A importância da rastreabilidade na cadeia de geração de resíduos

Sustentabilidade, ESG, emissão de carbono, aquecimento global e economia circular são assuntos que permeiam nosso dia a dia. Porém, dentro dessas vertentes, um dos pontos mais relevantes é a rastreabilidade dentro do gerenciamento de resíduos. Esse processo é realizado para garantir que todo o material está sendo destinado corretamente, prejudicando o meio ambiente e/ou causando acidentes ambientais.

Em 2021, as multas ambientais aumentaram cerca de 36%, de acordo com dados da Polícia Militar Ambiental. Além disso, a política nacional de resíduos sólidos de 2010 aponta que o gerador de resíduos é responsável pelo  resíduo gerado até o fim do seu ciclo de vida. Então mesmo que as empresas paguem terceiros para realizarem a destinação de seus resíduos, é ela quem é responsável pela destinação final em ambiente adequado, ou seja, caso algum resíduo seja destinado de forma incorreta, o gerador é quem responde. São infrações que podem até suspender a licença de operação de uma empresa, sem falar no dano na reputação da marca.

Quando a empresa não se preocupa com a rastreabilidade de seus resíduos gerados, pode como consequência, gerar impactos sociais e ambientais. Isso, sem dúvidas, provoca um grande passivo para a companhia. Por isso, é essencial investir em sistemas que garantam, em tempo real, cada etapa da gestão de resíduos. 

O rastreamento é uma forma estruturada e organizada de obter dados detalhados e transparentes de todos os resíduos encaminhados à destinação final. O controle deve conter as informações do gerador da transportadora, tipo e volume de resíduo gerado. Uma das ferramentas usadas para monitorar o transporte e a destinação de resíduos é o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) e alguns Estados possuem o próprio sistema para sua elaboração. A emissão do MTR é importante e obrigatório para que os órgãos ambientais conheçam e monitorem a destinação do resíduo gerado e tratado. Além disso, controla a forma adequada do transporte entre gerador e receptor e o encaminhamento para locais licenciados.

Portanto, a rastreabilidade é uma ferramenta que permite ao gestor e ao gerador o acompanhamento e controle do gerenciamento dos resíduos, garantindo que os ciclos de cada resíduo sejam finalizados dentro dos prazos legais e metas planejadas. Além do MTR, algumas startups oferecem ao mercado softwares que viabilizam toda essa operação, com capacidade de administração consciente e sustentável de todos os materiais em diferentes momentos da cadeia produtiva.

Segundo uma pesquisa feita pela Accenture, à medida que as empresas definem metas ambientais, sociais e de governança (ESG) cada vez mais ambiciosas, suas estratégias de sustentabilidade e tecnologia precisam estar alinhadas para garantir vantagem competitiva, valor financeiro e um impacto positivo duradouro na sociedade e no meio ambiente. De todas as empresas entrevistadas, apenas 7% já estavam totalmente integradas.

Por fim, no momento da retirada, os resíduos precisam estar identificados por meio de um sistema de código de barras. Essa identificação é usada para garantir ao cliente o acompanhamento e trajetória desses resíduos que estão sendo coletados. Portanto, existem recursos e tecnologias que ajudam os gestores interessados em fazer não apenas a gestão de seus resíduos, mas também se preocupam com toda a rastreabilidade dessa cadeia.

<em>Guiarruda</em>
Guiarruda

Guiarruda é CEO da Vertown, startup que oferece ao mercado um software que integra, centraliza e automatiza toda a gestão da cadeia de resíduos e conformidade ambiental, com capacidade de administração consciente e sustentável de todos os materiais em diferentes momentos da cadeia produtiva.

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