Começo do inverno: Especialista aponta as doenças mais comuns e dicas de prevenção para a instabilidade climática

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 2024, a estação mais gelada do ano, também conhecida como solstício de inverno, começará na tarde de 21 de junho e será o dia mais curto do ano. 

Em complemento, o levantamento recente feito pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês) afirma que há probabilidade de 65% de o fenômeno (solstício do inverno) retornar até agosto deste ano. Se essa previsão se concretizar, o inverno de 2024 e parte da primavera terão períodos mais frios e secos, principalmente no Sul do país, e por chuvas no Norte e Nordeste.

Com essa instabilidade climática a saúde fica em alerta. Os casos de doenças respiratórias, por exemplo, aumentam e por isso é necessário ficar atento e tomar medidas preventivas para não ficar com indisposições e mal-estar. De acordo com a imunologista e pneumologista Larissa Cau Carlet, membro da Doctoralia, maior plataforma de saúde do mundo, para prevenir doenças respiratórias com a mudança de tempo, é importante manter-se aquecido, evitar ambientes muito frios ou úmidos, e lavar as mãos frequentemente para impedir que haja  a propagação de bactérias. 

“Se você já tem rinite e espirra diariamente, é importante estar atento a sintomas adicionais, como febre, dor de cabeça e no corpo, secreção nasal colorida e tosse. Caso esses sintomas apareçam, é aconselhável consultar um médico para diferenciar entre um quadro gripal, sinusite ou algo mais grave”, afirma. 

A especialista pontua que as vacinas recomendadas para evitar complicações respiratórias no inverno incluem a vacina contra a gripe (influenza) e a vacina pneumocócica, que protege contra contra complicações relacionadas a pneumonias bacterianas. Segundo informações do Ministério da Saúde, em 2022, 77% das crianças com menos de um ano receberam a dose da VIP. Já em 2023, o número saltou para 84,63%, de acordo com dados preliminares. Neste ano, a porcentagem de doses aplicadas da VIP, neste momento, chega a  85,42%. No ano passado, os três estados com os melhores índices de vacinação foram o Ceará, com 93%, Piauí, com 92%, e Santa Catarina, com 90%.

“A vacina contra a gripe (influenza) é recomendada para as pessoas que têm mais de  seis meses e com exceção daqueles que têm contra indicações médicas específicas. Mas também existe vacina contra vírus sincicial respiratório, que são novas no mercado e  indicadas especialmente para idosos. Porém é  importante consultar um médico para determinar se a vacina é adequada para cada individuo”, completa a imunologista. 

Larissa afirma que alérgicos respiratórios e asmáticos podem prevenir crises no inverno evitando exposição a alérgenos conhecidos, como poeira, mofo e pêlos de animais. Além disso, é importante manter a casa limpa e bem ventilada e tomar os medicamentos prescritos conforme orientação médica. O cuidado com roupas de cama e agasalhos guardados é indispensável, já que podem conter mofo, ácaros e desencadear crises, caso não sejam lavados antes do uso.

“Populações mais vulneráveis ao inverno incluem idosos, crianças pequenas, pessoas com doenças crônicas, como asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), insuficiência cardíaca e diabetes, e aqueles com sistemas imunológicos comprometidos. Para aumentar a imunidade e prevenir doenças respiratórias, é importante manter um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta balanceada, exercícios regulares, sono adequado e redução do estresse”, finaliza.

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