Indústrias farmacêuticas: tecnologia como estratégia para o alcance de profissionais da saúde

Banco de imagens gratuitas - Pixabay

A saúde é um dos setores mais importantes da economia e, apesar de estar sempre evoluindo, ainda apresenta problemas que impactam diretamente a qualidade de vida da população. Um deles é o fato de vários investimentos serem utilizados pela indústria farmacêutica para pesquisas, e diversas soluções conquistadas não chegarem a todos os profissionais da saúde ou demorarem um longo tempo para serem de comum conhecimento.  

De acordo com a Statista, fornecedora líder de dados de mercado e consumidores, em 2020, os gastos com pesquisas e desenvolvimento na indústria farmacêutica totalizaram cerca de US$ 200 bilhões em todo o mundo. Ao mesmo tempo, como exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020, registrou 592 mil novos casos de câncer no Brasil e 257 mil mortes pela doença, excluindo câncer de pele e melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. É importante ressaltar que de acordo com União Internacional para Controle do Câncer (UICC), 70% das mortes por câncer no mundo ocorrem em países de baixa e média rendas, o que tem relação entre outros fatores, com a dificuldade de se obter diagnósticos e tratamentos. 

Assim, é possível analisar como a democratização de informações na área da saúde é fundamental, mas como ao mesmo tempo, existe uma falha neste contexto. É por isso que a tecnologia precisa ser cada vez mais utilizada como um caminho que, além de contribuir com processos dentro de hospitais, também permite uma melhor comunicação entre as diversas pontas da área da saúde, beneficiando a todos.        

Atualmente, já é possível, por meio de ferramentas, encontrar conteúdos médicos atualizados que foram chancelados por especialistas. Ou seja, indústrias farmacêuticas podem, por meio destas inovações, compartilhar descobertas e a aprovação de medicamentos com profissionais da saúde, que facilmente têm a possibilidade de acessar as informações e já garantirem melhores atendimentos. 

Além disso, estas mesmas tecnologias são capazes de integrar profissionais localizados nos mais diversos lugares do Brasil, de forma segura e prática para que interajam de maneira a trazer valor para a experiência. Com a troca intensa de descobertas, todas as pontas são fortalecidas e objetivos são cumpridos. 

Conclui-se, portanto, que não faz sentido indústrias farmacêuticas gastarem dinheiro e tempo com novas descobertas e soluções se estas não chegam para todos. É por isso que todo ecossistema da saúde precisa se unir a fim de democratizar as informações científicas e a tecnologia é o melhor caminho para isso. 

<em>André</em> <em>Brandão</em>
André Brandão

Bacharel em Marketing, André Brandão empreende desde os 20 anos e há 8 anos atua no setor de saúde. Já trabalhou na Editora Abril com produtos licenciados com os selos Warner, Disney e DreamWorks. É atualmente CEO da Medictalks, plataforma digital de acesso gratuito com conteúdos feitos por médicos, para médicos, onde profissionais de todo o país compartilham experiências reais de vida e conhecimento científico relevante e atualizado.