briefing perfeito

COMO DESENVOLVER UM BRIEFING PERFEITO?

Antes de listarmos as informações que devem conter em um briefing, é preciso explicar o que é e para que serve essa ferramenta na rotina de assessoria de imprensa. Vamos lá:

O termo briefing vem do inglês “to brief” que significa “resumir”. Ou seja, ele deve ser usado para coletar dados e insumos para ajudar no desenvolvimento de um material mais assertivo e que esteja alinhado com as expectativas do cliente, seja um release, artigo, nota ou até mesmo uma coletiva de imprensa.

Além disso, com essa ferramenta é possível definir qual será a melhor estratégia de elaboração de um plano de assessoria e identificar os pontos altos e baixos que devem ser levados em consideração nessa divulgação, assim como as personas que a marca pretende atingir com ela. Podemos dizer que é o pontapé inicial para alcançar o sucesso esperado.

Por isso, nós sempre orientamos nossos clientes que quanto mais completo e detalhado for o briefing, melhor será o resultado obtido. Além disso, ela pode evitar o retrabalho durante a aprovação do material.  Mas é importante dizer que não há um roteiro pré-estabelecido, pois tudo vai depender daquilo que será divulgado, afinal, cada anúncio e ação tem as suas particularidades. Porém, há algumas informações que devem ser coletadas como:

  • Objetivo da ação;
  • Público a ser atingido;
  • Diferenciais do produto ou serviço a ser lançado;
  • Principais características;
  • Informações que necessariamente devem conter no material a ser elaborado;
  • No caso de uma nova funcionalidade, quais as funções que ela irá desempenhar para os seus clientes;
  • Dados/números do mercado de atuação da empresa;
  • Dados de crescimento da empresa nos últimos anos;
  • Expectativa da empresa com essa ação;
  • Investimento;
  • Empresas parceiras envolvidas no possível projeto;
  • Porta-voz oficial para essa ação;

Se levarmos em consideração a chegada de um novo cliente, por exemplo, há algumas informações que são determinantes e muito importantes de serem compartilhadas com a nova assessoria de imprensa como por exemplo, breve histórico de como a empresa começou, área de atuação, perfil dos clientes e dos negócios, serviços disponíveis, crescimento e faturamento, objetivo que ela pretende alcançar com a assessoria de imprensa, principais concorrentes, metas a longo prazo, principais planos e estratégias, assuntos que se sente confortável em abordar na mídia e temas que não quer falar, dificuldades encontradas em seu mercado de atuação, vantagens competitivas, dentre outros.

Como eu comentei anteriormente, não há receita de bolo e nem um roteiro que deve ser seguido à risca, mas o que sempre comentamos com os nossos clientes é que precisamos de muitos insumos e dados para que possamos desenvolver a melhor estratégia e um material mais assertivo e com isso, consequentemente alcançar os melhores resultados. Por isso, é muito importante que esse briefing seja coletado com maestria e o mais completo possível.

*Por Gabriela Calencautcy

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DIFERENTES FASES DE NEGÓCIOS… DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE COMUNICAÇÃO

Ideação, Operação, Tração e Scale-up. Essas são palavras que podem soar estranhas aos ouvidos dos mais desavisados, mas que fazem total sentido para os empreendedores do ecossistema de startups no Brasil. Essas quatro palavrinhas são as que definem (pelo menos até o momento) as fases de maturação de uma startup.

Para explicar melhor e chegar ao ponto central desse artigo (que é a comunicação), vou fazer um resuminho do que caracteriza cada uma delas:

  • Ideação: é aquele momento em que sonhar, imaginar e criar não devem ter limites. É quando começamos a vislumbrar a empresa que queremos ter, onde queremos chegar, com qual público desejamos falar. É o momento de soltar a imaginação e começar a esboçar as ideias no papel;
  • Operação: depois de criar, desenhar e imaginar, é hora de colocar a mão na massa e começar a fazer a empresa funcionar. Essa fase é quando o empreendedor começa a ir, de fato, ao mercado, conquistar clientes e gerar o mínimo de renda. Nesse momento também é interessante estudar possibilidades de aportes ou participação em programas de aceleração;
  • Tração: podemos dizer que essa fase é quando a startup chega, finalmente, à vida adulta. É quando crescer e expandir o negócio se torna imperativo, além de começar a ter um olhar mais detalhista com o fluxo de caixa;
  • Scale-up: por fim, essa fase é quando a startup se torna referência em seu segmento, é quando ela chega ao topo da cadeia das startups. Ao contrário das outras fases, em que não há nenhuma regras estritamente rígida, para ser uma scale-up é preciso ter um crescimento de 20% em três anos consecutivos – seja em receita ou no número de colaboradores.

Tudo isso dito (isso porque era um resumo rs), vale destacar que assim como os negócios passam por fases distintas, a comunicação e assessoria de imprensa, para essas startups também será diferente.

Para a fase de Ideação, por exemplo, é completamente dispensável o trabalho de PR. Isso porque sua empresa “nem existe” ainda e são muitos planos e esboços que, pode ter certeza, irão mudar. Já na fase da Operação, vale começar a pesquisar mais sobre o que é uma assessoria, quais suas entregas e como ela pode ajudar em seus negócios. Sinceramente, também acho que ainda não é o momento de contratar uma agência de PR.

Já para as duas últimas fases, o conceito de PR se torna bem interessante. Para quem está em Tração, muitas vezes ter uma boa equipe de Assessoria será uma forma de alavancar seus negócios por meio da criação de uma boa reputação na mídia (lembrando que NÃO VENDEMOS PRODUTOS/DOWNLOADS), nosso papel é gerar endosso de marca.

Por fim, a fase que consegue aproveitar melhor os serviços de uma Assessoria é, sem dúvidas, a de Scale-up. Isso porque essas startups já sabem quem são, têm claro seus valores e objetivos de crescimento, além de entender melhor o importante papel de uma boa comunicação com seus públicos.

E você, em que fase está? Se quiser ajuda para entender um pouco mais, é só nos chamar.

*Por Renniê Paro

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REAVALIANDO A PARCERIA COM SUA AGÊNCIA DE PR. O QUE CONSIDERAR?

Sempre quando um ano se inicia, é muito comum as empresas avaliarem seus gastos e retornos que tiveram em relação aos investimentos realizados em todas as áreas. Ainda mais em um outro ano atípico como esse de 2021, que nos encontramos novamente em isolamento social devido a pandemia e com a economia cada vez mais devastada. E nesse cenário, quando um corte precisa ser feito, quase que sempre a área de marketing/assessoria de imprensa acaba sendo deixada em segundo plano.

Mas o que levar em consideração na hora de avaliar se deve ou não continuar a parceria com sua assessoria de imprensa? Acredito que o ponto principal é entender porque você contratou uma empresa de PR. Foi pra aumentar vendas e downloads? Foi para construir melhor sua reputação? Para tornar uma marca admirada e atrair novos negócios?

Enfim, se a resposta for a primeira opção, sinto lhe dizer que o objetivo do nosso trabalho não é te ajudar a aumentar as vendas e nem atrair novos leads, infelizmente. Quando você contrata uma agência de assessoria imprensa, você tem que ter muito claro na sua cabeça que esse serviço te ajudará a construir endosso e reputação para a sua marca. E é isso que somos responsáveis, por trabalhar o seu relacionamento com a mídia constantemente até você se tornar referência em seu segmento de atuação. Ah mais e as vendas? Elas são consequência desse trabalho de forminguinha que fazemos todos os dias.

Em tempos como esses que estamos vivendo, em que o digital ficou cada vez mais forte, estar presente onde seu cliente navega e em mídias que ele sempre costuma ler é extremamente importante para que ele possa entender o quão confiável é seu negócio. E nós, assessores, temos um papel fundamental nessa construção. Então antes de cancelar ou pausar um contrato, procure avaliar os principais objetivos que o fizeram contratar esse serviço e tente entender o quão importante ele é para o seu negócio.

*Por Juliana Gusmão

crise

CRISE: ONDE ESTÁ O ASSESSOR DE IMPRENSA?

Em inúmeras vezes nos deparamos com situações constrangedoras causadas principalmente por afirmações ditas pelos executivos de grandes empresas durante entrevistas com jornalistas que não eram para ser compartilhadas. Mas, aí você estar perguntando, onde estava o assessor de imprensa? Como isso foi acontecer?

Pois bem, muitas vezes isso pode ocorrer mesmo com o assessor de imprensa acompanhando a entrevista. É claro, que quando nós, na figura deste profissional, participamos deste momento, temos o dever de interceder e tentar minimizar o impacto que isso pode causar. Para isso, usamos algumas técnicas (isso é segredo, óbvio rsrsr). Mas, com certeza, não é uma prática que deve acontecer com frequência, principalmente porque não cai bem para o entrevistado. Às vezes isso não ocorre por mal, mas sim devido a ânsia de querer compartilhar o máximo de conhecimento, algumas informações são dadas como dicas “sem maldade”. Por isso, nós temos que tentar evitar esse tipo de situação.

Para isso, nós sempre enviamos um briefing antes da entrevista para que o porta-voz possa estudar o tema, separar as informações e dados que são importantes e estratégicos para serem compartilhados, conhecer um pouco mais sobre o jornalista e o tipo de matéria que ele escreve e alguns pontos que nós sempre recomendamos que não podem ser ditos, principalmente que não existe “off”.

Pois bem, mas nem sempre uma entrevista sai de acordo com o esperado e muitas vezes o porta-voz acaba passando dados, números, informações que não deveriam ser ditas e a matéria foi publicada, gerando uma enorme crise. O que fazer quando isso acontece? Acima de tudo, em toda e qualquer situação, a transparência é a melhor solução. Seja, do assessor de imprensa, do executivo ou da empresa como um todo. Principalmente nos dias de hoje, as redes sociais podem ser um grande aliado e ao mesmo tempo um inimigo das marcas, pois as informações são compartilhadas de forma muito rápida. Por isso, recuperar uma imagem abalada é muito desafiador e exige algumas estratégias.

Primeiramente, é importante entender o que foi dito de forma errada e buscar maneiras de esclarecer a situação a partir de fatos e argumentos. Depois disso, é fundamental acompanhar as repercussões nas redes sociais e imprensa para responder todas as mensagens e se pronunciar de forma aberta. Além disso, é fundamental que seja feito um comunicado com os dados verdadeiros e mostrar os motivos que levaram esse executivo de compartilhar isso. E, obviamente se coloque à disposição para todos os jornalistas que queira esclarecer esses fatos. O papel do assessor de imprensa é imprescindível neste momento. Ele ajudará a criar a melhor estratégia e a nota de esclarecimento. 

Por fim, posso concluir que independentemente do tamanho e da proporção que uma crise pode ter instaurada dentro de uma empresa, é essencial que os envolvidos se aproximem do seu público para que ele acompanhe todo o processo, seja ágil e certeiro nas respostas nas redes sociais, passe credibilidade e seja transparente com suas ações. Isso fará toda a diferença para minimizar uma crise gerada por uma frase ou colocação mal colocada.

*Por Gabriela Calencautcy

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CUSTOMER SUCCESS PARA ASSESSORIA DE IMPRENSA: COMO ISSO É POSSÍVEL?

Quando falamos sobre resultados, as primeiras evidências que vem à mente de todo gestor são as OKRs, metas, ROI…enfim: números. Mas o ponto aqui é: como medir resultados e aplicar o conceito de Customer Success na área de Assessoria de Imprensa.

Confesso para vocês que essa é uma das minhas maiores missões há alguns anos e ainda não encontrei a fórmula ideal para aplicar para todos os nossos clientes e alcançar um ótimo índice de satisfação. Como citado acima, a disciplina de PR é intangível e nosso trabalho (e consequentemente) entregas não dependem apenas de nosso empenho. Isso porque tratamos de relações humanas, conexões, confiança e, claro, transparência.

Tais itens não são conquistados e mantidos do dia para a noite e, por isso, muitas vezes pode parecer que nosso trabalho é lento e “dinheiro jogado fora”. Isso para os empreendedores que estão à frente de startups é motivo de pânico e crises de ansiedade (o que não ajuda em absolutamente nada, já adianto!).

O que temos feito é rodar, de três em três meses, o famoso NPS (perguntando se indicaria nossa empresa para outros colegas e profissionais e porquê). Mas, mais do que isso, noto que para aplicar o conceito de Customer Success em seu mais profundo “ser” é preciso ir além.

É necessário estar cada dia mais envolvido e presente tanto dentro da empresa que é seu cliente, quanto próximo ao dono/interface/fundador, para entender seu ritmo, suas necessidades e demandas e, claro, sonhos com relação a uma Assessoria de Imprensa.

E é preciso que isso seja feito diariamente. Assim como você só terá resultados satisfatórios no corpo se manter o foco em uma dieta e ir todos os dias à academia, só será possível entender à fundo os problemas de cada cliente se esse contato for diário, com olhos atentos e coração aberto.

Esse processo é fácil?! De jeito nenhum!!!

Ainda mais quando se tem mais de 50 clientes, com perfis completamente diferentes, necessidades específicas, ritmos distintos e focos diversos. Mas é preciso dedicação e carinho para mergulhar em cada um desses microuniversos e entregar, dentro de nossas possibilidades, resultados que brilhem os olhos de cada interface.

Por isso, mais do que nunca, tenho tentado me empenhar nesse processo de aproximação, mesmo diante dos desafios atuais que nos impõem o distanciamento.

Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que esse é meu grande desafio para 2021. E o seu, qual é?

*Por Renniê Paro