INOVAÇÃO ESTÁ EM TUDO

A INOVAÇÃO ESTÁ EM TUDO!

Uma coisa é certa, a inovação está em todos os lugares e tem sido utilizada como um diferencial dentro das organizações como forma de diferenciação entre os concorrentes. De acordo com uma pesquisa feita pela SAP, empresa alemã de softwares de gestão empresarial, 84% dos entrevistados acreditam que a transformação digital é imprescindível para a sobrevivência de seus negócios nos próximos anos.

Com essa visão, muitas organizações têm incluído em seu DNA alguma ação com foco em inovação e isso tem se dado de diversas formas. Entre elas, podemos destacar a inclusão de ferramentas tecnológicas em processos até então feitos manualmente, a criação de núcleos voltados para inovação e parcerias e aquisições de startups. Essa última tem sido uma tática recorrente para organizações tradicionais, o que tem resultado em crescimento para ambas as partes.

Em alguns setores, como o de tecnologia, essa aproximação das grandes empresas em relação às startups já é bem comum, como o caso das gigantes Microsoft e Google. A novidade tem sido a ampliação dessa conexão para outros setores, como financeiro, saúde, jurídico, entre outros. Isso com certeza é uma tendência para os próximos anos.

Recentemente, pudemos acompanhar a aquisição da Supermercado Now, plataforma de supermercados online, pela B2W, empresa de comércio eletrônico resultado da fusão entre Submarino, Shoptime, Americanas.com. Isso mostra como a junção entre empresas já consagradas no mercado e startups se tornará recorrente em diferentes mercados, visando principalmente a inovação e diferenciação em seus segmentos.

Aqui no Brasil, 2020 promete ser um ano onde vamos ver muitas movimentações neste sentido, uma vez que a previsão é que a nossa economia cresça 2,5% este ano, um cenário promissor em relação a 2019, onde tivemos diversas transformações, incluindo mudanças nas nossas lideranças políticas. Para a Confederação Nacional da Indústria, a atividade econômica também será impulsionada pelo aumento dos investimentos em 6,5%.

As previsões são animadoras, vale ficar de olho!

*Por Bruna Sant’Anna Froner

2020 A MIL POR HORA

Ano passado foi um período intenso. Passei 40% das semanas do ano viajando, seja para fazer palestras, ministrar workshop, participar de eventos ou em reuniões com clientes e prospects. Essa loucura de 44 mil quilômetros viajados me proporcionou observar de perto o ecossistema de startups e inovação e, mais do que isso, enxergar como estão as comunidades espalhadas pelos quatro cantos do Brasil.

A resposta para isso é “maturação”. Quanto mais os unicórnios aparecem, mais a corda da inovação é esticada, mais os ecossistemas locais passam a se mover, motivar, unir, compartilhar, crescer. E esse é um moinho que não pode parar. O mercado brasileiro de startups anda cinco anos em um e atingiu uma maturidade incrível, seja para valer um bilhão de dólares, seja para estimular a criação de novas startups. Essa necessidade de fazer 5 anos em um é para eliminar o gap de inovação que nos prendeu no limbo dessa área por anos a fio, enquanto países como Estados Unidos, Israel e China nadavam de braçada.

Como manter esse moinho se movendo sem depender de outros unicórnios surgindo? Essa é a resposta que líderes de comunidade, expoentes do mercado de startups, gente que já fez exit e a pessoas que lideram associações devem se perguntar todos os dias, como forma de manter 2020 a mil por hora.

Esse ano promete ser de mais uma reforma no governo (a administrativa) e isso anima mercados, atrai investimentos e estimula o empreendedorismo. Espero, sinceramente, que não só os unicórnios, mas as pessoas que estão na dianteira do ecossistema entendam a relevância e a responsabilidade de seu papel – e que elas compreendam a necessidade de preparar e estimular mais pessoas para tomarem essa frente.

*Por Bruno Pinheiro

TECNOLOGIA PARA QUEM FAZ TECNOLOGIA

O setor de tecnologia é um dos mais promissores e vem se destacando há anos. Segundo a Gartner, para este ano, a expectativa é que o setor movimente US$ 3,8 trilhões. A utilização de soluções tecnológicas tem permitindo que as empresas melhorem a produtividade, reduzam custos e controlem o processo produtivo, entre outros benefícios. Incrível, não?

Porém, é necessário, antes de mais nada, se preocupar em manter a estrutura funcionando corretamente. Segundo uma pesquisa realizada pela Dynatrace no Brasil e em mais oito países da América Latina, América do Norte e Europa, se a gestão da tecnologia não for bem executada, a performance digital poderá gerar prejuízos anuais da ordem de US$ 2,5 milhões por empresa.

Para ajudar nesta questão, algumas startups se especializaram em ofertar profissionais terceirizados. São as chamadas outsourcings de TI, ou empresas que oferecem serviços de TI on demand. Ou seja, se você tiver um problema tecnológico dentro da sua organização, basta acionar uma startup que ela designará um profissional para atender ao seu chamado de forma prática e rápida.

É o caso da NetSupport, plataforma digital de suporte técnico de TI, que tem como objetivo de oferecer serviços com qualidade e preço acessível para todo o país. A startup faz a conexão entre técnicos de informática e empresas com necessidade de manutenção e suporte em TI.

A empresa conta atualmente com 4 mil técnicos e atua em mais de 600 municípios brasileiros. Alguns estados concentram a maior parte dos técnicos, São Paulo é líder com mais de 1300 profissionais, seguida pelo Rio de Janeiro (380), Minas Gerais (350), Paraná (150) e Ceará (107).

Entre as vantagens dos profissionais de TI terceirizados, podemos destacar a disponibilidade imediata, flexibilidade de horários de atendimento e custo-benefício; uma vez que esses técnicos atendem de acordo com a necessidade e não com um salário fixo.

Além disso, esse tipo de contratação permite que você fique livre para se dedicar às tarefas que mais impactam o seu negócio. Por exemplo, você tem um restaurante, o que é mais importante, contratar sua equipe de cozinheiros e ajudantes ou um técnico em TI para automatizar o computador que fecha as comandas? Acredito que seja o primeiro caso!

Por isso, a contratação de uma empresa de outsourcing é indicada, principalmente, para empresas de pequeno e médio porte, que não conseguem arcar e/ou não necessitam ter uma equipe de tecnologia diariamente na operação. Caso você tenha muitos processos tecnológicos e uma equipe grande, vale pensar mesmo em ter um técnico dedicado. Portanto, a cada dia que passa, a tecnologia vem abrindo portas para o surgimento de novas startups e a terceirização de serviços de TI, sem dúvida, é uma tendência para os próximos anos. Porém, vale sempre verificar a necessidade de sua organização antes de contratar um técnico terceirizado.

*Por Bruna Sant’Anna Froner

CRESCIMENTO DO MERCADO DE FINTECHS NO BRASIL

De acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), ao todo são mais de 473 fintechs mapeadas pela entidade. Com um propósito de oferecer inovação ao mercado financeiro, essas startups têm papel importante – desburocratizar o setor e facilitar o acesso ao crédito.

Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), apontou que com a crise econômica que se instaurou no país, 72% dos brasileiros repensaram a forma como lidam com suas finanças. Mas a pergunta que fica é – Qual o real impacto das fintechs no mercado de crédito?

Com a chegada da geração Y no mercado, por exemplo, o uso da tecnologia se tornou cada vez mais constante no dia a dia desse público. Isto é, muitas atividades que antes eram feitas de forma presencial, passaram a ser efetuadas por meio de aplicativos ou plataformas, tudo de forma digital e sem burocracia. Com o mercado de crédito, não é diferente. Abaixo listei algumas que vale ficarmos de olho:

Geru – é primeira e maior fintech de empréstimo online do Brasil. Está no mercado desde 2015, concedendo crédito pessoal e realizando operações 100% online e sem garantia, tudo isso com objetivo de proporcionar praticidade, transparência e segurança aos seus clientes. Para se ter uma ideia, a startup disponibiliza valores de R$ 2 mil a R$ 50 mil por meio de serviços totalmente digitais com taxas mais acessíveis, diferentemente dos métodos tradicionais e burocracia dos bancos tradicionais. Com uma análise que engloba mais de 300 variáveis a partir de diversas fontes de informações, a análise de crédito acontece em poucos minutos. Vale ficar de olho no movimento que a fintech tem feito no mercado;

BizCapital – focada totalmente em ajudar os pequenos e médios empreendedores a terem acesso ao crédito de forma prática, rápida e segura, a fintech possui um sistema automatizado de avaliação de crédito que é capaz de analisar e ranquear cada pedido em minutos. Tudo isso é possível devido à integração que a startup tem com mais de mil fontes de variáveis, publicas e proprietárias. Além disso, pensando na saúde financeira de cada empreendedor que solicita empréstimo por meio da BizCapital, a empresa lançou o BizReport, um relatório com os dados colhidos na hora da avaliação de crédito, como: atividade econômica, posição de mercado, score, presença digital, entre outros.

Claro que não podemos deixar de observar a movimentação de outras grandes fintechs do mercado, como Nubank, GuiaBolso, Neon, Creditas, entre outros. Afinal, é um segmento que está em constante evolução e vale a pena acompanharmos tudo que essas startups têm proporcionado aos seus clientes. E aí, será que teremos mais novidades vinda desse ecossistema?

*Por Juliana Gusmão

MANGUEZAL VALLEY

Rapadura, Manguezal, Brasília, Colmeia, San Pedro Valley, Cariocas, ZeroOnze, Red Foot, Capi Valley, Startup SC… Sei que esses nomes podem soar estranhos, em um primeiro momento, mas quem faz parte ou já foi em algum evento de startups pelo Brasil, com certeza já os ouviu.

Eles são denominações para os principais ecossistemas de startups espalhados pelo país e visam reunir empreendedores, entusiastas, investidores, aceleradoras e todos os agentes que compõem esses verdadeiros hubs de inovação. Por meio da atuação ativa neles, os players ganham força e voz na economia brasileira, além de gerar apoios e conexões mútuas entre os participantes.

Como lançamos o Projeto Regiões, justamente por sempre estarmos atentos aos movimentos do ecossistema e tendo em vista que uma de nossas premissas é ajudar a educar o setor sobre a importância de uma Assessoria de Imprensa, hoje vamos falar do Manguezal Valley.

Localizado em Recife (Pernambuco), o Manguezal nasceu para promover discussões de alto nível, eventos e uma temática educacional para empreendedores potenciais; dar visibilidade aos projetos iniciais na região; além de estimular o intercâmbio de startups locais com o restante do país.

Segundo estudo realizado pela Associação Brasileira de Startups, em parceria com a Accenture, o Manguezal Valley está entre as três comunidades com maiores índices no item “Satisfação sobre o mercado Consumidor”, figurando entre o Capi Valley (PR) e ZeroOnze (SP).

Quando o assunto é “Talentos”, a região nordeste fica em primeiro lugar em satisfação, seguidos dos RedFoots (PR) e San Pedro Valley (MG). Com 67% dos respondentes satisfeitos, os empreendedores dessas regiões afirmam que os desafios para atrair e reter talentos ficam em estimular o empreendedorismo e alfabetização nas escolas; aproximar escolas de eventos de empreendedorismo; e transformar trabalhos acadêmicos na criação de startups.

Por fim, podemos perceber a riqueza dessa região e o quanto há potencial para iniciativas que ajudem a fomentar a economia local. Portanto, se preparem empreendedores da região Nordeste! Ainda esse ano chegaremos para dar voz às suas startups 😉

*Por Renniê Paro