O MERCADO DE FINTECHS NO BRASIL

Nos últimos anos, as startups financeiras têm se destacado no mercado brasileiro por encontrarem por aqui um campo fértil para inovar e expandir suas operações. De acordo com o Relatório Fintech na América Latina 2018: crescimento e consolidação, publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Finnovista, o Brasil é país que mais concentra empreendimentos do setor na América Latina, com 380, seguido pelo México com 273, Colômbia com 148, Argentina com 116, e Chile com 84.

Essas empresas têm um fator em comum, buscam oferecer um atendimento personalizado, veloz e sem burocracia, diferente do que existia até então, com o monopólio dos bancos. Com o auxilio de tecnologias avançadas, as fintechs estão transformando o mercado financeiro e a forma como os consumidores se relacionam com as instituições financeiras.

Um grande exemplo disso é o Nubank. Você, com certeza, já deve ter visto aquele cartão roxinho na mão de alguém, ou então, possui um desses dentro da sua carteira, certo? A startup, que iniciou suas operações oferecendo um cartão de crédito sem anuidade e que era administrado por meio de um aplicativo, fez tanto sucesso que hoje já oferece cartões com a opção de débito e a NuConta, uma conta corrente digital e sem custos.

Segundo o Radar FintechLab, divulgado em agosto do ano passado, os segmentos que mais cresceram em números absolutos foram: Pagamentos, Cryptocurrency & DLT (moedas criptografadas) e Empréstimos. Já em percentuais, os destaques foram para as empresas com foco em Câmbio e Remessas e Seguros.

Para 2019, o mercado está otimista e a tendência é que as fintechs continuem sendo a bola da vez. Entre as apostas para o setor, podemos destacar:

Criptomoedas

Sim, as moedas digitais vão continuar sendo as queridinhas para aqueles que buscam por novos investimentos. Segundo informações do Guia do Bitcoin, 2019 começou muito bem para a quase todas as 100 maiores criptomoedas do mercado. Entre todos os aumentos, podemos destacar a da Ethereum (ETH), que teve uma alta de quase 12% e recuperou a segunda posição e maior valor de capitalização de mercado.

Crédito

Com a regulamentação das fintechs de crédito no ano passado, essas startups virão com tudo esse ano! Podendo atuar com mais liberdade, tanto no mercado B2B quanto no B2C, devemos ver uma grande movimentação dessas empresas no mercado financeiro. Vamos acompanhar!

Câmbio e remessas

Realizar transferências financeiras para outros países sempre foi uma dor de cabeça para a maioria das pessoas! Por isso, nos últimos anos, pudemos observar o crescimento de empresas focadas em operações cross border e câmbio. Esse ano, essas fintechs se consolidarão ainda mais no mercado, oferecendo novas soluções para facilitar o acesso a trâmites internacionais sem burocracia.

*Por Bruna Sant’Anna Froner

VOCÊ SABE O QUE É IPAAS?

No primeiro momento, essa sigla pode causar um certo estranhamento para quem não está habituado ao universo de integração. Mas na verdade, o iPaaS (Integration Platform as a Service) é responsável por realizar integrações entre diversas plataformas ou aplicativos com o objetivo de otimizar as operações dentro das organizações. Essas soluções são baseadas em cloud computing que proporcionam melhorias ao sistema operacional corporativo.

De acordo com a Gartner, empresa norte-americana de consultoria, em 2016 ao menos 35% das médias e grandes corporações, em todo o mundo, já usavam uma ou mais soluções de iPaaS. Isso permite que o desenvolvimento e execução dos fluxos sejam mais eficientes e ágeis.

Se pararmos para fazer uma breve análise, muitas empresas passaram a enxergar as ferramentas de iPaaS com outros olhos e, ao investir nessas soluções, sentiram impactos positivos no contexto organizacional. Quando você opta por utilizar APIs (Application Programming Interface), os benefícios são diversos, dentre eles, a acessibilidade, conectividade, atualização constante, acesso a informações em tempo real, sincronização dos dados, entre outros.

Todos os pontos mencionados acima, facilitam na hora de solucionar problemas e evitam que os programadores façam todas essas tarefas manualmente. Dessa forma, o gestor tem mais tempo para se aprofundar naquilo que realmente interessa – o crescimento e a performance do seu negócio.

Por fim, acredito que o melhor caminho para quem ainda não está adaptado com essa tecnologia é observar o andamento do mercado e procurar testar algumas funcionalidades para entender como elas conseguem ajudar, de fato, seu negócio. Posso dizer que é um segmento que está em constante evolução e vale ficar de olho nas próximas inovações que vão surgir.

*Por Juliana Gusmão

O PERFIL DOS PROFISSIONAIS DA GERAÇÃO Z

A geração Z está chegando ao mercado de trabalho e promete trazer mais mudanças nas relações entre empresas e colaboradores. Segundo um levantamento do Núcleo de Estudos e Tendências da Atento, uma das empresas líderes mundiais em serviços de gestão de clientes e terceirização de processos de negócios, até 2025, representará 70% da força de trabalho em todo o mundo.

Nascidos no século 21, após o boom da internet, esses jovens praticamente nasceram com um smartphone na mão! São conectados, multitarefas, antenados e estão um passo à frente dos seus antecessores, os famosos millennials, que tiveram que se adaptar às novidades tecnológicas que foram surgindo ao longo dos anos.

Criativos e curiosos, os “Gen Z” já trazem no seu DNA um perfil inovador, sendo movidos a desafios, porém, sem deixar sua vida pessoal de lado. De acordo com o Guia “As Melhores Empresas para Começar a Carreira”, desenvolvido pela Editora Abril e pela Fundação Instituto de Administração (FIA), a principal razão para eles se manterem em um emprego é perceber que estão aprendendo e se desenvolvendo continuamente (29%); seguida do fato de se sentirem satisfeitos e motivados com o serviço que realizam (20%).

Altos salários por si só não impulsionarão esses jovens. Eles estão procurando sempre por algo a mais, por um propósito de vida e novas experiências. Para atrai-los, é necessário, antes de mais nada, oferecer um ambiente dinâmico, jornadas flexíveis e a possibilidade para criar, inovar e opinar, sem se preocupar com hierarquias. Caso não encontre isso, “thank u, next”!

Por isso, é preciso que as empresas adaptem desde já seu modelo de gestão. É necessário, antes de mais nada, encontrar novas formas para manter os colaboradores com esse perfil engajados. Esqueçam as lideranças horizontais! O foco agora é no desenvolvimento e no protagonismo das equipes, que devem participar ativamente das decisões das organizações.

O crescimento profissional é um dos fatores mais interessantes para os Zs. Neste contexto, oferecer treinamentos, cursos, workshops e automatizar processos internos com a utilização das novas tecnologias podem ser ferramentas importantes para manter esses profissionais motivados e interessados em permanecer em um cargo.

Embora a entrada desses jovens no mercado de trabalho ainda esteja no início, é essencial já começar a ajustar o ambiente interno para recebe-los e não perder talentos ao longo dos anos. Será que empresa já está preparada para essa mudança? Se sua resposta foi não, é melhor correr! Afinal, se tem uma característica que destaca a geração Z dentre as demais é o imediatismo!

*Por Bruna Sant’Anna Froner

OS MODELOS DE ASSINATURAS CHEGARAM AS PRATELEIRAS (E VIERAM PARA FICAR)

Um modelo de negócios ainda pouco “famoso” e explorado pela grande imprensa, mas figurinha carimbada nas rodas de empreendedores e seus eventos, é a Economia de Recorrência, que foi chegando de mansinho, ganhou adeptos, fãs e agora se estabeleceu de maneira fixa em nossas vidas.

Não concorda?! Vamos pensar: você, por acaso, faz uso de Netflix ou Spotify? Assina algum clube do Livro, vinho, cerveja? Se respondeu ‘sim’ para alguma dessas perguntas, então, meu bem, você já faz parte da grande engrenagem da Economia de Recorrência no Brasil.

Em linhas gerais, esse é um modelo de negócios onde o consumidor não paga pelo produto, em si, mas sim para ter acesso a um serviço, como o próprio nome diz, de forma recorrente e atingindo a tão sonhada conveniência. Até aqui, nada de muito novo, né?! Mas o ‘pulo do gato’ está no fato de que o foco agora não são os serviços, e sim o sucesso do cliente, sua experiência com aquilo que é oferecido.

O que antes era visto em cobranças recorrentes de escolas, faculdades, condomínios e imobiliárias, agora atinge outros segmentos em todo o país e tem provocado verdadeiras reflexões sobre quais são os diferenciais na hora de cuidar de seu cliente. Quem se preocupa mais, acaba, inevitavelmente, fidelizando mais consumidores.

Um dos setores que tem se destacado no modelo de recorrência e surpreendido a todos de maneira positiva é o de alimentação. Por incrível que pareça, a tecnologia atingiu em cheio até mesmo a forma de nos alimentarmos e tem oferecido facilidades que são sempre bem-vindas.

Fazer compras no supermercado, por exemplo, deixou de ser uma tarefa maçante e desgastante do dia a dia, para ser resolvido em poucos cliques. Por meio de um pacote de assinaturas, você consegue fazer pedidos recorrentes no seu supermercado favorito e eles serão entregues em sua casa em no máximo duas horas. Há ainda a possibilidade de escolher se você quer uma fruta mais madura ou não; como você gosta do pão; entre muitos outros atributos que você levaria em consideração se estivesse andando com um carrinho nos corredores e fazendo as compras do mês.

Outro exemplo são as chamadas refeições ultracongeladas. Há uma tendência em que as pessoas procuram cada vez mais por uma alimentação saudável e prática. Nesse quesito, empresas de refeições ultracongeladas saem na frente, pois oferecem sabores únicos, praticidade e, claro, a facilidade de um modelo de assinaturas.

Enfim, como você pode notar, o modelo de Economia Recorrente chegou para ficar e deve avançar a passos largos nos próximos anos. Como citei, o segmento de alimentação tem prestado atenção nas inovações e as aplicado de maneira exemplar. Quais outros setores você acha que vão seguir esse caminho?

*Por Renniê Paro

PONTE MANAUS – SÃO PAULO: O QUE MUDA ENTRE CADA ECOSSISTEMA?

Como vocês devem ter acompanhado, a PiaR iniciou seu Projeto Regiões, onde vamos ter uma unidade de atendimento em cada região do País. Começamos por Manaus, em janeiro. Junto com nosso Correspondente PiaR, Danilo Egle, rodamos o ecossistema, passando por coworkings, startups, entidades de fomento, organização de sociedade civil, universidade, órgãos públicos e governamentais. E o que vimos é um nível de maturidade muito grande, com startups já tracionando e atendendo demanda local com a mesma qualidade que startups do eixo RJ-SP-MG.

Um outro ponto interessante é que em Manaus existe uma participação intensa da indústria em Pesquisa e Desenvolvimento, P&D. Como parte do programa de incentivo, iniciado na Zona Franca, há diversas iniciativas que reúnem a indústria e comunidade de inovação, além de observar a união de grandes empresários na melhora do mercado. Entretanto, há uma diferença perceptível na forma como todos esses agentes atuam. Ainda não há uma “liga” entre eles, portanto é nítida a necessidade de ter todos trabalhando sob a mesma agenda e trocando informações.

Talvez isso seja o reflexo da evolução do ecossistema local, mas é absolutamente natural em mercados que não têm a mesma atenção da mídia. Isso me dá a certeza de que a PiaR terá um desafio empolgante pela frente: contar para todos os Estados da região, e principalmente para o Brasil, as histórias desses agentes. Manaus será, muito em breve, uma das principais vitrines de startups do Brasil.

*Por Bruno Pinheiro