemplo? Todos os dias alguém da equipe propõe um pauta casada, ou seja, sugere que em um único material a gente coloque dois, três, quatro ou dez clientes da agência. Com isso, todos saem ganhando: os clientes, com divulgações bacanas; os atendimentos, pois otimizam processos e tempo de apuração; e o jornalista, que recebe uma gama muito mais completa de players de um determinado setor.

Entende agora porque acho fadado ao fracasso os processos antigos de “se você não mostrar que é melhor que o outro, você estará fora”? Vamos unir forças, conhecimentos e personalidades para que todos os lados sejam beneficiados de uma maneira saudável.

Como diz a música “Quando pessoas viram coisas, cabeças viram degraus”.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.