NÃO INVENTE DADOS, NEM ALTERE NÚMEROS DE SUA EMPRESA

*Por Juliana Gusmão

Durante esses anos trabalhando com assessoria de imprensa, já vi muito empreendedor passar dados que não condizem com a realidade da sua startup. Minha opinião? Não faça! Isso porque o jornalista investiga e apura todas as informações, lê bastante e qualquer divergência entre os dados pode causar um mal-estar para você e também para sua empresa.

Uma dúvida muito comum: mas não abrimos faturamento e também não mencionamos nosso crescimento, como podemos prosseguir? Sabemos que muitas empresas não conseguem divulgar essas informações, mas quando falamos com veículos de negócios, onde esses dados são importantes, temos que encontrar alternativas para não perder a oportunidade. Abordar uma porcentagem ou algo aproximado pode ser a saída.

Já tivemos situações em que o empreendedor deu uma entrevista para o Valor Econômico e mencionou o crescimento da empresa. Semanas depois, o mesmo jornalista conversou com ele novamente para tirar uma dúvida sobre um ponto da entrevista e o dado já não era mais o mesmo, o que causou um estranhamento e questionamento por parte do jornalista.

Quando o assunto é relacionado a dados, procuramos sempre manter a mesma linha de raciocínio e nunca, em hipótese alguma, superfaturar um número ou valor. Se os números que você tem a apresentar são baixos ou irrelevantes, alinhe com sua assessoria de imprensa a melhor saída para quando o jornalista te questionar. E lembre-se: quando sua equipe de PR conseguir uma oportunidade em grandes veículos de negócios, apresentar um número que mostre o quanto sua empresa está consolidada no mercado é importante.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.

EXPERIÊNCIA É A CHAVE DO NEGÓCIO!

*Por Juliana Gusmão

Compartilhar suas experiências, sejam elas boas ou ruins, é muito importante para conseguir alavancar não só os seus negócios, mas também contribuir com outros empreendedores. Quem nunca se inspirou na história de um empreendedor para criar coragem e tirar seu projeto do papel?

Isso é comum no segmento das startups, por exemplo. Muitos profissionais são fontes de inspiração e dão até palestras com diversas dicas para auxiliar quem deseja investir nesse mercado ou criar algo inovador. Porém, para que essa troca seja produtiva, não se esquive de falar sobre o que não deu certo.

Dividir com as pessoas suas experiências ruins também é importante para o crescimento profissional de todos. Orientar para que elas não cometam os mesmos erros e sigam por caminhos diferentes é essencial para te tornar referência.

Outro ponto que considero importante é que essa prática de compartilhamento de conhecimento te coloca em outro patamar profissional. As pessoas não te veem somente como dono da empresa “x”, mas sim como aquele que colabora para o ecossistema de empreendedorismo no país. Além do seu negócio em si, algumas atitudes te diferenciam dos seus concorrentes no mercado, e dividir experiências é uma delas.

Por fim, não guarde para si o que pode contribuir com uma imensidão de pessoas. Em uma época onde a grande maioria está ávida por novos conhecimentos, a troca de informação é considerada “rei”.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.

Rádio: a mídia pouco explorada

*Por Bruno Pinheiro 

Sim, o rádio! Vamos falar dessa mídia que nasceu no Brasil, oficialmente, no dia 7 de setembro de 1922, nas comemorações do centenário da Independência do País, com a transmissão da fala do presidente Epitácio Pessoa, na inauguração da radiotelefonia brasileira.

Em uma era digital, onde vemos muitas notícias de jornais e revistas sendo fechadas (e isso é algo desanimador), muitos empreendedores se esquecem do poder que esse meio tem de alcançar um público fiel e cativo e que pode impactar positivamente nas estratégias de comunicação. Por isso, deixo aqui um apelo: é preciso deixar de lado o preconceito sobre o rádio, o achando arcaico e fadado a sumir.

Segundo uma lista do Ministério das Comunicações, em 2011 existiam 9.973 licenciados a executar os serviços de radiodifusão nas áreas educativa e comercial e 4.377 rádios comunitárias outorgadas. Claro que de lá para cá esses números devem ter aumentado. Além disso, existem hoje rádios por meio de streaming, fator que amplia ainda mais a atuação desse meio.

Não sei vocês, mas eu, particularmente, tenho o hábito de ouvir rádios de notícias pela manhã, enquanto vou para a agência. Isso abre um leque incrível de possibilidades para pensar em novas pautas, conhecer programas ou apresentadores que ainda não faziam parte do meu cotidiano, e até mesmo entender a linguagem de cada dial.

Caso você, CMO, CEO ou fundador da uma startup, não tenha o costume, sugiro que desligue um pouco o bluetooth do seu rádio e deixe as estações ditarem o ritmo. Você irá se surpreender com a diversidade e impacto que essa mídia pode ter para seus negócios.

Ah, tenho algumas boas notícias:

– Não, o rádio não irá sumir, como gostam de gritar aos quatro ventos alguns pessimistas de plantão;

– O rádio, que não é bobo nem nada, tem se adaptado aos novos modos de consumo de informação, passando a acompanhar as tendências tecnológicas. Ou seja, o streaming chegou para ficar;

– E a última, mas não menos importante: é crescente o número de produtores, apresentadores e programas interessados em entender mais sobre o ecossistema de startups, principalmente quando elas oferecem soluções que impactem positivamente a vida das pessoas comuns.

Por isso, voltando ao título desse artigo, quando for reunir sua equipe de assessoria de imprensa, marketing, redes sociais e publicidade (ou seja, todo o time de comunicação), não esqueça de incluir o bom e velho rádio nas estratégias. Dessa forma, você conseguirá ampliar o número de veículos que podem ser abordados e, claro, pulverizar cada vez mais a mensagem de sua startup.

 

*Com 13 anos de experiência em assessoria de imprensa, Bruno já trabalhou no atendimento de contas como BuscaPé, Fox, VivaReal, Qranio, EasyTaxi, boo-box, Samba Tech e Evernote. Já participou de grandes anúncios no mercado brasileiro e conduziu o lançamento de mais de 130 startups nos últimos 8 anos. Bruno Pinheiro é fundador da PiaR Comunicação, assessoria de imprensa de 40 startups no Brasil.

TIME ALINHADO, ENGAJADO E COM OBJETIVOS BEM DEFINIDOS = SUCESSO

*Por Renniê Paro

Time alinhado, engajado e com objetivos bem definidos = sucesso.

Sim, essa é a “receita do sucesso”, se é que posso assim dizer, para que uma equipe de PR possa gerar bons resultados.

Definir quais são os objetivos de uma startup com ações de assessoria de imprensa é o primeiro passo para que todas as estratégias sejam desenvolvidas de maneira estratégica. De nada adianta sua equipe de comunicação estar focada em falar de como ganhar dinheiro online, se seu time comercial está focado em soluções para o setor de educação, por exemplo.

Por isso, reuniões, calls, sinais de fumaça…são fundamentais para que todos estejam na mesma página e possam, juntos, impactar positivamente sua empresa, seja em termos de vendas ou branding.  Outro ponto importante nesse sentido é que não é inteligente mudar seus objetivos ou posicionamentos há cada 15 dias. Isso, além de ser desgastante para todos os envolvidos, é também um péssimo indício para a imprensa. Afinal, quem não sabe o que quer/ou é, não chega a lugar algum.

Trabalhando há quatro anos com startups, sei que tudo muda muito rápido e nós, como agência especializada, conseguimos nos adaptar bem a esse ritmo. Mas é importante “dar um tempo” para sentir os resultados e retornos de mídia. Que tal um plano por trimestre e depois uma avaliação do que deu, ou não, certo?

Somente assim será possível criar uma unidade de comunicação, com um time engajado, alinhado e focado em objetivos claros e alcançáveis.

*Renniê Paro é jornalista formada desde 2008 na Universidade Paulista, com pós-graduação em Comunicação Organizacional na FMU. Com mais de 10 anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Customer Success e Marketing na PiaR Comunicação.

QUANTO MAIS INFORMAÇÃO MELHOR! DEIXE O FILTRO COM A GENTE

*Por Juliana Gusmão

Isso mesmo, deixe que sua equipe de PR coloque o filtro do que é ou não notícia. Para que nosso trabalho dê certo, é muito importante o compartilhamento de informações e isso engloba dizer exatamente tudo que envolva seu negócio. Não tenha medo ou receio, estamos aqui para direcionar o fluxo de trabalho e cavar oportunidades que realmente façam sentido.

Acredito que essa prática seja bem importante para o alinhamento das demandas. Já tivemos situações aqui na PiaR em que soubemos de um grande investimento por meio das redes sociais do cliente. Uma vez que o empreendedor coloca em seus canais uma notícia que para nós da imprensa é super relevante, como o caso de um investimento, perdemos a oportunidade de conseguir um espaço significativo em um grande veículo de comunicação. Vale lembrar que veículos como Folha de S. Paulo, Valor econômico ou Exame exigem exclusividade nas informações.

Entender a dinâmica de trabalho de uma assessoria de imprensa te ajudará a desligar o filtro. Por que não marcar uma call semanal ou quinzenal, por exemplo? Dessa forma, além de nos aproximarmos, é uma ótima oportunidade para descobrir sobre as novidades e planos da sua startup. Acredito que criar essa rotina é essencial para que as informações não se percam.

Por fim, vale entender que somos parceiros e fazemos parte do dia a dia da sua empresa. Por isso, quanto mais informações tivermos acesso, melhor será o desenvolvimento nossas atividades e estratégias para atingir publicações relevantes. Lembre-se sempre, nosso trabalho é uma via de mão dupla, vocês nos ajudam com informações sobre o negócio e nós te ajudamos com expertise em comunicação. Tenho certeza que essa troca é essencial para dar certo.

*Juliana Gusmão é jornalista formada desde 2012 pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Com sete anos de experiência em Assessoria de Imprensa, já atuou na comunicação de empresas de diversos segmentos e atualmente é Head de Relacionamento na PiaR Comunicação.